Preparações para o 3º Encontro Nacional pela Justiça Climática

Climáximo e outras organizações estão a organizar um encontro nacional de ativistas para discutir as várias dimensões da luta pela justiça climática e para preparar as ações do ano 2018. O encontro terá lugar em Lisboa em fevereiro, e as preparações estão a começar.

Vamos reunir este Sábado (dia 25 de novembro) às 13h00 no Mob (Rua dos Anjos 12F).

PS: Depois da reunião, vamos à Marcha pelo fim da Violência contras as Mulheres que começa às 16h00 no Largo do Intendente. 😉

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Quem Manda Nesta Democracia?

Sessão pública: Quem manda nesta democracia? Empresas? Governo? Ambos? Ou são a mesma coisa?

7 de dezembro (quinta-feira), 21h, Mob (Rua dos Anjos 12F, Lisboa)

Quais são as razões pela captura do poder político pelo poder económico, e como é que isto leva ao mau funcionamento das instituições políticas? Desde das portas giratórias e o conflitos de interesse dos representantes políticos, ao poder excessivo das grandes empresas ao nível europeu, descobre qual é o impacto do lobbying sobre a democracia e o que podemos fazer em Portugal e na Europa.

Com a participação da Corporate Europe Observatory:

  • Lora Verheeke, especialista nos acordos de comércio livre
  • Margarida Silva, especialista em lóbis e transparência

Formação participativa: Como investigar a captura do poder político

9 de dezembro (sábado), 11h00-17h00, Mob (Rua dos Anjos 12F, Lisboa)

Como investigar os lóbis das empresas e o impacto que têm sobre a política na União Europeia? Formação prática de ferramentas simples de investigação.

A participação na formação é sujeita a inscrição online prévia e os lugares são limitados. Depois desta inscrição inicial, vamos contactar-te para confirmar.

Curso Intensivo em Ativismo Climático #1: Ciência Climática

Nesta primeira sessão, discutimos sobre

  • o que é o climaconsensus gap
  • alterações climáticas históricas e naturais
  • alterações climáticas antropogênicas
  • combustíveis fósseis
  • emissões de gases com efeito de estufa
  • mecanismos de realimentação positiva
  • limites planetários
  • consenso cientifico sobre o aquecimento global
  • Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima e Conferências das Partes (COP)
  • Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas

Podes encontrar aqui o documento distribuído na sessão: Curso Intensivo 1 handouts

Para saber mais, algumas fontes interessantes são:

A próxima sessão, sobre justiça climática, é no dia 22 de novembro. Até já!

Jantar Popular: Ativismo climático na Ucrânia

O ativismo climático na Ucrânia é algo muito curioso. Queres saber o que os ativistas portugueses e ucranianos têm em comum? Quais são os desafios na luta pelo clima e quais são as respostas dos ativistas? Ou se calhar queiras simplesmente experimentar comida tradicional ucraniana? Então, junta-te a nós no 1 de dezembro para um Jantar Popular no GAIA (Rua da Regueira 40, Alfama). Vamos ter a Olga, ativista da CAN EECCA, Ecodiya (Ecoação), UMKA (Ucranian Youth Climate Association) e várias outras organizações, para contar o que se passa na Ucrânia. O evento será informal, vamos conversar, cozinhar, ver algumas fotos e passar tempo em boa companhia. ☺

GAIA-Lisboa

Rua da Regueira 40, Alfama
1 de dezembro, sexta-feira
20h00

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O que é o Jantar Popular?
– Um Jantar comunitário vegano, biológico e LIVRE DE OGMs que se realiza no GAIA, Rua da Regueira, n 40, em Alfama.
– Uma iniciativa inteiramente auto-gerida por voluntários.
– Um jantar em que podes colaborar e aprender a cozinhar vegano! Para cozinhar e montar a sala basta aparecer a partir das 18h. Jantar “servido” a partir das 20h.
– Um projecto autónomo e auto-sustentável. As receitas do Jantar Popular representam o fundo de maneio do GAIA que mantém assim a sua autonomia.
– Um jantar onde ninguém fica sem comer por não ter moedas e onde quem ajuda não paga. O preço nunca é mais de 3 pirolitos.
– Um exemplo de consumo responsável, com ingredientes que respeitam o ambiente, a economia local e os animais.
– Uma oportunidade para criar redes, trocar conhecimentos e pensar criticamente.

Notícias do fim da linha

Feedback da Ende Gelände e da COP-23

Os políticos estão a negociar há 23 anos, mas as emissões continuam a aumentar. A Europa apresenta-se como líder da acção climática enquanto continua extrair carvão e a construir novas infraestruturas de gás natural.

Antes da COP-23 em Bona, entre 3 e 5 de novembro, vamos mostrar onde é que se devem combater as alterações climáticas e como. Vamos à mina de carvão da Renânia (entre Colónia, Bona e Aachen), a empresa com mais emissões de CO2 na Europa, e vamos ocupa-la.

