Protesto em cimeira de poluidores e fósseis que discutem os transportes do futuro

O Climáximo, movimento pela Justiça Climática, esteve hoje em protesto na abertura da Lisbon MobiSummit, cimeira de mobilidade sustentável promovida pela EDP, Volkswagen e Via Verde, e sancionada pelo governo português. A ausência de qualquer menção a transportes públicos ou ferroviários numa cimeira organizada pelos maiores interessados num modelo insustentável para a mobilidade do futuro é o sinal inequívoco de que se trata de um evento de greenwashing e de promoção de falsas soluções para um problema grave e urgente.

Protesto em cimeira de poluidores e fósseis que discutem os transportes do futuro from Climaximo on Vimeo.

O governo português continua apostado em lançar uma cortina de fumo sobre o que é uma estratégia de combate às alterações climáticas: o apoio a uma iniciativa privada como indicador de política pública de transportes impede um debate são na sociedade. 

O Climáximo esteve presente esta manhã na abertura da cimeira, onde participaram o ministro do

Planeamento e Infraestruturas, o presidente da EDP, o secretário de Estado Adjunto e do Ambiente e gestores da Volkswagen e da Brisa. A Lisbon MobiSummit é organizada por três grandes empresas privadas: a EDP, a Volkswagen e a Via Verde (Brisa) e cria um quadro de mudanças cosméticas na política de transportes, substituindo uma frota gigantesca de automóveis a combustíveis fósseis por uma outra frota gigantesca de automóveis a electricidade. A ausência de qualquer actor dos sector dos transportes públicos, colectivos ou ferroviários como a Carris, a CP, os metros, ou a REFER dá-nos muita informação: a política pública de mobilidade do futuro tal como defendida por estas empresas e legitimada por este governo é uma política sem futuro e de perpetuação de desigualdade social, ghettos territoriais e um benefício dúbio a nível de emissões de gases com efeito de estufa.

Não nos podemos esquecer de que empresas estamos a falar: 

  • A EDP é a maior emissora de gases com efeito de estufa em Portugal, sendo proprietária da central termoelétrica a carvão de Sines, a maior poluidora do país, mas também as centrais a gás do Ribatejo e de Lares, além de centrais a cogeração e biomassa. 
  • A Brisa é proprietária de mais de 1600 km de autoestradas privadas, onde passam um acumulado de 28 milhões de veículos a gasolina e a diesel por ano
  • A Volkswagem é um dos maiores construtores de automóveis do mundo, e há dois anos foi apanhado no maior esquema de burla de emissões de gases com efeito de estufa conhecido até à data, o Dieselgate. A empresa vendeu mais entre 8,5 e 11 milhões de veículos com um software fraudolento que escondia as emissões de NOx, emitidas em valores até 40 vezes acima do legal. Apesar da Comissão Europeia ter exigido que a empresa indemnizasse as pessoas a quem os carros foram vendidos, a empresa recusou-se. 

É esta peculiar combinação de actores, cujos interesses e o histórico, não coincidem com qualquer objectivo de transportar pessoas e bens de maneira sustentável, que é sancionada pelo governo português como “mobilidade sustentável” e “transporte do futuro”.

Precisamos de transportes coletivos públicos de qualidade e chegando a todo o território, baseados num sistema elétrico livre de combustíveis fósseis, para combater as alterações climáticas. A Lisbon MobiSummit não cumpre nenhum objectivo de justiça social ou de combate às alterações climáticas.

 

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Assembleia Popular defronte da Assembleia da República decide: “Nem um furo, nem agora, nem no futuro”

Hoje, dia 21 de dezembro, pelas 12h00, durante o debate parlamentar da petição da Associação de Surf e Atividades Marítimas do Algarve (ASMAA) contra o furo de petróleo e gás ao largo da costa de Aljezur, um grupo de pessoas reuniu em frente à Assembleia da República numa Assembleia Popular que chumbou a prospeção e exploração de hidrocarbonetos em Portugal.

Neste “plenário” cidadão, estiveram presentes representantes dos interesses das populações locais, do mar, da água, dos pescadores, dos animais, dos agricultores, dos ecossistemas do planeta e, finalmente, um representante dos interesses das empresas multinacionais. Todos os reunidos, com exceção do representante das empresas multinacionais, declaram o seu voto contra os furos de petróleo e gás.

Depois de ouvidos os argumentos das partes interessadas, ao contrário do que aconteceu no plenário oficial dentro do Parlamento, foi votado o cancelamento de todos os contratos em vigor para prospeção e exploração de petróleo e gás em Portugal. Os “deputados cidadãos” mostraram “cartão vermelho” a estes contratos e exigiram o cancelamento das cinco concessões atualmente em vigor para prospeção de petróleo e gás, no mar ao largo da costa Alentejana assim como em terra, nas zonas da Batalha e Pombal.

