Jantar Benefit e Conversa: Desobediência Civil pela Justiça Climática

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Os factos são simples: Para nos manter num planeta minimamente habitável, temos que limitar o aquecimento global a 2ºC em relação aos níveis pré-industriais.

Num contexto mentalmente são, estaríamos neste momento a discutir os detalhes duma transição energética justa, racionalizando e planeando a produção, a distribuição e o consumo para o benefício das comunidades e dos trabalhadores.

No contexto insano capitalista, andamos ainda a negociar contratos de petróleo e gás, para aumentar ainda mais as emissões.

Neste “realismo político” há um défice de realismo físico e químico. É por isso que nós, as pessoas normais, temos que assumir a responsabilidade e forçar uma mudança radical e sistémica.

Neste jantar benefit, queremos servir (além de comida boa) desobediência civil e ação direta como ferramentas do ativismo pela justiça climática. Vamos ver alguns vídeos das ações (de Portugal e do resto do mundo) e conversar. 🙂

Aparece! 🙂

Dia 16 de junho, sexta-feira
RDA69, Regueirão dos Anjos 69, Lisboa

Ajudar na cozinha: 17h
Jantar: 20h
Conversa: 21h

Conversa: Nem um furo

E se um dia as praias portuguesas deixassem de existir?
E se pudesses ter feito alguma coisa em para as salvar?
Sabes o que vai acontecer à nossa costa nos próximos tempos?
Já ouviste falar dos Furos de Petróleo?
Junta-te a esta LUTA que é de TODOS.Esta quinta, dia 27 de Abril às 21h30, na recta final para a Marcha Mundial do Clima – Lisboa conversamos sobre o problema dos FUROS DE PETRÓLEO ao largo da costa portuguesa.

O que implicam, que efeitos irreversíveis podemos antever, como estão a correr as lutas localmente e que avanços já foram conseguidos.

É um bom negócio para Portugal?

À conversa iremos ter
Sinan Eden de Climáximo
Eugénia Santa Bárbara de ALA – Alentejo Litoral pelo Ambiente
Rita Rosa Pico de Peniche Livre de Petróleo

Não percam esta oportunidade incrível de falar com activistas locais, perceber em que estado está a luta e o que podemos fazer individualmente para apoiar estas lutas tão importantes para todos nós!

27 de abril, quinta-feira, 21h30
Com Calma – Espaço Cultural
Rua República da Bolívia 5C, 1500-543 Lisboa

VÍDEO: Empregos para o Clima: E porquê no sector público? Porque é que tem de ser contribuinte português a pagar?

A Campanha Empregos para o Clima exige novos postos de trabalho no sector público. E porquê no sector público? Porque é que tem de ser contribuinte português a pagar?

A campanha Empregos para o Clima exige uma política ativa de criação de emprego digno em áreas de combate às alterações climáticas. Em Portugal, a campanha prevê, neste momento, a criação de 100 mil empregos.

Este é o segundo de quatro vídeos que pretendem explicar os princípios que caracterizam esta Campanha: têm de ser postos de trabalho novos, no sector público, em áreas com impacto direto na redução de emissões de gases com efeito de estufa e que integrem prioritariamente quem trabalha hoje na indústria dos combustíveis fósseis.

Ver o primeiro vídeo sobre porque têm de ser novos postos de trabalho aqui: vimeo.com/212229305

Organizações envolvidas:

Climáximo

Precários Inflexíveis

Coletivo Clima

GAIA

CGTP

Peniche Livre de Petróleo

Sindicado dos Professores de Grande Lisboa

Sindicato dos Professores do Norte

Para mais informação:

empregos-clima.pt

Filme: Lube Job – How Louisiana Got Screwed

“Lube Job – How Louisiana Got Screwed” é um filme norte-americano que retrata as alterações no Louisiana depois do início da exploração de petróleo.

A Sciaena e o Climáximo, membros da Plataforma Algarve Livre de Petróleo – PALP, organizam na semana anterior à Marcha pela Justiça Climática, a exibição deste documentário seguido de debate.

Convidamos todos os cidadãos, interessados e curiosos – ativistas ou não – a virem debater um assunto tão atual e importante para o desenvolvimento energético sustentável do país.

Vamos também discutir alternativas sustentáveis à exploração petrolífera e contamos com a presença de todos!

Sessão Caótico-Climática no Espaço Santa Catarina

[Integrada na exposição ISHTAR, corrida dos opostos]

Os factos são bem conhecidos e consensuais: o aquecimento global antropogénico é uma realidade; é imperativo manter o aumento de temperatura abaixo dos 2ºC; é preciso para isso manter 80% das reservas fósseis no subsolo, ou em 40 anos teremos 150 MILHÕES de refugiados climáticos – cento e cinquenta milhões, um 15 com seis zeros à frente…

Sabemos ler. E contar. Mas espera… sabemos compreender?

