COMUNICADO: Movimentos sociais derrotaram o furo de Aljezur. Falta travar Batalha e Pombal.

GALP e ENI declararam hoje que desistiram de exploração de petróleo em Aljezur. Esta é uma importante vitória do movimento social por um Portugal livre de combustíveis fósseis. Falta travar as concessões da Australis Oil & Gas. Vamos continuar até acabar com estas.

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O consórcio GALP/ENI anunciou que renunciaram a concessão offshore na Bacia Alentejana. O furo de Aljezur levantou uma contestação social sem precedentes à nivel local, regional e nacional. Hoje temos menos um furo no nosso futuro. E esta é claramente uma vitória dos movimentos sociais.

Falta parar todos os restantes furos de petróleo e gás. Para conseguirmos atingir a meta dos 1,5ºC, temos de parar todas as novas infraestruturas de combustíveis fósseis e lançar uma transição energética justa e rápida.

Climáximo felicita todos os movimentos e cidadãos que participaram nesta luta.

Esta é mais uma vitória do movimento mundial pela justiça climática. Na semana passada parou-se o fracking no Reino Unido, ontem ganhámos contra carvão em Espanha, hoje ganhamos contra a GALP em Portugal. Amanhã ganharemos contra o furo de gás em Aljubarrota e o gasoduto entre Guarda e Bragança. Seguiremos em frente pela justiça climática!

Climáximo


PRESS RELEASE: Social movements defeated the Aljezur drill. Next is to stop the drill in Batalha and Pombal.

In a declaration today, GALP and ENI announced that they gave up on the oil exploration project in Aljezur. This is an important victory of the fossil-free movement in Portugal. The next step is to stop the concessions of Australis Oil & Gas.

The GALP/ENI consortium announced that they desisted from the deep offshore concession in Alentejo. The Aljezur drill had raised unprecedented opposition locally, regionally and nationally. Today, we have one less drill in our future. And this is clearly a victory of the social movements.

Now we need to stop the remaining oil and gas projects. To limit global warming within 1.5ºC, we must stop all new fossil fuel infrastructures and launch a rapid and just energy transition.

Climáximo congratulates everyone involved in this struggle.

This is another victory of the global climate justice movement. Last month we stopped fracking the United Kingdom, yesterday we won against coal in Spain, today we win against GALP in Portugal. Tomorrow, we shall win against the Aljubarrota drill and the Guarda-Bragança gas pipeline. Marching forward for climate justice!

Climáximo

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COMUNICADO |Encontros Ecossocialistas em Novembro trazem a Portugal oradores de cinco continentes

Conferência Ecossocialista traz a Portugal oradores de cinco continentes para contrariar o colapso ecológico provocado pelo capitalismo

Os IV Encontros Internacionais Ecossocialistas, nos dias 23-24-25 de Novembro em Lisboa, far-se-ão para discutir várias vertentes do combate pela Humanidade e pela Natureza, juntando mais de 60 oradores, de 16 nacionalidades e 4 continentes – Europa, Américas do Norte e do Sul, África e Ásia.

O programa dos Encontros Internacionais Ecossocialistas divide-se em 5 eixos:

– Economia Política da Comida e Soberania Alimentar;
– Desmantelando a falácia do Capitalismo Verde;
– O Trabalho na Era das Alterações Climáticas;
– Justiça Climática e Democracia Energética;
– Ecofeminismos.

Existirão 21 sessões e oficinas, desde a noite de sexta feira e ao longo do fim-de-semana, compostas por pessoas ativistas, militantes ecossocialistas e investigadoras. Aí será analisada a situação atual e, principalmente, consolidar-se-á a proposta ecossocialista internacional como resposta ao colapso ecológico e climático provocado pelo capitalismo global. O recente relatório do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas, sobre o aquecimento global de 1,5ºC, deixa esta urgência totalmente evidente: será necessário cortar mais de 50% nas emissões de gases com efeito de estufa nos próximos 12 anos, até 2030, algo que é incompatível com a necessidade de acumulação de riqueza inerente ao capitalismo.

Os encontros, que ocorrerão na Escola Secundária de Camões em Lisboa, são organizados por 11 organizações portuguesas e internacionais, com o lema “Alerta Vermelho, Alerta Verde: Dar Forma à Transformação Ecossocialista”.