Haverá uma cimeira alternativa (People’s Climate Summit) nos dias 6 e 7 de novembro, em que vamos participar também.

O Climáximo vai mobilizar, pela primeira vez, um grupo de ativistas portugueses para a Ende Gelände, que irá comunicar os desenvolvimentos da ação em tempo real.

Depois de voltar, organizamos este evento para dar feedback e para conversarmos sobre o que podemos fazer cá.


10 de novembro, 21h00

Mob (Rua dos Anjos 12F)


Mais informações sobre Ende Gelände, aqui.

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Curso Intensivo em Ativismo Climático

A urgência da crise climática exige uma radicalização da sociedade em geral, e uma politização rápida do movimento ambientalista em particular. Isto significa formar ativistas e militantes que entendam que estamos numa luta com um prazo (muito curto), e que sejam capazes de um pensamento estratégico. Nestas sessões, a nossa intenção é fortalecer uma abordagem anti-capitalista às alterações climáticas e organizar os participantes para lutarem pela justiça climática.

Sessões:

15 de novembro: Ciência Climática: o quinto relatório de avaliação do IPCC (Intergovernmental Panel on Climate Change)

22 de novembro: Justiça Climática: quem são os responsáveis, e quem são os afetados?

29 de novembro: Soluções Falsas e Soluções Verdadeiras para a crise climática

6 de dezembro: Democracia Energética e Transição Justa

13 de dezembro: Movimentos Sociais e Estratégias: teorias de mudança e escalamento de conflito

20 de dezembro: Movimento climático no mundo e em Portugal: dinâmicas, campanhas, grupos, redes

Todas as sessões começam às 19h00 e têm uma duração de 90 minutos.

Organização: Climáximo e GAIA

Participação:

A participação é sujeita a inscrição online prévia. Pedimos um donativo simbólico de 5€ por sessão (ou de 25€ para o programa completo), que será usado nas próximas iniciativas do GAIA e do Climáximo.

Formação em Ativismo Climático

Não existe de todo controvérsia em relação a estes factos bem conhecidos: as alterações climáticas globais existem; as transformações delas resultantes são tão abruptas que ainda não encontrámos modelos capazes de as descrever adequadamente; estão a conduzir-nos para um futuro cheio de sofrimento humano; teremos que as travar a tempo de impedir o aquecimento de entrar em ciclos de auto-alimentação galopantes e irreversíveis.

Entendamos outro facto importante: limitar o aquecimento global resultante da atividade humana a 2ºC (em relação a níveis pré-industriais) – ou seja, a níveis que nos permitam alguma probabilidade de o planeta não entrar em ciclos de aquecimento galopante – implica deixar mais de 80% das reservas conhecidas de petróleo, carvão e gás no subsolo.

A resolução da crise climática é uma corrida contra-relógio. Nesta luta contra o caos climático, há uma coisa chamada ‘demasiado tarde’.” (May Boeve – 350.org)

Temos de agir. E tem de ser agora.

Por “nós”, não entendemos claro a escassa minoria (menos de 1% dos humanos da Terra) que controla sozinha mais riqueza do que os “restantes” mais de 99%. Por “nós”, entendemos os que têm sofrido ou sofrerão ainda com as secas, a subida do nível do mar, a fome, os furacões, os fogos florestais descontrolados, e toda a destruição material e conflitos sociais resultantes de tudo isto.

Esta formação incluirá os principais componentes do problema do aquecimento global, nomeadamente a ciência, política climática e panorama mundial e nacional, e deixará espaço também para discussão sobre o que podemos fazer nesta luta.


28 de outubro, 10h-17h, Mob (Rua dos Anjos, 12F)


10h00 – 11h30 Ciência Climática

11h45 – 13h00 Soluções falsas vs. Soluções verdadeiras

[Almoço]

14h30 – 15h30 Panorama político: nacional e internacional

15h45 – 17h00 O que fazer: campanhas

Inscrições:

A formação já está lotada.

Estamos a avaliar a possibilidade de marcar uma nova formação no futuro. E já marcámos esta iniciativa: Curso Intensivo em Ativismo Climático


Aqui podes encontrar as apresentações da formação:

Lançamento do relatório: “Empregos para o Clima” em Portugal

A Campanha internacional “Empregos para o Clima” existe em Portugal desde 2015 e conta com o apoio de várias organizações cívicas, sindicais e ambientais.

Ao longo do último ano a campanha contou com a colaboração de vários académicos e ativistas para elaborar um relatório sobre os empregos necessários para a transição energética em Portugal.

Que empregos? Em que setores? Com que custos? Que transição? A publicação foca-se nestas e outras questões, avançando a estimativa global de 100 000 novos empregos para reduzir as emissões poluentes de Portugal em 60-70%, em 15 anos.