Difícil. O que significa uma massa humana de 150 milhões ser forçada por catástrofes metereológicas, pragas, secas, inundações a deixar tudo e rumar sem posses ao desconhecido?

Fenómeno psicológico interessante: sabemos os factos, aceitamos os factos. Mas não chegamos a entendê-los.

Assim, esta sessão não vai focar-se nos factos, mas na experiência, no exercício imaginativo: o que os factos significam. Abre a mente e a imaginação e vem participar numa experiência caótico-climática.

Sabemos que vai valer a pena.

Espaço Santa Catarina
Largo Dr. António de Sousa Macedo 7D, Lisboa

Dia 6 de abril, 17h00

2º Encontro Nacional pela Justiça Climática – relato do dia

Aqui ficam os resumos das sessões do 2º Encontro Nacional pela Justiça Climática. Podes também aceder a este documento no formato pdf aqui.

É Apenas Fumaça esteve no encontro, e conversaram com Bárbara da AEFCSH sobre desobediência civil, com José da Plataforma Não ao Tratado Transatlântico sobre CETA e TTIP, e com Margarida do Corporate Europe Observatory sobre lobbying na UE. Os vídeos das entrevistas, aqui.

Alterações Climáticas, Desigualdades e Justiça Social

  • João Camargo (investigador em alterações climáticas e ativista do Climáximo)
  • Ana Mourão (ativista do Climáximo)
  • Moderadora: Paula Sequeiros (Coletivo Clima)clima01

As alterações climáticas actualmente em curso são um dos grandes consensos da História da Ciência, com cerca de 97% dos especialistas da área a não ter dúvidas sobre a sua causa antropogénica. Apesar de pequenas franjas negacionistas, encorajadas pela eleição recente de Donald Trump nos Estados Unidos, a realidade avassaladora do aumento da temperatura, associado à queima de combustíveis fósseis e ao ritmo insustentável do modelo extracionista e neoliberal da economia mundial, exigem uma tomada de posição urgente por parte de todas as camadas da população.

Nesta luta não estamos a tentar “salvar o planeta”, que não precisa de ser salvo. Estamos sim a tentar salvar a espécie humana bem como as outras espécies com que partilhamos a Terra, e a procurar garantir um planeta habitável para nós e para as gerações vindouras. Isto porque o clima é determinante para a viabilidade dos territórios e de todos os recursos essenciais à nossa sobrevivência. As alterações climáticas agudizarão todas as fragilidades e desigualdades da população humana, atingindo os mais pobres (e historicamente os menos responsáveis pelas mesmas) de forma desproporcional. Nesse sentido, as alterações climáticas são uma questão social e política que tem de ser abordada a partir da noção de justiça climática.

Para participar nesta luta:
Coletivo Clima: https://www.facebook.com/Coletivo-Clima-492643044230366/
Climáximo: http://www.climaximo.pt

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Gás natural: energia de transição?
Why gas stinks and is not the answer to an energy transition

  • Mari Ver (ativista do Stop Midcat)

Cerca de 42% de todo o gás importado no mundo tem como destino a Europa, sendo apenas 4 países (um deles a Rússia de Putin) responsáveis por mais de 90% deste fornecimento. Os novos investimentos em infraestruturas de gás natural, propostos de forma contundente pela UE, são uma falsa solução à crise climática. O facto de a sua queima emitir menos dióxido de carbono (CO2) do que o carvão ou o petróleo não significa que o gás natural seja menos prejudicial ao ambiente. O metano que é libertado em grandes porções durante a extração e o transporte deste combustível fóssil, apesar de ficar durante muito menos tempo na atmosfera que o CO2, tem a curto prazo um potencial de efeito de estufa que é cerca de 100 vezes superior, segundo dados recentes do IPCC.gas02

Precisamos pois de diminuir drasticamente o peso que todos os combustíveis fósseis ainda têm na nossa economia, incluindo o gás dito “natural”, cujo componente principal é o metano. Precisamos também de aumentar urgentemente o nosso conhecimento sobre as políticas europeias nesta área, bem como contactar as populações directamente afectadas por gasodutos. Existem já vários exemplos de populações que lutam contra estes projectos e que nos podem fornecer lições valiosas, tendo em conta que Portugal se prepara para ser um dos principais pontos de entrada deste combustível fóssil para toda a UE.

