Um gasoduto passou hoje pelo centro de Lisboa

No dia de ação global contra Gás e Fracking, ativistas do Climáximo caminharam pelas ruas de Lisboa para chamar a atenção sobre o projeto de 160 km de gasoduto desde Guarda até Bragança, apoiado pela União Europeia. O negacionismo das alterações climáticas do governo português toma estende-se a todas as fases da exploração de combustíveis fósseis: desde furos de petróleo e gás em Portugal, passando por acordos de gás de fracking com Trump e a transformação do porto de Sines na porta de entrada desse gás na Europa, até à expansão de gasodutos para o transportar.

Temos de parar todos os novos projetos de combustíveis fósseis. Os ativistas transportaram um gasoduto onde se lia “A UE dá gás ao caos climático” e “Gás: tão natural como a extinção” até à sede do Banco Europeu de Investimento, para o devolverem. Ironicamente, o BEI também não quis aceitar a encomenda, pelo que os ativistas desmantelaram o gasoduto no local, visto afinal ninguém o querer.

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Mais fotos no Flickr.


A gas pipeline passed through the city center of Lisbon today.

On the global day of action #GasdownFrackdown, activists of Climáximo walked through the streets of Lisbon to highlight the 160km gas pipeline project from Guarda until Bragança, a project supported by the European Commission. The Portuguese government’s climate denialism extends from deep offshore oil drills to fracked gas agreements with Trump, from gas pipelines to increasing the gas capacity of the Sines port.

We must stop all new fossil fuel projects. The activists carried the gas pipeline which read “EU fuels climate chaos” and “Gas is as natural as mass extinction”, and wanted to return it to the European Investment Bank office. Ironically, the EIB also did not accept the delivery, so the activists had to dismantle the pipeline at the spot, seeing that no one wanted it after all.

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Global Gasdown-Frackdown: Acção e Jantar Popular

A União Europeia dá gás ao colapso climático!

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Fotos e vídeo da ação: Um gasoduto passou hoje pelo centro de Lisboa


COMUNICADO DE IMPRENSA: 13 de Outubro Dia Internacional de Acção contra o Gás e o Fracking: Acção nos escritórios do Banco Europeu de Investimento em Lisboa


/English below/

No próximo dia 13 de Outubro respondemos ao apelo internacional na luta contra o fracking e contra o gás natural! Às 16h30, vamos fazer uma acção frente à sede do Banco Europeu de Investimento em Lisboa (Av. da Liberdade 190, 1250-001 Lisboa). O BEI utiliza o dinheiro dos nossos impostos para financiar a indústria dos combustíveis fósseis, financiando prioritariamente mais de 90 projectos de apoio à expansão de uma rede europeia de importação e distribuição de gás! Têm de ser travados.logogasfrackdown_360

A União Europeia está financiar uma estratégia energética que alimenta o colapso climático nas próximas décadas. Ao distrair-nos com a mentira de que o gás “natural” é um combustível de transição para as energias renováveis, a União Europeia pretende alimentar a indústria petrolífera durante mais quatro a cinco décadas, montando infraestruturas portuárias e gasodutos em todo o continente europeu para importar gás dos EUA, Canadá, Austrália, Argélia, Azerbeijão, Rússia e muitos outros países. A maior parte desse gás é hoje extraído por fracking, o que aumenta ainda mais as emissões de gases com efeito de estufa. Para pagar este novo resgate às companhias petrolíferas, a União Europeia quer usar o dinheiro dos impostos de todas as pessoas da União Europeia, através do BEI, para que sejamos nós mesmos a financiar o colapso do clima que ameaça a civilização.

Hoje sabemos que para manter o aumento de temperatura no planeta abaixo dos 1,5ºC, temos de cortar as emissões em mais de 50% até 2030. Isto é daqui a 12 anos! Temos de travar os psicopatas que querem torrar o planeta e a Humanidade em petróleo, gás e carvão!gasland01

No final do dia, faremos um jantar com filme (Gasland) e debate no Gaia, Rua da Regueira 40, Alfama, em Lisboa. Junta-te a nós!

O que é o Jantar Popular?