O lançamento do relatório “Empregos para o Clima” terá lugar no dia 19 de outubro (quinta-feira) pelas 19h no auditório do CES- Lisboa (Picoas Plaza), e contará com a presença de:

Manuel Carvalho da Silva – CES-Lisboa (comentador)
Ana Delicado – Instituto de Ciências Sociais, UL (oradora)
Américo Monteiro – CGTP-IN (orador)
Ana Mourão – Climáximo (moderadora)

Tric-a-thon – Vem tricotar contra os furos!

Programa :
16h – Conhecer a Campanha Linha Vermelha e conhecer o Climáximo – Alterações climáticas e activismo climático
17h – Tric a Thon – Tricotar contra os furos (Quem não souber tricotar ou “crochetar” pode aprender)
20h – Pausa para comer e trocar ideias
20h40 – Vídeos sobre o assunto e conversa

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Felizmente existem pessoas na Terra que gostam de sonhar. Outras que são loucas. Outras que juntam isto tudo e ainda metem mãos à obra. Algumas destas pessoas são a Campanha Linha Vermelha. Eles querem tricotar 52Km para parar os contratos que existem neste momento para furar a nossa a costa para procurar petróleo e gás. E precisam da vossa ajuda!

Sim, é que existem nove contratos neste momento de grandes corporações, nacionais e internacionais, que esperam aumentar os seus lucros. Ouvimos também dizer que esperam ainda encontrar a Atlântida. E o D. Sebastião.

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A “Linha Vermelha” é uma campanha nacional desenvolvida pela Academia Cidadã | Citizenship Academy e pelo Climáximo para informar os portugueses para os perigos da exploração petrolífera e de gás no território português, assim como para as alterações climáticas. A “Linha Vermelha” quer mobilizar os portugueses para exigirem ao Governo português o cancelamento imediato destas concessões.

A campanha está a decorrer desde início de 2017 e estamos neste momento a receber linhas vermelhas de todo o país, que representam os limites dum planeta justo e habitável, como por exemplo os 2ºC de aquecimento ou os novos furos. Queremos juntar famílias, idosos, artistas, pessoal do DYI, hipsters, crianças, cães e gatos. Queremos gente do norte, do centro, do interior e das ilhas.

Vamos estar nos BASE dos Engenheiros do Acaso em Lisboa a tricotar, tecer, fazer crochet, num COUNTDOWN crucial contra a calamidade ambiental. Vamos tricotar, ensiná-lo também, ver uns filmes e ainda debater a transição para um futuro mais sustentável!

Mais informação sobre o evento na Agenda pelo Clima.

 

Reunião Estratégica das Lutas pela Justiça Climática na Europa: um pequeno feedback

No fim de semana passado, 45 ativistas de 15 países europeus juntaram-se em Bruxelas numa reunião estratégica convocada pela 350. Falámos sobre “iconic fights” (lutas inspiradoras contra as infraestruturas de combustíveis fósseis, como a luta contra exploração de petróleo e gás em Portugal), campanhas distribuídas (campanhas que mobilizam as pessoas que não vivem nas linhas de frente e quando não houver uma dinâmica internacional como marchas pelo clima – por exemplo a campanha Empregos para o Clima), e sobre como pôr justiça no centro das nossas lutas.IMG_9031

Particularmente interessante foi a luta anti-fracking no Reino Unido, que tem uns 250 grupos locais(!). Recentemente fizeram ações diretas durante um mês inteiro: cada dia um outro grupo bloqueou um sítio diferente onde existe um (/potencial) furo de fratura hidráulica. Em breve teremos alguns ativistas a visitar-nos cá em Portugal e partilhar as suas experiências.

Também esteve presente o Ende Gelände, o coletivo alemão que organiza ações de desobediência civil com milhares de pessoas, em que ocupam uma mina de carvão simbólica. A próxima ação vai ser durante a COP-23 em Bona, e o Climáximo vai estar lá.

Camaradas da Itália apresentaram a luta popular contra o gasoduto TAP (Trans-Adriatic Pipeline, a última parte dum gasoduto entre Azerbaijão e Itália), e ouvimos também sobre o MidCat na Catalunha. As novas infraestruturas de gás natural é um assunto pouco discutido em Portugal, apesar dos planos de construção de 160 km de gasodutos entre Guarda e Bragança.IMG_9033

Finalmente, as conversas sobre justiça fizeram-nos pensar sobre inclusão. Vamos brevemente experimentar algumas ferramentas que podiam potencialmente ajudar a participação política das pessoas que não conseguem ir às nossas reuniões semanais.

Aproveitamos para convidar toda a gente preocupada com as alterações climáticas às nossas reuniões, terças-feiras às 19h30 no CIDAC.