Os participantes desta ação cidadã sublinharam a sobreposição entre os votos d@s vári@s deputad@s parlamentares e os interesses das multinacionais, em lugar de defenderem as populações locais, as gerações futuras, os ecossistemas e a justiça social.

Passeio Tóxico / Toxic Tour

Uma visita guiada grátis e livre ás masmorras dos criminosos ambientais.

As empresas mais ricas do mundo são também as mais criminosas para o clima da terra. São aquelas que estão a queimar o planeta. Mas há outros agentes na obscuridade… que estão a deitar lenha para a fogueira. Chamam-se: bancos. Eles providenciam os fundos e créditos para as infraestruturas de combustíveis fósseis, sem que se ouça falar muito disso.

Vamos saber quem financia o quê.

Junta-te a nós neste visita guiada gratuita e livre aos bastidores tóxicos da Finança Fóssil.

12 de dezembro, 13h00, Marquês de Pombal, à frente do antigo Diário de Notícias


[ EN ]

A free and liberated guided tour into the dungeons of climate criminals.

The biggest corporations ever in the world are also the biggest climate criminials. They are the ones driving us all off the cliff to a climate catastrophe. But there is someone else behind the scene… someone putting gas to this rat race. They are called banks. They give the funds and credits for the fossil fuel infrastructures, but they are not on the spotlight.

So let’s get to know who is funding what.

Join us in this free guided tour to the toxic cells of the fossil finance.

December 12th, 13:00, Marquês de Pombal, in front of the old Diário de Notícias building

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Ende Gelände / Fim da Linha

Climáximo foi a Bona, onde teve lugar a COP-23. Mas nós não fomos à cimeira, fomos à mina de carvão na Renânia, numa ação massiva de desobediência civil “Ende Gelände / Fim da Linha”. Ao mesmo tempo, outros ativistas em Lisboa fizeram uma ação contra a EDP: “O carvão pertence aos museus”. Participámos também na cimeira alternativa em Bona, People’s Climate Summit, e apresentamos a campanha Empregos para o Clima.

Ende Gelände – preparações from Climaximo on Vimeo.

 

COMUNICADO | “O carvão pertence aos museus” é a mensagem dos ativistas que demarcam linhas vermelhas para um planeta habitável em frente ao Museu da Eletricidade

Ativistas em Lisboa em solidariedade com a ação de desobediência civil contra o carvão “Ende Gelände” na Alemanha

5 de novembro, 16h30

“O carvão pertence aos museus” from Climaximo on Vimeo.

Enquanto milhares de pessoas de toda a Europa ocupam uma das maiores minas de carvão da Alemanha no ato massivo de desobediência civil “Ende Gelände” (Fim da Linha), ativistas do Climáximo vão ao Museu da Eletricidade lembrar que, ao mesmo tempo que nos abre as portas do seu lindo museu, a EDP está a destruir o nosso planeta.

Alguns elementos do Climáximo estão em Bona, onde amanhã começa a 23ª Cimeira do Clima da ONU (COP-23), para participar na ação “Ende Gelände” pela paragem imediata da extração de carvão, que está a causar alterações climáticas catastróficas.

Ao mesmo tempo, ativistas do Climáximo estiveram hoje em frente ao Museu da Eletricidade em solidariedade com a Ende Gelände, para lembrar que a central termoelétrica de Sines da EDP é, sozinha, responsável por 13,5% das emissões de CO2 em Portugal.

“Os incêndios e secas deste verão são só um exemplo: somos dos países europeus mais vulneráveis às alterações climáticas. As Linhas Vermelhas que trazemos ao Museu de Eletricidade lembram os limites para um planeta habitável: uma subida de 2ºC nas temperaturas globais é o ponto de não retorno para as catástrofes climáticas”, diz João Costa, um dos ativistas que participa na ação em Lisboa.

Já em Bona, a ativista Ana Matos comenta que “Depois de vinte e três cimeiras internacionais, as emissões de gases de efeito de estufa continuam a aumentar. Não serão os empresários nem os governos – seremos nós a conseguir o fim dum paradigma energético baseado em combustíveis fósseis.”

O panfleto distribuído na ação em Lisboa acrescenta que “a central de Sines tem de fechar, numa transição justa que não prejudique os trabalhadores e comunidades que ainda dependem dela.”

Notícias do fim da linha

Feedback da Ende Gelände e da COP-23

Os políticos estão a negociar há 23 anos, mas as emissões continuam a aumentar. A Europa apresenta-se como líder da acção climática enquanto continua extrair carvão e a construir novas infraestruturas de gás natural.