  • Um Jantar comunitário vegano, biológico e livre de OGMs que se realiza no GAIA, Rua da Regueira, n 40, em Alfama.
  • Uma iniciativa inteiramente auto-gerida por voluntários.
  • Um jantar em que podes colaborar e aprender a cozinhar vegano! Para cozinhar e montar a sala basta aparecer a partir das 18h. Jantar “servido” a partir das 20h.
  • Um projecto autónomo e auto-sustentável. As receitas do Jantar Popular representam o fundo de maneio do GAIA que mantém assim a sua autonomia.
  • Um jantar onde ninguém fica sem comer por não ter moedas e onde quem ajuda não paga. O preço nunca é mais de 3 pirolitos.
  • Um exemplo de consumo responsável, com ingredientes que respeitam o ambiente, a economia local e os animais.
  • Uma oportunidade para criar redes, trocar conhecimentos e pensar criticamente.

***

On October 13th, we will join the global gasdown frackdown action call and do an action in front of the European Investment Bank’s Lisbon office (Av. da Liberdade 190, 1250-001 Lisboa). EIB uses public money to finance more than 90 gas projects. And each one of them must be stopped.

The European Union is financing an energy policy that may push us to a climate chaos in the following decades. Presenting “natural” gas as a transition fuel, the EU aims at supporting the fossil fuel industry for five more decades, setting up pipelines and terminals to import gas from the US, Canada, Australia, Algeria, Azerbaijan, Russia and many more countries. To pay this new bailout for fossil fuel companies, the EU wants to use public money through the EIB, so that it would be us financing climate chaos directly.

We know today that to keep warming below 1.5ºC, we must cut emissions by 50% until 2030. This is just 12 years away! We have to stop the psychopaths who want to grill humanity with oil, gas and coal.

At the end of the day, we will have a community dinner with a movie screening (Gasland) and discussion in GAIA-Lisboa (Rua da Regueira 40, Alfama).

Comboio, mais justo e mais ecológico – caminho ascendente

Pôr o comboio na linha, para servir a população

3 de outubro, 10h30, Lisboa

Largo de Camões -> Terreiro do Paço Residência Oficial do Primeiro-Ministro

A crise climática por que estamos passar torna urgente descongestionar as estradas e reduzir a circulação de meios de transporte poluentes.

O setor dos transportes é, efetivamente, um dos principais responsáveis pelo aumento das emissões de gases perigosos para a atmosfera. Tornar a mobilidade sustentável é, por isso, uma grande prioridade na transição energética.

Para reduzir essas emissões temos uma solução eficaz: desenvolver, alargar e melhorar a qualidade dos transportes públicos.

O transporte ferroviário é o mais ecológico porque é o meio de transporte que gera a menor quantidade de CO2. Além disto, o comboio utiliza a energia de forma mais eficiente. Se a tração for elétrica, permite recorrer a fontes renováveis de energia. É portanto um bom meio de transporte de pessoas e que pode ser ainda melhorado. Transportar mercadorias em carris é também muito mais eficiente e ecológico do que usar as estradas ou o mar. O transporte ferroviário é assim um trunfo a usar na mudança que precisamos de iniciar, hoje mesmo, para energias limpas e justas e na luta contra as consequências das alterações climáticas.

Para iniciar essa mudança é necessário criar mais trabalho neste setor e apoiar o desenvolvimento da rede ferroviária. Os seus trabalhadores devem ter condições laborais adequadas e saudáveis. O emprego no setor ferroviário público deve ser digno e estável.

Para darmos este passo precisamos de assegurar algumas questões que têm reflexo na maior parte das pessoas da nossa sociedade. Antes do mais, a rede ferroviária deve proporcionar um serviço público e acessível a todas as pessoas e não ter o lucro como fim principal. As condições e os postos de trabalho não devem, como em nenhum outro setor, ser alvo de competição. O preço dos bilhetes não pode ser objeto de especulação no mercado. O principal objetivo da ferrovia deverá ser assegurar um acesso justo ao transporte ao maior número de pessoas possível. A ferrovia precisa ainda de se expandir e de se desenvolver para apoiar quem vive, trabalha e estuda em zonas mais isoladas, diminuindo o abandono das regiões rurais e melhorando a vida nas periferias das grandes cidades. E, por fim, se a população estiver mais bem distribuída, descentraliza-se o consumo e colocam-se as pessoas perto das fontes de energia, ou seja, consegue-se uma distribuição da energia mais correta e mais eficiente.