Este evento contará com o “espaço do futuro” para a permanência dos mais jovens em várias atividades e oficinas educativas.

A entrada é gratuita. Inscrições abertas e informação detalhada em alterecosoc.org.

Comunicado: Global Gasdown Frackdown

COMUNICADO DE IMPRENSA

13 de Outubro Dia Internacional de Acção contra o Gás e o Fracking: Acção nos escritórios do Banco Europeu de Investimento em Lisboa

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O Climáximo vai participar no Dia Internacional de Acção contra o Gás o Fracking (Global Gas Frackdown) este sábado com um acção frente ao Banco Europeu de Investimento (BEI), às 16h30. O BEI está a financiar uma estratégia europeia de energia baseada em gás, patrocinando com o dinheiro dos nossos impostos infraestruturas para garantir a sobrevivência da indústria petrolífera durante mais cinco décadas, à custa do colapso climático. Em Portugal, o governo apoia ainda a prospecção e exploração de gás na Batalha e em Pombal.

A União Europeia está financiar uma estratégia energética que alimenta o colapso climático nas próximas décadas. Ao distrair-nos com a mentira de que o gás “natural” é um combustível de transição para as energias renováveis, a União Europeia  está a montar infraestruturas portuárias e gasodutos em todo o continente europeu para importar gás dos EUA, Canadá, Austrália, Argélia, Azerbeijão, Rússia e muitos outros países. A maior parte desse gás é hoje extraído por fracking, o que aumenta ainda mais as emissões de gases com efeito de estufa. Para pagar este novo resgate às companhias petrolíferas, a União Europeia quer usar o dinheiro dos impostos de todas as pessoas da União Europeia, através do Banco Europeu de Investimento, para que sejamos nós mesmos a financiar o colapso do clima que ameaça a civilização.

Em Portugal, o governo português continua a permitir que as petrolíferas perfurem à procura de gás, estando a zona de Aljubarrota sob ameaça de um furo de gás da empresa Australis Oil & Gas. Além disto, o governo quer que o Porto de Sines se transforme no porto de entrada de gás de fracking vindo do Sul dos Estados Unidos. Se isso acontecesse, a seguir seria necessário construir um perigoso gasoduto que teria de sair de Sines e seguir até aos Pirenéus, atravessando Portugal e Espanha quase inteiros.

Porque é que o gás não é um combustível de transição? As petrolíferas fazem contas de merceeiro para nos dizer que o gás “natural” tem menos emissões que o petróleo e o carvão. Contam apenas as emissões na combustão, escondendo que os processos de produção, armazenamento e transporte de gás têm enormes perdas de metano directamente para a atmosfera, o que faz com que o gás seja, no curto prazo, mais grave para o aquecimento do planeta do que o próprio petróleo ou o carvão. Mas nenhum dos três pode continuar: nem carvão, nem petróleo, nem gás!

Hoje sabemos que para manter o aumento de temperatura no planeta abaixo dos 1,5ºC, temos de cortar as emissões em mais de 40% até 2030. Isto é daqui a 12 anos! Temos de travar os psicopatas que querem torrar o planeta e a Humanidade em petróleo, gás e carvão!

Portugal junta-se à Marcha Mundial do Clima em três cidades no dia 8 de setembro.

Marchas em Lisboa, Porto e Faro exigem que não se inicie a exploração de combustíveis fósseis e se faça uma transição justa e rápida para energias renováveis.

No próximo dia 8 de setembro, às 17 horas, marcaremos presença em Lisboa, Porto e Faro na Marcha Mundial do Clima sob o lema “Parar o petróleo! Pelo clima, justiça e emprego!”. Juntamo-nos à mobilização internacional “Rise for Climate”, que unirá milhões de pessoas em centenas de cidades por todo o mundo.

Exigimos uma transição justa e rápida para energias renováveis que vá ao encontro ou supere os compromissos governamentais de Portugal ser neutro em carbono até 2050 e que cumpra os compromissos a que se vinculou com o Acordo de Paris. Exigimos que não se criem novas infraestruturas de combustíveis fósseis em Portugal. Não faz sentido iniciar um ciclo de investimentos baseado numa economia do passado prejudicando o clima quando o país se comprometeu com o contrário. Por isso dizemos não aos projetos de petróleo frente a Aljezur, de gás em Aljubarrota e em outras zonas concessionadas ou passíveis de o ser.

