In coastal Portugal, 25% of all mayor candidates pledged to fight against oil and gas projects

PRESS RELEASE
24 September 2017

The campaign “Autarquias Livres de Petróleo e Gás” (Fossil-Free Municipalities) presented the campaign results last Saturday. A total of 81 candidates for the town hall pledged to “do all they can to make their municipalities free from oil and gas extraction.”

Eighteen organizations and collectives joined forces to push forward the fossil-free agenda in the upcoming local elections. In the last months, the campaign contacted 261 candidates from 58 municipalities affected by oil and gas concessions. The fact that the contact information for the candidates is not easily accessible caused some technical difficulties during the process. However, the campaign was successful in contacting more that 80% of the candidates.

One week ahead of the election (October 1st), the campaign announced 81 pledges in 44 municipalities by 10 political parties. These pledges represent 25% of all the candidates and 28% of the contacts the campaign made. Particularly worrisome are the absence of pledges in some of the municipalities (namely, Alvaiázere, Ansião, Batalha, Cantanhede, Espinho, Lourinhã, Mira, Monchique, Murtosa, Ourém, Peniche, Porto de Mós, São Brás de Alportel and Soure), as well as the absence of pledges by CDU (PCP-PEV coalition). Until the eve of the elections, the campaign will continue to accept pledges via email and update the map (accessible at autarquiaslivresdepetroleo.pt.) accordingly.

The organizations involved in the campaign pledged to continue the struggle against fossil fuel projects in Portugal until all the contracts are cancelled and the country enters into a just energy transition away from fossil fuels.

Advertisements

25% das candidaturas às câmaras municipais do litoral português comprometeram-se com o combate à prospeção e exploração de petróleo e gás

COMUNICADO DE IMPRENSA

25% das candidaturas às câmaras municipais do litoral português comprometeram-se até ao momento com o combate à prospeção e exploração de petróleo e gás em Portugal

A campanha Autarquias Livres de Petróleo e Gás apresentou este sábado os resultados obtidos até dia 23 de Setembro. 81 cabeças de lista de candidaturas às câmaras municipais desde Matosinhos até Vila Real de Santo António comprometeram-se a fazer tudo para que os seus municípios sejam Zonas Livres de Petróleo e Gás, travando as concessões de prospecção e exploração de petróleo e gás em Portugal.

Esta campanha, que reúne 18 organizações locais e nacionais, contactou durante os últimos meses 261 candidaturas de vários partidos em 58 municípios afetados pelas concessões de exploração de petróleo e gás. Dificuldades de obtenção de contactos junto da Comissão Nacional de Eleições, câmaras municipais e tribunais levaram a que algumas candidaturas nestes municípios não tivessem sido contactadas. Contudo, a campanha conseguiu contactar mais de 80% dos/das candidatos/as.

Os resultados, a uma semana do ato eleitoral de 1 de Outubro, são 81 compromissos assinados em 44 municípios, representando 10 partidos políticos. Estes compromissos representam 25% de todas as candidaturas e 28% de todas as candidaturas contactadas. A ausência de qualquer compromisso assinado nos municípios de Alvaiázere, Ansião, Batalha, Cantanhede, Espinho, Lourinhã, Mira, Monchique, Murtosa, Ourém, Peniche, Porto de Mós, São Brás de Alportel e Soure, assim como a ausência de qualquer compromisso por parte de cabeças de lista da CDU são os sinais mais preocupantes obtidos até ao momento. A campanha continuará a receber compromissos através do email info@autarquiaslivresdepetroleo.pt até à véspera do processo eleitoral, atualizando o mapa com a máxima brevidade possível.

A campanha avalia os resultados obtidos e expressos no mapa (pode ser consultado em autarquiaslivresdepetroleo.pt) como úteis aos eleitores preocupados com a exploração de petróleo e gás em Portugal.

As organizações envolvidas nesta campanha comprometem-se a continuar luta contra a exploração petrolífera em Portugal até todos os contratos no país terem sido cancelados e se realizar o necessário processo de descarbonização total da economia portuguesa.

*

Fotos da Apresentação

Campanha Nacional Apresenta Posições das Candidaturas sobre Petróleo e Gás

Este Sábado, dia 23 de setembro, a campanha Autarquias Livres de Petróleo e Gás vai apresentar o mapa final com as posições das candidaturas em 58 municípios afetados e ameaçados pelas concessões para prospeção e exploração de petróleo e gás.cartaz_lancamento_draft5

A campanha, lançada no passado junho, juntou quase 20 organizações da sociedade civil para “tirar o assunto a limpo”, pedindo uma tomada de posição clara e sem ambiguidade a todas as candidaturas. As organizações contactaram as candidaturas e pediram um compromisso escrito contra a prospeção e exploração de petróleo e gás no seu município. As respostas rececionadas foram registadas num mapa, que está disponível no site da campanha.