Por todas estas razões, o Climáximo apoia a manifestação convocada pelas organizações de trabalhadores e utentes do setor ferroviário.

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Climáximo convoca para a Manifestação pela Habitação – 22 de setembro

No dia 22 de setembro, às 15h00, em Lisboa e no Porto, vamos marchar pelas nossas casas e pelas nossas vidas.

Reestruturação neoliberal do espaço urbano

As casas já não casas mas são imóveis. Jardins e praças tornaram-se esplanadas dos hotéis ou restaurantes, para usufrimento pago. Os bairros ou são “center of the old town“, ou são “excelente oportunidade de investimento”. O que foi nos vendido como revitalização da cidade foi a retirada da vida em substituição por um centro comercial ao ar livre.

Tornar cidades inteiras em mercadorias e expandir a precariedade para a vida urbana foram e são decisões políticas deliberativas.

Defendemos habitação digna e acesso à cidade como direitos urbanos.

Reestruturação neoliberal das cidades

Para além disso, a crescente bolha de especulação imobiliária a que temos estado a assistir, um pouco por todo o território nacional, mas em particular nas grandes cidades, tem como um dos principais efeitos a expulsão de muitos dos moradores mais pobres para as periferias, passando grande parte do centro da cidade a estar na posse de empreendimentos turísticos, a ser usado por visitantes ocasionais e constituído por segundas e terceiras moradias.

Ora, as consequências ambientais desta dinâmica não poderiam ser mais drásticas. Pessoas que antes moravam a pouca distância dos seus empregos vêm-se agora obrigadas a fazer deslocações cada vez maiores para chegar aos seus locais de trabalho. Em contrapartida, muitos dos novos donos das moradias no centro apenas as utilizam alguns meses por ano, fazendo para isso viagens de avião (na maioria) para as visitar. Tudo isto numa lógica, dita “de mercado”, que faz cada vez menos sentido, num planeta com recursos finitos e onde a necessidade imperiosa de reduzir drasticamente o uso de combustíveis fósseis e optar por estilos de vida mais sustentáveis e éticos é cada vez mais inadiável.

Pelo que é que lutamos?

A presença da Climáximo numa marcha sobre a habitação justifica-se pelo facto de o edificado habitacional também gerar elementos poluentes para o meio ambiente e, daí, a necessidade de se arranjarem soluções que combinem as necessidades habitacionais, de conforto, das pessoas e a proteção do meio ambiente.

Mais urgente e relevante se torna a procura deste equilíbrio se tivermos em conta que nos países do Norte Global, que são os maiores poluidores do mundo, as pessoas passam a esmagadora maioria do tempo nos edifícios.

Referindo-se ao edificado habitacional em si, é importante lembrar que toda a gente tem direito a uma habitação digna e, ao mesmo tempo, tem a responsabilidade de contribuir para a proteção do meio ambiente.

Quem diz isto das moradoras e moradores das habitações, diz das empresas de construção e manutenção destas infraestruturas e até do próprio Estado. Todos devem contribuir para que as habitações sejam, simultaneamente, confortáveis e equilibradas no que toca ao meio ambiente: através da reciclagem do lixo produzido por quem viva nas casas (habitantes), da implementação de tecnologias alimentadas por energias renováveis e não de origem fóssil (habitantes e empresas de construção e manutenção) e do incentivo à implementação destas tecnologias nas habitações (Estado) e ainda da sua aplicação prioritária nos edifícios públicos (serviços, escolas, hospitais). Os extremos climáticos atingem com particular gravidade os e as residentes trabalhadoras e cuidadoras, idosos e crianças que têm vindo a sofrer mais com vagas de frio e a falta de qualidade dos edifícios.

Construir cidades acessíveis para tod@s e criar habitação digna para toda a gente não é só necessária, mas também faz parte da luta pela justiça climática.