Em Portugal, as marchas são organizadas no âmbito da iniciativa Salvar o Clima, que conta já com a subscrição de mais de 40 organizações de ambiente, movimentos cívicos, sindicatos e partidos políticos.

Em Lisboa e Faro, estão previstos breves discursos por parte de algumas organizações no final da marcha. No Porto, os discursos serão proferidos antes do início da marcha.

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Contexto

Portugal tem sido severamente atingido por secas, vagas de calor, e incêndios descontrolados. A nossa floresta, o maior sumidouro de carbono que possuímos tem vindo a ser destruída. Os nossos compromissos com o Acordo de Paris e com a neutralidade carbónica até 2050 espelham uma profunda contradição com as intenções de abrir o país à exploração de combustíveis fósseis.

Esta contradição tem de ser urgentemente invertida em prol da vida na Terra e não de perspetivas irrealistas de retorno económico, retorno este muito inferior aos possíveis impactes locais e aos garantidos impactes globais.

Mesmo num período da nossa civilização em que por vezes surgem informações falsas e populistas, a verdade é que o consenso científico demonstra as evidências irrefutáveis das alterações climáticas. Estas evidências estão infelizmente a tornar-se parte do nosso quotidiano, e lentamente constatamos uma mudança do clima com consequências dramáticas desde já, e principalmente para as próximas gerações, afetando múltiplos domínios da nossa sociedade.

Os efeitos fazem-se sentir cada vez mais e a velocidade com que a gravidade e intensidade destes se manifesta é cada vez maior. Conceitos como “planeta mais quente” estão rapidamente a ser substituídos pela noção de “planeta inabitável”.

Estamos progressivamente a perder a luta contra o tempo para salvarmos o nosso planeta. De acordo com estudos recentes, há um risco crescente de atingirmos um ponto a partir do qual o sistema Terreste ficará permanentemente instável, passando este a acelerar as alterações climáticas ao invés de as atenuar.

Com a intensificação dos impactes das alterações climáticas, chegámos ao momento em que temos de ir bem para além do que as negociações internacionais podem oferecer.

Juntos podemos mobilizar-nos para a construção de uma liderança climática e criar o momento certo para assegurar uma transição energética para um mundo sustentável e equitativo. Para atingir isso, comunidades do todo o mundo vão liderar e assegurar a transição justa e rápida para energias 100% renováveis para todos, ao mesmo tempo que param todos os novos projetos de exploração de combustíveis fósseis.

A Marcha Mundial do Clima marcará o passo dos próximos eventos políticos, e mostrará aos nossos líderes qual a resposta que queremos para a realidade da crise climática

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A iniciativa n’ 1 minuto:

Quem? |Mais de 40 organizações (ONGs, movimentos locais, sindicatos, partidos)

O quê? | Marcha Mundial do Clima

Onde? | LISBOA: Cais do Sodré | PORTO: Praça da Liberdade | FARO: Largo da Sé

Quando? | 8 de setembro, sábado, 17h00

Porquê? | “Parar o petróleo! Pelo clima, justiça e emprego!”

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Informações:

Mobilização internacional: www.riseforclimate.org

Organizações promotoras em atualização e Convocatória: http://www.salvaroclima.pt

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Relatório: Lutar para vencer | Report: Fight to win

Lutar para Vencer capaO novo relatório “Lutar para vencer: o impacto no clima do movimento português anti-petróleo” do Climáximo mostra que as recentes vitórias do movimento contra a prospeção e exploração de petróleo e gás em Portugal conseguiram prevenir emissões de gases com efeito de estufa. Os autores concluem que ativismo pode ser a forma mais eficaz de os cidadãos reduzirem os seus impactos climáticos.