Para participar neste processo:
Climáximo: http://www.climaximo.pt

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Portugal 100% Renovável

  • Transição para 100% RES, Ana Rita Antunes, ZERO
  • Cooperativas de energias renováveis. O exemplo da Coopérnico. António Eloy, Coopérnico

Houve 4,5 dias em 2016 em que o sistema eléctrico português foi 100% abastecido a energias renováveis. Esta notícia correu o mundo sendo dada como exemplo das políticas progressivas aplicadas em Portugal, que é dos países europeus com maior percentagem de electricidade renovável. E no entanto, só 26% do nosso consumo energético total (tendo em conta os transportes) é electrico. Como tal, é essencial aumentar esta percentagem, pois a grande parte da nossa energia vem ainda dos combustíveis fósseis.renovaveis02

A capacidade de produção para autoconsumo é limitada pela legislação em vigor, que tem sido um entrave à penetração das renováveis, ao contrário do que deveria ser o caso. Existe ainda muita desinformação sobre o assunto, dando por vezes a entender-se que o carvão e o gás ainda vão ser precisos durante muitos décadas de modo a assegurar a estabilidade da rede eléctrica. Na verdade a intermitência das várias fontes renováveis pode ser compensada entre si, com solar, eólica e hídrica a garantirem 100% de electricidade renovável, bem como os desenvolvimentos no armazenamento de energia.

Energia 100% renovável não quer dizer energia livre de todo e qualquer impacto ambiental. Em particular, muitas das barragens existentes poderão não servir o interesse público e também os materiais utilizados nos painéis fotovoltaicos e noutras tecnologias podem ter uma pegada ecológica grande. Mas isto não pode servir de desculpa para a inação, nem impedir o reconhecimento que as renováveis, geridas de forma inteligente e democrática, são de longe a nossa melhor opção a longo prazo.

Para participar:
ZERO – Associação Sistema Terrestre Sustentável: http://zero.ong/
Coopérnico: http://www.coopernico.org/

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Petróleo e Gás em Portugal: a luta dos cidadãos

  • Inês Ferro (PALP – Plataforma Algarve Livre de Petróleo)
  • Eugénia Santa Barbara (ALA – Alentejo Litoral pelo Ambiente)
  • Ricardo Vicente (Peniche Livre de Petróleo)petroleopt01

Portugal tem neste momento em vigor 13 contratos de concessão de petróleo e gás, em todo o litoral desde o Porto até Vila Real de Santo António. Pende sobre todos nós um furo de prospeção em Aljezur, autorizado pelo governo para o consórcio formado pelas empresas ENI e GALP. Os movimentos locais – no Algarve, no Alentejo e na zona Oeste – têm sido uma experiência importante para centenas de pessoas, que se mobilizaram a partir das sessões de esclarecimento e que experimentam novas tácticas e estratégias, individualmente e em conjunto.petroleopt03

Neste contexto, os próximos meses serão centrais para o movimento geral contra o petróleo e o gás em Portugal. A 11 de Março vai decorrer um Encontro Nacional contra a exploração de petróleo e gás, em Lisboa, onde movimentos sociais de todo o país se reunirão para definir estratégias para esta luta. Também as eleições autárquicas devem ser vistas como um período importante para catapultar o tema e para tentar esclarecer a população sobre quem são os candidatos contra ou a favor da exploração destes combustíveis no nosso país.

Para participar nesta luta:
Alentejo Litoral pelo Ambiente: https://www.facebook.com/Alentejo-Litoral-pelo-Ambiente-1466286710066310/
Peniche Livre de Petróleo: https://penichelivredepetroleo.wordpress.com/
Plataforma Algarve Livre de Petróleo: http://www.palp.pt

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100 mil Empregos para o Clima

  • Ana Pires (CGTP-IN)
  • Carla Prino (Precários Inflexíveis)
  • Sinan Eden (Empregos para o Clima)
  • Moderador: Rafael Tormenta (SPN)

Os princípios básicos desta campanha, que conta já com o apoio de várias organizações sociais, ambientalistas e sindicatos são: a criação de novos postos de trabalho; em áreas que conduzam directamente à redução de gases de efeito de estufa (GEE), tais como as energias renováveis, os transportes públicos, a eficiência energética, a reflorestação massiva e o combate contra os incêndios florestais; empregos públicos, estáveis e de longa duração; garantir sempre a prioridade para quem agora trabalha nos sectores mais poluentes, para que possamos ter uma transição não só rápida como justa a nível social. Campanhas semelhantes existem já em vários outros países, com destaque para o Reino Unido, França ou África do Sul.empregos01

A sessão debruçou-se sobre o problema grave da precariedade em Portugal, os investimentos falhados de medidas governamentais neste âmbito, e como a campanha Empregos para o Clima se propõe a combater em Portugal as duas crises (laboral e climática) de uma assentada. Foram divulgadas as primeiras estimativas da campanha em Portugal: 100 000 empregos para o clima, capazes de cortar as emissões de GEE em 60%-70% em 15 anos.