No dia 22 de setembro, às 15h00, junta-te à Manifestação pela Habitação em Lisboa e no Porto.

Crise climática é racista: Junta-te à mobilização nacional de luta contra o racismo.

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Os efeitos das alterações climáticas agravam as injustiças sociais nas nossas sociedades. O Norte Global emite CO2, os países no Sul Global ficam inundados com tempestades ou com a subida do nível do mar. As empresas expropriam os povos indígenas para extrair combustíveis fósseis, depois financiam também o negacionismo das alterações climáticas, e as populações sofrem as secas crónicas. Os ricos poluem, os pobres (que, por acaso, também acabam por ser não-brancos) adoecem com a poluição.

Tudo isto acontece porque o sistema capitalista vê as pessoas não como pessoas, mas como consumidores. Por isso, no capitalismo, uma pessoa que nasceu num bairro social ou que imigrou para um outro país em procura de melhores condições de vida não vale o mesmo que um homem branco de classe média-alta. O capitalismo herda o racismo do colonialismo e agrava-o.

“O racismo na política é gritante, seja pela ausência de representatividade política de negros/as, ciganos/as e imigrantes, seja por atos racistas de vários representantes políticos. São grandes as desigualdades no acesso à educação, saúde, habitação, justiça, cultura e ao emprego com direitos para negros/as, ciganos/as e imigrantes. Mas o silêncio dos sucessivos governos e das organizações políticas, na sua maioria, sobre o racismo e xenofobia é aterrador.”

As ondas de refugiados climáticos vão ser maiores à medida que os anos passam e essas pessoas têm o direito de ter uma vida digna, tal como todos nós! Se os nossos governos descriminam os que já cá vivem, o que farão com os que ainda virão?

Não podemos deixar perpetuar o capitalismo que trata as pessoas como mercadorias. Nem em Portugal nem na União Europeia.

Como o capitalismo é racista, a crise climática que o capitalismo gera atinge e descrimina de forma racista.

Climáximo vai estar presente na Mobilização Nacional de Luta Contra o Racismo no dia 15 de setembro de 2018. Não há justiça climática sem justiça social. Junta-te aos protestos este sábado às 15h00 em Lisboa, Porto e Braga.

Wrap-up: Marcha Mundial do Clima 2018

Parar o petróleo! Pelo clima, justiça e emprego!

Parar o petróleo! Pelo clima, justiça e emprego! from Climaximo on Vimeo.

 

No dia 8 de setembro, centenas de milhares de pessoas em 95 países dos 7 continentes (sim, Antártida também) saíram às ruas em mais de 900 acções na mobilização mundial “Rise for Climate”.

Em Portugal, 48 organizações juntarem-se para exigir um mundo livre dos combustíveis fósseis, em que as pessoas e a justiça social estejam acima dos lucros. Em Lisboa, Porto e Faro, centenas de pessoas marcharam sob o lema “Parar o petróleo! Pelo clima, justiça e emprego!”.


Em Lisboa, 800 pessoas marcharam com palavras de ordem “O mar é para surfar, não é para perfurar!“, “Empregos! Justiça! Clima!” e “Gás, carvão, petróleo. Debaixo do solo!”.

Os manifestantes exigiram:

  • uma transição justa e rápida para as energias renováveis;
  • zero infraestruturas de combustíveis fósseis novas: nem em Aljezur, nem em Aljubarrota, nem em lugar nenhum.

No Porto, mais de 200 pessoas marcharam da Praça de Liberdade até à Praça de Ribeira, a gritar bem alto “Muda o sistema, não o clima!”, “Fora, fora, fora daqui! Petróleo, gás, GALP e ENI!”.


No Algarve, 200 pessoas manifestaram-se em Faro. Algumas das palavras de ordem foram “Não ao furo! Sim ao futuro!” e “Somos natureza em auto-defesa”.


A verdadeira liderança climática nasce a partir das bases. Isto significa ver o poder nas mãos das pessoas, em vez das corporações; significa uma vida melhor para quem trabalha e justiça para as populações mais afetadas pelos impactos das alterações climáticas e pelas atividades das petrolíferas.