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O movimento anti-petróleo em Portugal preveniu já as emissões de aproximadamente 10 mil toneladas de CO2 nos últimos dois anos, graças ao cancelamento e adiamentos de contratos de exploração de gás e petróleo. O movimento conseguiu pressionar o governo para cancelar, ou não renovar, dois terços dos contratos existentes no início da legislativa e ainda conseguiu fazer adiar o furo de Aljezur do consórcio ENI/GALP, inicialmente marcado para 2016.

As conclusões do estudo são duas: (1) Os movimentos sociais são capazes de produzir resultados incríveis. (2) Participar em movimentos sociais será, possivelmente, a estratégia individual mais eficiente para redução de emissões: as emissões evitadas chegam, por ativista, aos 75% das emissões anuais médias de uma pessoa portuguesa, uma redução muito mais elevada do que em qualquer outra estratégia.

Todas as vitórias são temporárias e parciais, mas os impactos da crise climática não o são. Neste relatório, os autores, Sinan Eden (ativista do Climáximo) e Luís Fazendeiro (ativista da Plataforma Algarve Livre de Petróleo e investigador em transição energética) pretendem celebrar as vitórias do movimento até hoje e apelar à população portuguesa para que se junte a esta luta.

O relatório está disponível em inglês e em português:

Lutar para Vencer

Fight to Win


Fight to Win coverThe new report “Fight to Win: the climate impact of the Portuguese fossil-free movement” by Climáximo shows that the recent victories of the movement against oil and gas projects in Portugal succeeded in preventing a significant amount of greenhouse gas emissions. The authors conclude that activism can be the most efficient way for ordinary people to reduce their climate impact.

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The fossil-free movement in Portugal prevented approximately 10 thousand tons of CO2 emissions in the last two years, thanks to cancellations and postponements of oil and gas contracts. The movement successfully pressured the government to cancel or not renew two-thirds of the contracts which were valid in the beginning of its mandate, and further forced the Aljezur drill by ENI/GALP -originally set for 2016- to be postponed.

The report has two main conclusions: (1) Social movements are able to produce incredible results. (2) Participating in social movement is arguably the most efficient strategy for each individual in Portugal to reduce her/his greenhouse gas emissions: the avoided emissions reach 75% of annual emissions per activist, a value much higher than any other strategy.

All victories are temporary and partial, yet the impacts of climate crisis are not. In this report, the authors Sinan Eden (Climáximo activist) and Luís Fazendeiro (Plataforma Algarve Livre de Petróleo activist and energy transition researcher) intend to celebrate the victories of the movement until today and invite the Portuguese population to join the fight.

The report is available in English and Portuguese.

Lutar para Vencer

Fight to Win

AÇÃO: Um dinossauro quis participar na cimeira com Macron e Costa para fazer perguntas sobre combustíveis fósseis. Não lhe foi permitido entrar.

Hoje de manhã, um T-rex quis participar no Encontro dos Cidadãos na Fundação Calouste Gulbenkian com intenção de congratular os políticos pelos esforços para transformar os seres humanos em fósseis o mais rapidamente possível. O fóssil vivo quis solidarizar-se com os políticos com ideias fósseis. O T-rex foi retirado do edifício pelos organizadores e não lhe foi permitido entrar na conferência.

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Os políticos são especialistas em fazer declarações, assinar papeis não-vinculativos e organizar eventos para limpar a sua imagem. Em contradição com os discursos oficiais sobre alterações climáticas, os governos europeus continuam a investir em mais infraestruturas de combustíveis fósseis.

O governo português deu luz verde ao furo de petróleo em Aljezur, quer aumentar a capacidade do Porto de Sines para receber ainda mais gás fóssil, fez acordos com a administração Trump para comprar e distribuir o gás de fracking dos EUA, e quer construir um gasoduto com 160 km entre Guarda e Bragança. Os outros políticos convidados da cimeira sobre interligações energéticas na Europa têm currículos semelhantes (consultar Nota Informativa).

Em “solidariedade fóssil”, um T-rex apareceu na entrada da Fundação Calouse Gulbenkian hoje de manhã para dar um abraço aos políticos que lutam contra um planeta habitável por seres humanos. O dinossauro e o seu intérprete, ambos inscritos no evento, foram retirados do edifício e foi recusada a entrada.