Para participar na campanha:
Empregos para o Clima: http://www.empregos-clima.pt

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Tratados de Comércio Livre e o Clima

  • José Oliveira (Plataforma Não aos Tratados Transatlânticos)
  • Margarida Silva (Corporate Europe Observatory)

O Parlamento Europeu aprovou no passado dia 15 de Fevereiro o CETA, o Acordo Económico e Comercial Global entre o Canadá e a União Europeia, com os votos favoráveis de 15 dos 21 eurodeputados portugueses. Vai haver agora uma votação no parlamento português, assim como em todos os parlamentos nacionais da UE e alguns regionais. O governo português já anunciou que pretende ratificar o Acordo rapidamente, no espaço de um ou dois meses no máximo.

Em Dezembro aprovou-se uma resolução na AR que visa promover o debate sobre o CETA junto da sociedade civil. Para já estão em preparação debates em Lisboa, Porto e Leiria, organizados pelo PS. Todo este processo tem sido conduzido à revelia do público, com a comunicação social, sobretudo os media mais generalistas a manter um silêncio quase absoluto sobre a questão. Em Bruxelas, onde este e outros Acordos de Comércio Livre têm sido negociados à porta fechada, as reuniões com lobbystas das grandes multinacionais são 4 a 5 vezes mais numerosas do que com as ONGs e associações de interesse público.ceta01

A aprovação do CETA terá quase de certeza consequências desastrosas para várias lutas sociais, desde a luta contra as alterações climáticas aos direitos laborais ou à questão dos alimento transgénicos, permitindo às grandes multinacionais exercer ainda maior pressão e controlo sobre os governos. Entretanto, partes deste Acordo já entraram provisorisamente em vigor, após a ratificação no PE. É imperioso agora travar este processo, nomeadamente aumentando a pressão social sobre todos os deputados e partidos, através de uma maior articulação entre os movimentos sociais e organizações.

Para participar nesta luta:
Plataforma Não ao Tratado Transatlântico: https://www.nao-ao-ttip.pt/

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Desobediência Civil pela Justiça Climática: Experiências internacionais

  • Mari Ver (ativista de Ende Gelände)
  • Juan Ignacio Garnacho (ativista da Greenpeace-Espanha)
  • Sarah Reader (activista do Climate Justice Now)
  • Moderação: Rui Gil da Costa (Coletivo Clima)internacional01

Quando chegamos aos limites de toda a acção formal e institucional, precisamos pensar fora do quadrado. Muitas vezes pôr o corpo no meio do caminho. Toda a gente pode participar neste processo, quer nas linhas da frente, quer em todo o apoio logístico e comunicativo que vai ser necessário para que uma ação destas seja em sucedida. A desobediência civil é uma ferramenta de empoderamento e de afirmação, que terá de fazer parte das ferramentas dos movimentos pela justiça climática e contra a exploração dos combustíveis fósseis.

Nesta sessão várias experiências pessoais foram partilhadas por activistas de vários países mostrando a tod@s nós que é possível lutar pela mudança do sistema, e de muitas formas diferentes. Lutar por um mundo mais justo, menos desigual, mais sustentável e com mais futuro.

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No final deste encontro, resulta claro que a interseccionalidade e a conexão das causas requer de nós uma maior articulação entre movimentos e organizações, em concreto sobre objectivos específicos como o furo de petróleo e gás em Aljezur, a votação do CETA no Parlamento Português, encontros e manifestações ou as eleições autárquicas.

Encontro Nacional – Portugal Livre da Exploração de Petróleo e Gás

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Este encontro realiza-se em Lisboa, no dia 11 de Março ,entre as 10h00 e as 17h00. A parte da manhã será dedicada ao trabalho entre as Organizações da Sociedade Civil (OSC) activas na luta contra a exploração de hidrocarbonetos. Pretende-se coordenar esforços para melhorar a capacidade de resposta, continuada e atempada, dos cidadãos face à movimentação das empresas petrolíferas e à tomada de posição política das instituições. Às 15h00 haverá uma sessão pública de esclarecimento com intervenções das OSC e de especialistas para abordar, não só a gravíssima situação actual resultante dos contratos de exploração do petróleo e gás natural, mas também uma perspectiva geral das políticas ambientais e seu fundamento científico, face à necessidade de uma transição energética para o futuro.