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Mais fotos da marcha no Flickr:


A marcha na comunicação social:

Vais marchar este sábado? Algumas dicas

Este sábado, dia 8 de setembro, milhares vão sair às ruas, com nada menos do que 730 ações em 88 países já confirmadas. Em Portugal, vamos marchar em três cidades: Lisboa, Porto e Faro.

Neste documento:

  • Faixas e pancartas
  • Palavras de ordem
  • Fotos e vídeos durante a marcha
  • E depois?

Faixas e pancartas

Temos muitas faixas e pancartas contra os combustíveis fósseis, as petrolíferas e capitalismo, e pelo clima, justiça e emprego. Todos estes materiais foram produzidos colectivamente nas sessões de preparação. Ajuda-nos transmitir as reivindicações da marcha e segura a faixa que gostas mais.18157449_433983493639269_7963512542226385232_n

Podes também desenhar e levar o teu pancarta com a mensagem que querias partilhar com outros manifestantes e com o público geral.

Palavras de ordem

Algumas palavras de ordem estão aqui: Gritos clima v2 . (Entretanto, a malta do Porto também preparou um outro ficheiro: Pregões para a marcha_porto) Vamos ter algumas pessoas com megafones a dinamizar a marcha. Traz a tua energia (renovável) e partilha a tua força com tod@s. A marcha é um espaço político popular para manifestarmos-nos e reivindicarmos um planeta justo e habitável.

Novas ideias também são sempre bem-vindas.

Fotos e vídeos durante a Marcha Mundial do Clima

Queres ajudar na produção de imagens da marcha? Vais andar com a tua câmara durante a marcha e gostarias de partilhar as tuas fotos com toda a gente?

Aqui ficam algumas dicas.40854031_1073181206196906_6329690271315394560_n

Temos duas checklists em inglês para te ajudar preparar.
Checklist for taking photos in actions
Checklist for filming in actions and events

Se quiseres partilhar as tuas fotos nas redes sociais, usa o hashtag #RiseforClimate . (Não te esqueças de tornar os teus posts de Facebook públicos, senão só os teus amigos terão acesso a estas fotos.)

  • Vamos criar um álbum de imagens das marchas. Logo no dia 8 à noite, envia as tuas fotos preferidas para marcha8set [-at-] salvaroclima.pt. É essencial que as envies logo que possas, porque vamos compilar as fotos para ter o álbum pronto no domingo de manhã.
  • Vamos também fazer um pequeno vídeo das três marchas em Portugal. Envia todos os teus vídeos logo no dia 8 à noite para marcha8set [-at-] salvaroclima.pt. É essencial que os envies mal possas, porque vamos editar o vídeo para ser publicado logo no domingo.

E depois?

Em Lisboa e no Porto, estamos a preparar Formações em Ativismo Climático para (ré-)lançar atividades e organizar novas ações. Para teres alguma ideia, podes explorar Parar o Furo, Empregos para o Clima e Virar a Maré.

Em Lisboa, logo à seguir a marcha, temos uma conversa às 21h00 no Mob: Política climática de bases: conversa sobre a campanha Empregos para o Clima em Portugal

Segue o nosso site e página de Facebook para mais detalhes e novidades.

Portugal junta-se à Marcha Mundial do Clima em três cidades no dia 8 de setembro.

Marchas em Lisboa, Porto e Faro exigem que não se inicie a exploração de combustíveis fósseis e se faça uma transição justa e rápida para energias renováveis.

No próximo dia 8 de setembro, às 17 horas, marcaremos presença em Lisboa, Porto e Faro na Marcha Mundial do Clima sob o lema “Parar o petróleo! Pelo clima, justiça e emprego!”. Juntamo-nos à mobilização internacional “Rise for Climate”, que unirá milhões de pessoas em centenas de cidades por todo o mundo.

Exigimos uma transição justa e rápida para energias renováveis que vá ao encontro ou supere os compromissos governamentais de Portugal ser neutro em carbono até 2050 e que cumpra os compromissos a que se vinculou com o Acordo de Paris. Exigimos que não se criem novas infraestruturas de combustíveis fósseis em Portugal. Não faz sentido iniciar um ciclo de investimentos baseado numa economia do passado prejudicando o clima quando o país se comprometeu com o contrário. Por isso dizemos não aos projetos de petróleo frente a Aljezur, de gás em Aljubarrota e em outras zonas concessionadas ou passíveis de o ser.