Climáximo, coletivo pela justiça climática, denuncia conferências dos políticos com ideias fósseis em que fósseis vivos não são permitidos. O governo português ou deve parar o furo de petróleo em Aljezur, ou deve deixar os fósseis serem auto-representados nas conferências.

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Mais fotos: http://www.flickr.com/climaximo


Nota Informativa

O chefe de Estado francês Emmanuel Macron, o líder do Governo espanhol Pedro Sánchez, o presidente da Comissão Europeia Jean Claude Juncker e o presidente do Banco Europeu de Investimentos Werner Hoyer estão em Lisboa, a convite do primeiro-ministro António Costa, numa cimeira sobre interligações energéticas.

O denominador comum destes líderes é uma combinação autêntica do negacionismo das alterações climáticas com um discurso “ambicioso” sobre o clima.

  • António Costa, para além de dar luz verde ao furo de petróleo em Aljezur, quer aumentar a capacidade do Porto de Sines para receber ainda mais gás fóssil, faz acordos com administração Trump para comprar o gás de fracking dos EUA, e quer construir um gasoduto com 160 km entre Guarda e Bragança. Resumidamente, a política climática do governo português é aumentar a dependência do setor energético nos combustíveis fósseis.

  • A Comissão Europeia criou uma lista de Projetos de Interesse Comum, em que promoveu dezenas de projetos de combustíveis fósseis como o gasoduto MidCat em Espanha, o gasoduto transadriatico em Itália, e o gasoduto em Portugal. O Banco Europeu de Investimento disponibiliza fundos públicos para os projetos nesta lista.

  • Macron fala muito sobre o clima, mas a única coisa concreta que fez até agora foi enviar polícia militar para atacar a comunidade auto-gerida Zone à Défendre que defende a própria terra (Notre Dame des Landes) contra a construção de um aeroporto há décadas.

Num mundo de Trump, Putin e Erdogan, ter políticos a falar sobre ciência climática na televisão pode até parecer simpático. Contudo, a física e química do planeta não vêem a propaganda na televisão. É preciso agir.

Falta-nos uma década para travar os combustíveis fósseis e prevenir o caos climático.

Parem de mentir! Comecem a agir!

1) Zero infraestruturas de combustíveis fósseis novas: nem furos de petróleo, nem gasodutos, nem novos terminais para combustíveis fósseis.

2) Uma transição justa e rápida para as energias renováveis.

Justiça climática já!

AÇÃO: Ativistas espalham dinheiro sujo de petróleo no Ministério do Ambiente em denúncia do furo de petróleo em Aljezur

Na ação chamada “Os vossos lucros VS O nosso clima”, ativistas do coletivo Climáximo, vestidos como homens de negócio, entraram no Ministério do Ambiente e espalharam dinheiro sujo de petróleo por todo o lado. O Climáximo sublinha os processos corruptos em que o governo tomou o lado das empresas multinacionais contra o interesse público e o planeta.

O vosso lucro VS O nosso clima from Climaximo on Vimeo.

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A promiscuidade entre o governo e o consórcio ENI/GALP foi o destaque da ação do Climáximo hoje de manhã. Vestidos como homens de negócio, os ativistas “pagaram o serviço” do governo com notas de dinheiro manchadas por petróleo.

O Climáximo lembra que o governo tem uma longa lista de decisões a favor destas empresas petrolíferas:

  • No ano passado, a Plataforma Algarve Livre de Petróleo interpôs uma providência cautelar contra a atribuição da licença para a perfuração. Umas semanas após a aceitação pelo tribunal, o governo emitiu sem a divulgar uma resolução travando o efeito suspensivo da providência. Os argumentos usados pelo governo foram meramente económicos e contratuais. (Recentemente o tribunal de Loulé deu razão à PALP e a providência cautelar voltou  a ter efeito.)
  • Em setembro de 2017, um barco fez sondagens ao largo de Aljezur e foi avistado pelas organizações da sociedade civil. Após os pedidos de esclarecimento por parte destas organizações, o governo negou a existência destas atividades.
  • Apesar das três consultas públicas unânimes contra o furo, o governo estendeu o contrato da ENI/GALP, caducado em 2017.
  • Apesar dos milhares de participantes na última consulta pública que exigiram uma avaliação de impacto ambiental (AIA), o governo isentou as empresas da AIA e deu luz verde para a operação de perfuração.

