Ministério do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia: Crise político-psicótica

MAOTEHá quem questione se existe vida dentro do Ministério do Ambiente português. Mas o que os céticos falham em entender é a crise psicótica profunda vivida pelo Ministério nos últimos anos, face à qual empalidece até a corrente crise económica. Dividido entre a urgência da situação climática mundial e o interesse económico na exploração de recursos energéticos, o Ministério chega a questionar a sua vocação e papel no mundo.

A meio deste dilema dissociativo, e face à necessidade de reduzir as emissões portuguesas de CO2-e para 24 milhões de toneladas (Mt) até 2030, o Ministério compromete-se confusamente a “reduzir” das atuais 68 Mt para “68-72” Mt em 2020 e “54-60” Mt em 2030. Se isto confundirá cidadãos com noções básicas de adição, trata-se porém de um fenómeno psiquiátrico conhecido: a alternância dissociativa entre surtos psicóticos destrutivos e fases depressivas de alheamento do mundo – ou neste caso entre o ímpeto económico-energético e a missão ambientalista.

A esta luz, faz sentido a sua concessão de licenças low cost para fratura hidráulica (Bombarral, Cadaval, Alenquer, Aljubarrota, Barreiro) e novas prospeções de petróleo e gás (Algarve); o seu contributo de €0 para o Fundo Verde da ONU para combate às alterações climáticas; e o seu trabalho na privatização dos transportes públicos, ao mesmo tempo que promove o “Compromisso para o Crescimento Verde”, com novas e excitantes oportunidades económicas trazidas por fundos europeus.

Aguardemos ansiosamente o fim desta crise psicótica, acalentando a esperança de que as políticas climáticas do Ministério do Ambiente um dia se tornem ao menos inofensivas para o ambiente.globocarbono3

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