Em Portugal, as marchas são organizadas no âmbito da iniciativa Salvar o Clima, que conta já com a subscrição de mais de 40 organizações de ambiente, movimentos cívicos, sindicatos e partidos políticos.

Em Lisboa e Faro, estão previstos breves discursos por parte de algumas organizações no final da marcha. No Porto, os discursos serão proferidos antes do início da marcha.

*

Contexto

Portugal tem sido severamente atingido por secas, vagas de calor, e incêndios descontrolados. A nossa floresta, o maior sumidouro de carbono que possuímos tem vindo a ser destruída. Os nossos compromissos com o Acordo de Paris e com a neutralidade carbónica até 2050 espelham uma profunda contradição com as intenções de abrir o país à exploração de combustíveis fósseis.

Esta contradição tem de ser urgentemente invertida em prol da vida na Terra e não de perspetivas irrealistas de retorno económico, retorno este muito inferior aos possíveis impactes locais e aos garantidos impactes globais.

Mesmo num período da nossa civilização em que por vezes surgem informações falsas e populistas, a verdade é que o consenso científico demonstra as evidências irrefutáveis das alterações climáticas. Estas evidências estão infelizmente a tornar-se parte do nosso quotidiano, e lentamente constatamos uma mudança do clima com consequências dramáticas desde já, e principalmente para as próximas gerações, afetando múltiplos domínios da nossa sociedade.

Os efeitos fazem-se sentir cada vez mais e a velocidade com que a gravidade e intensidade destes se manifesta é cada vez maior. Conceitos como “planeta mais quente” estão rapidamente a ser substituídos pela noção de “planeta inabitável”.

Estamos progressivamente a perder a luta contra o tempo para salvarmos o nosso planeta. De acordo com estudos recentes, há um risco crescente de atingirmos um ponto a partir do qual o sistema Terreste ficará permanentemente instável, passando este a acelerar as alterações climáticas ao invés de as atenuar.

Com a intensificação dos impactes das alterações climáticas, chegámos ao momento em que temos de ir bem para além do que as negociações internacionais podem oferecer.

Juntos podemos mobilizar-nos para a construção de uma liderança climática e criar o momento certo para assegurar uma transição energética para um mundo sustentável e equitativo. Para atingir isso, comunidades do todo o mundo vão liderar e assegurar a transição justa e rápida para energias 100% renováveis para todos, ao mesmo tempo que param todos os novos projetos de exploração de combustíveis fósseis.

A Marcha Mundial do Clima marcará o passo dos próximos eventos políticos, e mostrará aos nossos líderes qual a resposta que queremos para a realidade da crise climática

*

A iniciativa n’ 1 minuto:

Quem? |Mais de 40 organizações (ONGs, movimentos locais, sindicatos, partidos)

O quê? | Marcha Mundial do Clima

Onde? | LISBOA: Cais do Sodré | PORTO: Praça da Liberdade | FARO: Largo da Sé

Quando? | 8 de setembro, sábado, 17h00

Porquê? | “Parar o petróleo! Pelo clima, justiça e emprego!”

*

Informações:

Mobilização internacional: www.riseforclimate.org

Organizações promotoras em atualização e Convocatória: http://www.salvaroclima.pt

general 2018

Climáximo convoca para a Marcha Mundial do Clima 2018!

Olhar, ver e encarar: o nosso Papel na Resolução do Paradigma Climático

A vitória da suspensão do furo de petróleo em Aljezur veio confirmar não só que conseguimos a união necessária, como também que há ainda esperança de impedir os novos furos que se avizinham no horizonte. Esta luta ainda está a começar! Actualmente restam ainda cinco contratos de petróleo e gás em Portugal, que não fazem sentido no caminho que queremos definir para todos nós. É imperativo que tracemos um futuro juntos para o país e o planeta, onde os combustíveis fósseis não tenham lugar, onde não haja investimento numa indústria que nos traz como consequência poluição, desperdício e a perda futura da nossa qualidade de vida.