A ação “Os vossos lucros VS O nosso clima” sublinha que estas decisões políticas do governo foram tomadas apesar da oposição das populações locais e dos autarcas. E também contra o planeta.

Estamos num momento de contradição profunda entre os lucros das multinacionais e um planeta habitável. Para evitarmos a crise climática, não pode haver nenhuma nova infraestrutura de combustíveis fósseis em nenhum sítio do mundo. O governo sabe disto, as empresas sabem disto, mas o capitalismo impõe as suas regras e empurra a humanidade inteira para o abismo do caos climático irreversível.

Há valores mais importantes para a sociedade do que os interesses económicos das multinacionais. Os vossos lucros não justificam a destruição do nosso planeta.

Temos que parar o furo.

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ACÇÃO NO PORTO: Ativistas serviram “coquetail de petróleo” e “água com gás de fracking” na conferência com Obama sobre alterações climáticas

À entrada da conferência “Climate Change Leadership Summit” no Porto, ativistas do Climáximo serviram bebidas falsas que representam as verdadeiras políticas climáticas do governo português e do Obama. A acção sublinhou as contradições entre os discursos e as acções dos governos.

Esta sexta-feira, o Coliseu no Porto foi palco duma conferência internacional, “Climate Change Leadership Summit”, em que o ex-presidente dos EUA Barack Obama foi convidado especial.

Contudo, foi durante a administração do Obama que foi lançada uma “revolução de gás de xisto”, i.e. o uso de fracturação hidráulica para extrair gás fóssil. Obama teve um discurso contra o carvão que serviu para criar uma imagem verde da sua administração, mas como os activistas do Climáximo sublinham:

Um nível de 3% de fugas durante a extracção ou o transporte [do gás] implicaria mais emissões do que as do carvão. Os dados mostram que entre 3.6% e 7.9% do gás escapa para a atmosfera durante a exploração. O gás é uma boa ideia para a indústria petrolífera, mas uma ideia horrível para o clima.

Obama aumentou as emissões dos EUA, manteve e fortaleceu o status quo da indústria de combustíveis fósseis, e depois entregou-o a Trump.

Por outro lado, os activistas destacam que

o governo português fechou os olhos às manifestações contra o furo de petróleo em Aljezur, ignorou todas as consultas públicas em que as populações e autarcas se opuseram ao furo, renovou o contrato caducado da ENI/GALP e permitiu que as operações avançassem sem avaliação de impacto ambiental.

Climáximo, colectivo pela justiça climática, denuncia os discursos “verdes” dos políticos que seguem políticas destrutivas na direcção do caos climático.

Na entrada da conferência, ativistas do Climáximo serviram “coquetails de petróleo” e “água com gás de fracking”, em representação do discurso que será “servido” dentro: palavras bonitas e “ambiciosas” mas em essência cheias de combustíveis fósseis.

Climáximo exige o impedimento imediata do furo de Aljezur, o cancelamento dos todos os contratos de petróleo e gás, e uma transição rápida e justa para energias renováveis.

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COMUNICADO: Climáximo vai dar aula de alterações climáticas à sede da GALP

COMUNICADO DE IMPRENSA

Climáximo vai dar aula de alterações climáticas

à sede da GALP na próxima 6ªfeira, 18 de Maio, às 18h

O Climáximo, movimento pela justiça climática que luta contra a exploração de petróleo e gás, organiza uma palestra aberta sobre alterações climáticas, na próxima 6ª feira, às 18h, na sede da GALP em Lisboa. O professor Gil Penha-Lopes, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e do Programa Doutoral em Alterações Climáticas e Políticas de Desenvolvimento Sustentável será o palestrante principal para ajudar as petrolíferas a fazer as contas acerca de emissões de gases com efeito de estufa e alterações climáticas.

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Na próxima 6ª feira, às 18h, na GALP Energia, Rua Tomás da Fonseca, Torre C, 1600-209 Lisboa, ocorrerá a palestra. Em causa a total incoerência demonstrada pela petrolífera GALP e a outra concessionária, a italiana ENI, em insistir em fazer um furo de petróleo ao largo de Aljezur, apesar de hoje se saber amplamente que as infraestruturas petrolíferas e de gás que já existem serem mais do que suficientes para romper a barreira do aumento de 2ºC de temperatura média global e detonar qualquer hipótese evitar ultrapassar o ponto sem retorno das alterações climáticas.