Antes da COP-23 em Bona, entre 3 e 5 de novembro, vamos mostrar onde é que se devem combater as alterações climáticas e como. Vamos à mina de carvão da Renânia (entre Colónia, Bona e Aachen), a empresa com mais emissões de CO2 na Europa, e vamos ocupa-la.

Haverá uma cimeira alternativa (People’s Climate Summit) nos dias 6 e 7 de novembro, em que vamos participar também.

O Climáximo vai mobilizar, pela primeira vez, um grupo de ativistas portugueses para a Ende Gelände, que irá comunicar os desenvolvimentos da ação em tempo real.

Depois de voltar, organizamos este evento para dar feedback e para conversarmos sobre o que podemos fazer cá.


10 de novembro, 21h00

Mob (Rua dos Anjos 12F)


Mais informações sobre Ende Gelände, aqui.

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Comunicado | Ativistas vão encerrar mina de carvão antes da COP-23

“Ende Gelände” convoca desobediência civil contra políticas climáticas desastrosas

O Climáximo vai participar na ação massiva de desobediência civil entre 3 e 5 de novembro pela qual ativistas do clima vão encerrar temporariamente uma mina de carvão a céu aberto. A aliança para a ação “Ende Gelände” exige a paragem imediata da extração de carvão, por uma questão de justiça climática. Ela critica o governo alemão por provocar alterações climáticas desastrosas pela mineração excessiva de lignite.

O Climáximo apoia, convoca e participa nesta ação, e relembra que o carvão é responsável por quase 20% das emissões de gases de efeito de estufa em Portugal, principalmente provenientes das centrais termoelétricas de Sines e do Pego. Os últimos governos (incluindo o presente) não definiram um plano de transição justa para encerramento destas centrais (sem prejudicar os trabalhadores e comunidades que neste momento dependem desta indústria); em vez disso, subsidiaram a EDP e facilitaram a permanência em Portugal de empresas poluentes.

A ação “Ende Gelände” vai ter lugar na mina de carvão da Renânia, a apenas 50 km de Bona, onde irá decorrer a 23ª Cimeira do Clima da ONU (COP-23), presidida pelas Ilhas Fiji, entre 6 e 17 de novembro.

A Alemanha finge ser um líder em políticas climáticas, mas a sua indústria está de facto dominada pelo carvão” comenta Insa Vries, porta-voz da Ende Gelände. “Logo antes da cimeira do clima, vamos abordar este ponto sensível. Toda a conversa sobre a mitigação é uma hipocrisia – se não deixarmos os combustíveis fósseis no solo – agora!”

Ao mesmo tempo, um grupo de habitantes de ilhas do Pacífico chamado “Pacific Climate Warriors” irão realizar uma cerimónia tradicional em solidariedade com a ação. Sob o lema “não estamos a afogar-nos, estamos a lutar” os Pacific Climate Warriors exigem o fim dos combustíveis fósseis para manter as suas ilhas acima do nível das águas.

Os nossos políticos estão a falhar-nos, por isso vamos nós próprios encerrar essas minas sujas.” diz Janna Aljets, porta-voz de imprensa da Ende Gelände. “Vamos levantar-nos em solidariedade com os povos do Pacífico – e de todo o mundo – cujas vidas estão a ser destruídas pela indústria dos combustíveis fósseis” declara, sublinhando os impactos devastadores das alterações climáticas que estes povos já estão a sofrer, tais como condições meteorológicas extremas, subida do nível do mar e secas crónicas.

A aliança Ende Gelände já organizou no passado ações de desobediência civil bem-sucedidas, como em agosto de 2017, em que milhares de ativistas bloquearam as linhas de fornecimento da maior central de carvão (Neurath) na Alemanha.

O Climáximo vai mobilizar, pela primeira vez, um grupo de ativistas portugueses para a Ende Gelände, que irá comunicar os desenvolvimentos da ação em tempo real.

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Mais informações, aqui.

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O Climáximo vai à Ende Gelände! Perguntas

O que é Ende Gelände? Quando e o que vai acontecer? A ação não é perigosa? Posso ir com o Climáximo? O que pretendem fazer como Climáximo? O que mais vai acontecer em Bona? Não posso ir a Bona, o que posso fazer?

O que é Ende Gelände?

Ende Gelände significa “fim do caminho” em alemão (em inglês: here and no further). É o nome da ação direta contra a indústria de combustíveis fósseis, organizada pelo coletivo com o mesmo nome. Pela quarta vez, milhares de pessoas da toda a Europa vão ocupar uma das maiores minas de carvão num ato massivo de desobediência civil.

Os ativistas vão pôr os seus corpos na linha de frente para dizer “fim do caminho” ao business as usual do capitalismo, e vão mostrar onde é que se devem combater as alterações climáticas e como.