Já neste ano temos experienciado ondas de calor fulminantes na Europa, Norte de África, Japão, Paquistão, Austrália e Argentina, incêndios devastadores na Grécia, Suécia, Estados Unidos e na Rússia; secas severas no Quénia e na Somália; escassez de água no Afeganistão e na África do Sul; tempestades violentas e cheias no Havai, Índia, Oman e Iémen; assistimos ao bater de recordes no degelo no Mar de Bering. É o quadringentésimo mês seguido que se verifica temperaturas globais acima da média. Temos que olhar ao que está a nossa volta. E intuitivamente sabemos que tudo está a acontecer. Não há tempo a perder.

Devemos agir, por nós, pelos nossos descendentes, pelas nossas famílias e mesmo por quem não conhecemos na nossa esfera. Nesta Marcha Mundial do Clima, iremos marchar pelo Clima, Justiça e Emprego, e manifestar-nos contra a precariedade laboral e climática. Só na nossa união por este estandarte comum é possível conseguir/atingir justiça climática e social.

Junta-te a nós nesta marcha e vamos juntos mudar o mundo.

general 2018

Virar a Maré

Fluímos juntos rumo a 2020

Vamos juntar-nos para uma escalada a longo prazo da ação pela justiça climática e pela mudança de sistema!

A crise climática anda já em cima de nós. A meta de 1.5 graus é uma questão de vida e de morte para milhões de pessoas. Atingi-la requer que os estados industrializados estejam numa via de redução antes de 2020.by2020

Em vez disso, os estados estão a encorajar ainda a extração e o uso dos combustíveis fósseis. E este é apenas um dos desafios que enfrentamos.

Para a mudança acontecer, as nossas ações precisam de escalar em massa e de serem vistas como uma luta comum.

Vamos juntar as nossas lutas locais diversas – contra as minas, oleodutos ou gasodutos, contra a produção de plástico e a agroindústria, contra bancos e fronteiras. Não lutamos contra questões isoladas – juntas e juntos lutamos contra as infindáveis destruições que ameaçam o ambiente, as discriminações e as desigualdades produzidas pelo sistema capitalista.

Vamos juntar-nos a uma enorme mobilização pela justiça climática e pela mudança de sistema, culminando num levantamento massivo em 2020.

Ao mesmo tempo estamos a lançar as fundações para uma nova sociedade baseada no cuidado mútuo a cada pessoa e ao planeta. Estamos a criar redes resilientes com que possamos cultivar e produzir, partilhar e cuidar.

Eis alguma ideias sobre como tudo isto poderá parecer:

Agora: Preparar para começar

Planear as nossas lutas locais com estratégias para escalar e alargar com o tempo, começar talvez em ponto pequeno mas com objetivos ambiciosos – imaginar já como podem crescer, envolver novas aliadas e formas radicais ao longo do tempo. Estratégias locais a prazo mais longo vão facilitar os esforços em curso para coordenar as nossas lutas – seja através da partilha de habilidades, de mobilizações descentralizadas ou de convergências de massas.

2019: Ganhar impulso

Onde já forem possíveis, as ações de massas inspiram e treinam a nossa habilidade para mobilizar uma enorme quantidade de pessoas. Conferências, acampamentos, encontros, delineiam a nossa visão de um futuro habitável além do lucro.

2020: Levantamento

Para 2020, e para as batalhas que hão-de vir, mobilizamos uma enorme quantidade de pessoas contra diversos alvos por toda a Europa para ações de massas de desobediência civil. De forma não violenta mas ainda mais determinada, levantamo-nos pela justiça climática global.

Tanto resistindo como construindo, entretecemos as linhas das nossas lutas para mostrar o quadro geral sobre como queremos viver em conjunto – em 2020 e mais além.

A campanha de 2020 é um apelo a desenvolver uma perspetiva de longo prazo e a procurar convergências. Não sabemos ainda o que vai acontecer ao certo, mas sabemos que queremos estar, que temos de estar juntos e juntas…

Mudar o Sistema e não o Clima

http://by2020weriseup.net/