Se a GALP não entende a crise climática ou tenta ignorá-la, nós não deixaremos que o faça. E porque a educação é impagável, para guiar esta palestra convidámos o professor Gil Penha-Lopes, biólogo marinho e investigador principal na Faculdade de Ciências, ex-coordenador do grupo de investigação Climate Change Impacts, Adaptation and Modelling (CCIAM), professor e membro da Comissão Científica do Programa Doutoral em Alterações Climáticas e Políticas de Desenvolvimento Sustentável.

A palestra será pública e gratuita, com ponto de encontro marcado frente à sede da GALP às 18h da próxima 6ª feira. Convidamos todas as pessoas interessadas em conhecer melhor este assunto ou em incentivar a GALP a conhecê-lo a estarem presentes.

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Mais informações:
Climáximo: www.climaximo.pt
Campanha “Parar o Furo” : www.pararofuro.pt

COMUNICADO | Climáximo vem lembrar que já existe parecer negativo sobre o estudo de impacto ambiental para o furo de petróleo em Aljezur: chama-se ciência climática.

Depois da oposição unânime pelas populações locais e autarquias, depois da votação no parlamento para a suspensão do processo, o governo recorreu a administração criativa para ajudar o consórcio ENI/GALP: a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) lançou uma consulta pública sobre se deve haver uma avaliação do impacto ambiental (AIA) sobre o furo de petróleo ao largo da costa de Aljezur.

Nesta tentativa imaginativa de legitimar a exploração petrolífera no mar português, a APA apresenta aos cidadãos um documento de 230 páginas, escrito pela ENI, e pergunta se é preciso outro estudo além deste relatório. Convenientemente, este “relatório” sobre impacto ambiental de um furo de petróleo e gás não tem nenhuma referência ao Acordo de Paris ou ao orçamento de carbono que temos para limitar as alterações climáticas a níveis adaptáveis.

Contudo, a ciência climática existe e diz-nos que as infraestruturas já existentes de combustíveis fósseis são mais do que suficientes para nos empurrar para o abismo climático em que o aquecimento global se torna irreversível. Isto significa (para pessoas sãs e lúcidas) que, para nos mantermos num planeta habitável, temos de encerrar infraestruturas de combustíveis fósseis em vez de ponderar sobre a possibilidade de abrir novas. Por isso, é importante distinguir que mesmo que a ENI/GALP conseguisse fazer tudo da forma certa, sem derrames, sem acidentes, sem fugas, isto seria o pior cenário para o planeta.

O que está em causa com este processo corrupto é uma decisão entre uma transição energética justa e uma corrida ao caos climático. O consórcio ENI/GALP já fez a sua escolha, e o governo está a cumprir.

O Climáximo, movimento pela justiça climática, alerta: um estudo do impacto ambiental para além deste documento é sem dúvida necessário; Só que ele já existe, chama-se ciência climática, e foi adotado pelo Acordo de Paris na meta de limitar o aquecimento global a 2ºC até ao fim desde século.

A Humanidade já não tem tempo para manobras administrativas para legitimar um suicídio social. Temos que enterrar de vez este furo.

O Climáximo apela à participação na manifestação “Enterrar de vez o furo” no dia 14 de abril, às 15h, no Largo de Camões em Lisboa, convocada por mais de 20 organizações de todo o pais.

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participa

Mais informações:

  • Posição conjunta das autarcas e associações do Algarve contra o petróleo

Manter prospeção de petróleo será “declaração de guerra” do Governo ao Algarve: http://www.sulinformacao.pt/2018/02/manter-prospecao-de-petroleo-sera-declaracao-de-guerra-do-governo-ao-algarve/

  • Consulta Pública da APA

Sondagem de pesquisa de hidrocarbonetos Santola 1X: http://participa.pt/consulta.jsp?loadP=2160
Minutas preparadas pela PALP para participar na Consulta Pública https://www.anossavoz.pt/