Nesta sessão serão apresentados os resultados finais da campanha.

As organizações envolvidas nesta campanha, nomeadamente Alentejo Litoral pelo Ambiente, ASMAA, A Nossa Terra, Climáximo, Coletivo Clima, GAIA, GEOTA, Hidrosfera, Marinha Grande Livre de Petróleo, Não ao Fracking Aljezur, Peniche Livre de Petróleo, Plataforma Algarve Livre de Petróleo, Porto sem OGM, SCIAENA, Stop Fracking Vila do Bispo, Tamera, Tavira em Transição e Zero convidam tod@s a estarem presentes na apresentação do mapa final, que terá lugar este Sábado às 16h00 no Hostel Allmar, junto à igreja matriz, em Sines.

Para mais informação: http://autarquiaslivresdepetroleo.pt

Fórum Socialismo 2017: Exploração de Petróleo vs. Justiça Climática

Pelo convite do Bloco de Esquerda, Sinan do Climáximo participou no Fórum Socialismo 2017 como orador na sessão Exploração de Petróleo vs. Justiça Climática. Publicamos o contributo dele nesta sessão, publicado no Dossier do fórum.

A crise climática impõe-nos uma luta com um prazo: uma luta para mudar tudo nas nossas sociedades, antes de as alterações climáticas o fazerem (num outro sentido). A urgência em travar as alterações climáticas e a necessidade duma transição energética justa mostram-nos o caminho certo contra a exploração de petróleo e gás em Portugal e no mundo: transportes públicos, democracia energética, práticas sustentáveis na agricultura, empregos para o clima, paz, entre outros.

Cinco números são fundamentais para compreender o que está em causa:

97: Dos artigos publicados em revistas científicas nas últimas décadas e que fazem afirmações explícitas sobre o assunto, 97% concordam que as alterações climáticas existem e são causadas pelas atividades humanas. Já não existem discussões sobre esta matéria (exceto na televisão e nos tweets do Trump).

2: Acima dos 2ºC de aquecimento global (em comparação com níveis pré-industriais), mecanismos químicos e físicos que realimentam o aquecimento poderão dominar as dinâmicas dos sistemas terrestres. Passado este ponto, o aquecimento global pode tornar-se irreversível.

80: Para travar o aquecimento global antes de ele alcançar um ponto sem retorno, temos de limitar as emissões de gases com efeito de estufa. Isto implica deixar 80% das reservas conhecidas de combustíveis fósseis no subsolo.

0: As reservas atualmente em exploração são mais do que suficientes para nos fazer cruzar esse limiar. Por outras palavras, não pode ser iniciado nenhum novo furo ou infraestrutura de combustíveis fósseis.

Zero: Estamos a esgotar todo o “orçamento de carbono” permitido para manter o aquecimento abaixo dos 2ºC. Nos próximos 10 a 15 anos, vamos ter de mudar tudo nas nossas sociedades (da produção até à distribuição, do consumo até à gestão). Senão, o clima mudará tudo nas nossas sociedades (com secas, tempestades, fogos florestais, crises alimentares, inundações, conflitos sociais, refugiados climáticos etc.). Nesta “década zero” em que nos encontramos, vamos definir qual será o outro mundo que vamos habitar.

Leituras:

No such thing as lesser evil for climate: https://climaximo.wordpress.com/2017/01/30/no-such-thing-as-lesser-evil-for-climate-sinan-eden/

A base para uma transição justa: Democracia Energética: https://climaximo.wordpress.com/2016/12/18/a-base-para-uma-transicao-justa-democracia-energetica-sinan-eden/

Activism: It’s better than dying.: https://climaximo.wordpress.com/2016/05/24/activism-its-better-than-dying-sinan-eden/

Decade Zero: https://climaximo.wordpress.com/2016/02/22/decade-zero-sinan-eden/

Alterações climáticas e capitalismo: https://medium.com/praxismag/alterações-climáticas-e-capitalismo-filipe-carvalho-39cf601a277

Jantar Benefit e Conversa: Desobediência Civil pela Justiça Climática

Flood-Wall-Street-Polar-Bear-and-Planeteers-A-Jones-CC-ND-Flickr-800x531

Os factos são simples: Para nos manter num planeta minimamente habitável, temos que limitar o aquecimento global a 2ºC em relação aos níveis pré-industriais.

Num contexto mentalmente são, estaríamos neste momento a discutir os detalhes duma transição energética justa, racionalizando e planeando a produção, a distribuição e o consumo para o benefício das comunidades e dos trabalhadores.

No contexto insano capitalista, andamos ainda a negociar contratos de petróleo e gás, para aumentar ainda mais as emissões.

Neste “realismo político” há um défice de realismo físico e químico. É por isso que nós, as pessoas normais, temos que assumir a responsabilidade e forçar uma mudança radical e sistémica.