Mais informação: https://www.ende-gelaende.org

Quando e o que vai acontecer?

Durante a cimeira do clima da ONU, COP-23, que vai ter lugar em Bona, vamos à mina de carvão da Renânia (entre Colónia, Bona e Aachen), a empresa com mais emissões de CO2 na Europa.

A ação está marcada para dias 3, 4 e 5 de novembro. É importante chegares à Bona não mais tarde do que dia 3, para conseguires participar no action briefing e nos treinos e preparações.

No centro de Bona vai haver uma tenda enorme, em que podes encontrar toda a informação que podes precisar para te orientares.

Mais informação: http://climate-protest-bonn.org/en/events/ende-gelande/

A ação não é perigoso?

Desobediência civil pode ser perigoso se não for bem preparado e bem gerido. Por isso, é mesmo importante chegares com antecedência e participares nas formações.

No entanto, nada é mais perigoso que continuar com o business as usual para chegarmos a uma crise climática irreversível em poucas décadas.

Posso ir com o Climáximo?

Sim e não.

Infelizmente não temos nenhum fundo para apoiar as viagens dos ativistas, por isso fica à tua decisão se consegues ir até Bona. (Podes encontrar alojamento solidário aqui: Accommodation | Climate Protest Bonn )

Por exemplo, se és emigrante e vives perto, pode ser mais fácil chegares lá. Se conseguires aparecer lá, podes juntar-te ao nosso grupo de afinidade (falar a tua língua materna pode facilitar bastante durante uma ação). Vamos ter uma pequena equipa entre 3 e 8 de novembro.

Contacta-nos: https://climaximo.wordpress.com/sobre/contactos/

O que pretendem fazer como Climáximo?

Não vamos a Bona como “turismo político”, mas sim planeando a capacitação da luta pela justiça climática em Portugal.

Chegando lá, queremos enviar comunicados e relatos da ação, e preparar pequenos vídeos e entrevistas.

Depois de voltar, queremos organizar um evento para dar feedback e para conversarmos sobre o que podemos fazer cá.

Finalmente, os ativistas que participam no maior ato de desobediência civil pelo clima vão naturalmente trazer as suas experiências da ação direta, de que podemos beneficiar coletivamente.

Podes seguir as novidades em http://www.climaximo.pt

O que mais vai acontecer em Bona?

A COP-23 em si vai ter lugar entre 6 e 17 de novembro, mas os políticos não prometem muita coisa há bastante tempo. Do nosso lado, vão haver marchas, debates e workshops.

Podes seguir todas as iniciativas aqui: http://climate-protest-bonn.org/en/

Não posso ir a Bona. O que posso fazer?

Em primeiro lugar, podes assinar a declaração dos Guerreiros do Clima do Pacífico sobre alterações climáticas: https://pt.haveyoursei.org/

Se querias fazer uma ação, fica atento ao nosso blogue. Ainda estamos a avaliar se temos capacidade para marcar uma ação em Portugal.

Finalmente, podes também ajudar-nos a divulgar o que está a acontecer no Ende Gelände. Fica atento ao nosso Facebook: https://www.facebook.com/climaximolisboa

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O Climáximo vai à Ende Gelände!

Os políticos estão a negociar há 23 anos, mas as emissões continuam a aumentar. A Europa apresenta-se como líder da acção climática enquanto continua extrair carvão e a construir novas infraestruturas de gás natural.

Durante a COP-23 em Bona, vamos mostrar onde é que se devem combater as alterações climáticas e como. Temos que agir agora para conseguir limitar o aquecimento global a 1.5°C até 2100, um limite urgente para as populações no Sul Global e decisivo para todo planeta. As ações de desobediência civil são essenciais. Temos que parar a indústria de combustíveis fósseis já!

O Climáximo vai estar em Bona para dizer Ende Gelände (fim do caminho/ fim do carvão). Se queres juntar-te ao nosso grupo para a ação, contacta-nos por email: climaximo [-arroba-] riseup [-ponto-] net .

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Perguntas

O que é Ende Gelände? Quando e o que vai acontecer? A ação não é perigosa? Posso ir com o Climáximo? O que pretendem fazer como Climáximo? O que mais vai acontecer em Bona? Não posso ir a Bona, o que posso fazer?

Respostas aqui. 🙂

Comunicado | Ativistas vão encerrar mina de carvão antes da COP-23

“Ende Gelände” convoca desobediência civil contra políticas climáticas desastrosas.

Ler o Comunicado aqui.

10 de novembro – Notícias do fim da linha: Feedback da Ende Gelände e da COP-23

Depois de voltar da Ende Gelände, organizamos este evento para dar feedback e para conversarmos sobre o que podemos fazer cá. Mais informação, aqui.