Depois do debate e sessão pública, terá início às 17:00 uma conferência de imprensa para apresentar as conclusões do encontro.

Como é público, no dia 11 de Janeiro, o Governo, de forma inesperada, autorizou a realização de um furo ao largo de Aljezur pelo consórcio ENI-GALP ignorando as objecções de instituições e de 42 295 cidadãos, em sede de consulta pública. Neste momento é necessária uma tomada de consciência de todos os cidadãos para impedir este atentado aos direitos ambientais.

Fica o convite para participar na Sessão Pública de Esclarecimento, em Lisboa, no dia 11 de Março, pelas 15:00, no Cinema São Jorge.

Divulguem e apareçam!

O Transporte é gratuito e será cedido pela Câmara Municipal de São Brás de Alportel. A utilização do transporte é antecedida de uma inscrição obrigatória enviando uma mensagem para o e-mail: portugalsempetroleo@gmail.com
São Brás de Alportel | Saída 10h00 | chegada pelas 21h00| Terminal rodoviário

 

2º Encontro Nacional pela Justiça Climáticas – Convidad@s

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O 2º Encontro Nacional pela Justiça Climática conta com a presença de vários ativistas internacionais.

Hector de Pradohector

Gás natural: energia de transição? / Why gas stinks and is not the answer to an energy transition (10h30)

Hector é o responsável da campanha Clima e Energia nos Amigos da Terra Espanha e é especialista em mega-projetos e políticas europeias sobre gás natural. Ele participou nas ações de desobediência civil, como Ende Gelände, e está envolvido em vários lutas de base pela justiça climática.

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Desobediência Civil pela Justiça Climática: experiências internacionais (16h30)

Margarida Silvamargarida

Tratados de Comércio Livre e o Clima (15h00)

A Margarida é investigadora e ativista na Corporate Europe Observatory, uma organização não governamental que expõe e desafia o poder excessivo das empresas sob a política europeia.

Em particular, a Margarida faz pesquisa e campanhas sobre conflitos de interesse, portas-giratórias e o poder dos lobbies empresariais sob política europeia, incluindo política climática e os acordos de comércio.

Mari Vermari1

Gás natural: energia de transição? (10h30)
Desobediência Civil pela Justiça Climática: experiências internacionais (16h30)

Marijke é ativista do Stop Midcat, um coletivo catalã que luta contra o mega-gasoduto Midcat que ligará a Argélia à França, atravessando a Península Ibérica.

Ela participou no Ende Gelände, ação de desobediência civil contra a mina de carvão na Alemanhã, e no TTIP Game Over! durante as negociações do tratado transatlântico em Bruxelas.

Sarah Reader

Desobediência Civil pela Justiça Climática: experiências internacionais (16h30)sarah-austerity

A Sarah faz formações em desobediência civil e convergências de movimentos. No Reino Unido, ela participou no movimento para substituir o sistema de fabrico de armas pela produção de energia renovável. Na última década trabalhou no grupo de campanhas Global Justice Now, dedicando-se à campanha pela justiça climática e era ativista com o Climate Camp, que organizava manifestações contra a infraestrutura de combustíveis fósseis.

Agora, a Sarah trabalha no Corporate Europe Observatory, onde organiza eventos e prepara a estratégia de mobilização sobre a Europa e a captura do processo político pelas multinacionais.

 

 

11 motivos para ir ao 2º Encontro Nacional de Justiça Climática

Aqui ficam 10+ razões para ir ao 2º Encontro Nacional pela Justiça Climática no dia 5 de março, Domingo.

1) Porque 2014 bateu todos os recordes de temperaturas; 2015 bateu todos os recordes de 2014 e 2016 bateu todos os recordes de 2015.

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2) Porque querem furar a nossa costa e nós até gostamos dela.

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3) Porque o CETA já foi assinado e ninguém nos perguntou nada.
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Mais sobre o CETA, aqui.
4) Porque a comida vai ser boa e vegana.
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5) Porque podemos combater a crise social e a crise climática de uma só forma: empregos para o clima.

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6) Porque até no Médio Oriente se ganham lutas com o ativismo.
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Ver a notícia da Turquia “Aliaga breaks free from coal” aqui.
7) Porque não há Planeta B.

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8) Porque é possível ter uma economia 100% renovável só que falta vontade política.

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9) Porque querer lixar a nossa água e o nosso ar não é nada normal.

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10) Porque isto já vai além dos ursos polares.

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11) Trump.

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