Neste jantar benefit, queremos servir (além de comida boa) desobediência civil e ação direta como ferramentas do ativismo pela justiça climática. Vamos ver alguns vídeos das ações (de Portugal e do resto do mundo) e conversar. 🙂

Aparece! 🙂

Dia 16 de junho, sexta-feira
RDA69, Regueirão dos Anjos 69, Lisboa

Ajudar na cozinha: 17h
Jantar: 20h
Conversa: 21h

Conversa: Nem um furo

E se um dia as praias portuguesas deixassem de existir?
E se pudesses ter feito alguma coisa em para as salvar?
Sabes o que vai acontecer à nossa costa nos próximos tempos?
Já ouviste falar dos Furos de Petróleo?
Junta-te a esta LUTA que é de TODOS.Esta quinta, dia 27 de Abril às 21h30, na recta final para a Marcha Mundial do Clima – Lisboa conversamos sobre o problema dos FUROS DE PETRÓLEO ao largo da costa portuguesa.

O que implicam, que efeitos irreversíveis podemos antever, como estão a correr as lutas localmente e que avanços já foram conseguidos.

É um bom negócio para Portugal?

À conversa iremos ter
Sinan Eden de Climáximo
Eugénia Santa Bárbara de ALA – Alentejo Litoral pelo Ambiente
Rita Rosa Pico de Peniche Livre de Petróleo

Não percam esta oportunidade incrível de falar com activistas locais, perceber em que estado está a luta e o que podemos fazer individualmente para apoiar estas lutas tão importantes para todos nós!

27 de abril, quinta-feira, 21h30
Com Calma – Espaço Cultural
Rua República da Bolívia 5C, 1500-543 Lisboa

VÍDEO: Empregos para o Clima: E porquê no sector público? Porque é que tem de ser contribuinte português a pagar?

A Campanha Empregos para o Clima exige novos postos de trabalho no sector público. E porquê no sector público? Porque é que tem de ser contribuinte português a pagar?

A campanha Empregos para o Clima exige uma política ativa de criação de emprego digno em áreas de combate às alterações climáticas. Em Portugal, a campanha prevê, neste momento, a criação de 100 mil empregos.

Este é o segundo de quatro vídeos que pretendem explicar os princípios que caracterizam esta Campanha: têm de ser postos de trabalho novos, no sector público, em áreas com impacto direto na redução de emissões de gases com efeito de estufa e que integrem prioritariamente quem trabalha hoje na indústria dos combustíveis fósseis.

Ver o primeiro vídeo sobre porque têm de ser novos postos de trabalho aqui: vimeo.com/212229305

Organizações envolvidas:

Climáximo

Precários Inflexíveis

Coletivo Clima

GAIA

CGTP

Peniche Livre de Petróleo

Sindicado dos Professores de Grande Lisboa

Sindicato dos Professores do Norte

Para mais informação:

empregos-clima.pt

Filme: Lube Job – How Louisiana Got Screwed

“Lube Job – How Louisiana Got Screwed” é um filme norte-americano que retrata as alterações no Louisiana depois do início da exploração de petróleo.

A Sciaena e o Climáximo, membros da Plataforma Algarve Livre de Petróleo – PALP, organizam na semana anterior à Marcha pela Justiça Climática, a exibição deste documentário seguido de debate.

Convidamos todos os cidadãos, interessados e curiosos – ativistas ou não – a virem debater um assunto tão atual e importante para o desenvolvimento energético sustentável do país.

Vamos também discutir alternativas sustentáveis à exploração petrolífera e contamos com a presença de todos!

Sessão Caótico-Climática no Espaço Santa Catarina

[Integrada na exposição ISHTAR, corrida dos opostos]

Os factos são bem conhecidos e consensuais: o aquecimento global antropogénico é uma realidade; é imperativo manter o aumento de temperatura abaixo dos 2ºC; é preciso para isso manter 80% das reservas fósseis no subsolo, ou em 40 anos teremos 150 MILHÕES de refugiados climáticos – cento e cinquenta milhões, um 15 com seis zeros à frente…

Sabemos ler. E contar. Mas espera… sabemos compreender?

Difícil. O que significa uma massa humana de 150 milhões ser forçada por catástrofes metereológicas, pragas, secas, inundações a deixar tudo e rumar sem posses ao desconhecido?

Fenómeno psicológico interessante: sabemos os factos, aceitamos os factos. Mas não chegamos a entendê-los.

Assim, esta sessão não vai focar-se nos factos, mas na experiência, no exercício imaginativo: o que os factos significam. Abre a mente e a imaginação e vem participar numa experiência caótico-climática.

Sabemos que vai valer a pena.

Espaço Santa Catarina
Largo Dr. António de Sousa Macedo 7D, Lisboa

Dia 6 de abril, 17h00