IV Encontros Internacionais Ecossocialistas

Nos dias 23-25 de novembro, centenas vão juntar-se nos IV Encontros Internacionais Ecossocialistas no Liceu Camões em Lisboa, em que vamos ter 20 sessões com mais de 60 oradores a oradoras, de mais de 18 nacionalidades e de 5 continentes.

O manifesto: Alerta vermelho, alerta verde: dar forma à transformação ecossocialista

Os eixos:

  • Eixo 1. Economia Política da Comida e Soberania Alimentar
  • Eixo 2. Desmantelando a falácia do Capitalismo Verde
  • Eixo 3. O Trabalho na Era das Alterações Climáticas
  • Eixo 4. Justiça Climática e Democracia Energética
  • Eixo 5. Ecofeminismos

Programa completo: http://alterecosoc.org/programme/

Inscrição: http://alterecosoc.org/registration/


COMUNICADO |Encontros Ecossocialistas em Novembro trazem a Portugal oradores de cinco continentes


As preparações

O processo preparatório é aberto para tod@s que gostariam de participar na organização dos encontros. Estamos a organizar reuniões de trabalho e outros eventos em que podes envolver-te.

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Formação em Ativismo Climático – Porto


Apresentações

Sites com informação


27 de outubro |sábado

das 10h  às 18h

SPN – Sindicato dos Professores do Norte

Rua Dom Manuel II, 51-C 3° , 4050-345 Porto

Sabemos que as mudanças climáticas são uma das maiores ameaças do século XXI, com consequências profundas e transversais a várias áreas da sociedade.

Estas mudanças são criadas pelos chamados gases de efeito estufa, cujas emissões têm sofrido um acentuado aumento. O CO2 (dióxido de carbono) é um dos principais gases de efeito de estufa e é consequência direta do uso de combustíveis fósseis como o carvão, o petróleo e o gás.

É imprescindível limitar o aquecimento global resultante da atividade humana até 2ºC, temperatura máxima para que não atinjamos o “ponto de não retorno”.  Isso implicará deixar mais de 80% das reservas de combustíveis fósseis no subsolo.

Ao mantermos uma atitude inerte e apática perante esta questão, corremos o risco de sermos expostos a eventos climáticos extremos e imprevisíveis, as secas, a subida do nível do mar, a fome, os furacões, os fogos florestais descontrolados e claro os conflitos sociais e humanitários resultantes disto tudo.

Esta formação incluirá os principais componentes do problema do aquecimento global, nomeadamente a ciência, política climática e panorama mundial e nacional, e deixará espaço também para discussão sobre o que podemos fazer nesta luta.

“A resolução da crise climática é uma corrida contra-relógio. Nesta luta contra o caos climático, há uma coisa chamada ‘demasiado tarde’.” (May Boeve – 350.org)

Apresentações no 3º Encontro Nacional pela Justiça Climática

Aqui partilhamos algumas das apresentações do 3º Encontro Nacional pela Justiça Climática.

Podes encontrar os vídeos gravados e editados por Paulo Perreira aqui e abaixo.

Oásis ou Deserto? Incêndios, floresta e alterações climáticas em Portugal

Mineração nos fundos marinhos

Transportes Públicos para o Clima

MIC: o obstáculo mais insidioso à Justiça Climática

Imigração e Clima

Exploração de combustíveis fósseis em Portugal – quais as alternativas?

Como lutar contra os combustíveis fósseis: Experiências internacionais

  • Lise (Reclaim the Power, Reino Unido)
  • Laura (Ende Gelände, Alemanha)

Curso Intensivo em Ativismo Climático #2: Justiça Climática

Nesta sessão, discutimosjustice

  • os impactos das alterações climáticas
  • os responsáveis das alterações climáticas
  • injustiças sociais
  • a relação entre as injustiças sociais e injustiças climáticas

A apresentação da sessão está aqui.

Não sabemos como é que desapareceu o slide relacionado a este estudo norte-americano: Race Best Predicts Whether You Live Near Pollution.

Bónus! Mais um loopy, para explicares aos teus amigos como os impactos das alterações climáticas são ligados aos problemas sociais.

Para uma distribuição justa dos responsabilidades, usamos o Climate Equity Reference Calculator.

Um dos participantes partilhou este relatório português sobre os impactos da poluição.

Em cada sessão vamos propor um percurso para te envolveres no ativismo climático. Nesta sessão a proposta foi a reunião de preparação do 3º Encontro Nacional pela Justiça Climática no Sábado.

Plano Energético de Donald Trump: A ignorância como desígnio máximo

Traduzimos aqui o Plano Energético publicado pela nova Administração Trump, e que norteará a acção do governo dos Estados Unidos. A rejeição das alterações climáticas associada a um plano de resgate das indústrias petrolíferas é a principal motivação para a existência deste governo, que ameaça todo o planeta com as suas políticas catastróficas. Todo o documento revela uma irracionalidade extrema, prometendo a utilização das práticas mais selvagens como a fracturação hidráulica e a expansão da produção em terrenos públicos e por outro inventando conceitos como o “carvão limpo”. Derrubar Trump é, desde o primeiro dia do seu governo, uma necessidade para a espécie humana.

Documento Traduzido do site da Casa Branca.

América Primeiro – Plano Energético

A energia é uma parte essencial da vida americana e uma mercadoria da economia mundial. A Administração Trump está empenhada nas políticas energéticas que diminuem os custos para os trabalhadores americanos trabalhosos e maximizem o uso dos recursos americanos, libertando-nos da dependência no petróleo estrangeiro.

Por muito tempo, estivemos presos pelos regulamentos pesados na nossa indústria energética. O Presidente Trump está empenhado em eliminar políticas prejudiciais e desnecessárias como o Plano da Ação Climática (Climate Action Plan) e as normas de águas (Waters of the U.S.). Levantar estes restrições vai ajudar muito os trabalhadores americanos, aumentando os salários em mais de 30 mil milhões de dólares nos próximos 7 anos. Uma política energética sólida começa por reconhecer que temos vastas reservas domésticas da energia inexploradas aqui na América. A Administração Trump vai aderir à revolução de petróleo de xisto e gás de xisto para trazer empregos e prosperidade a milhões de Americanos. Temos que aproveitar os estimados 50 biliões de dólares em reservas inexploradas de petróleo e gás natural, especialmente as nos terrenos federais que o povo americano possui. Vamos usar os rendimentos da produção energética para reconstruir as nossas estradas, escolas, pontes e infraestrutura pública. A energia menos cara vai também dar um grande impulso à agricultura americana.

A Administração Trump está também empenhada nas tecnologias do carvão limpo e na revitalização da indústria do carvão da América, que está em sofrimento há por tempo demais. Além de ser bom para a nossa economia e de impulsionar a produção energética domestica é do interesse da segurança nacional da América.

O Presidente Trump está empenhado em alcançar independência energética dos cartéis da OPEC e de qualquer nação hostil aos nossos interesses. Ao mesmo tempo, vamos trabalhar com os nossos aliados no Golfo para desenvolver uma relação positiva de energia como parte da nossa estratégia contra terrorismo.

Finalmente, a nossa necessidade de energia tem que andar de mãos dadas com um cuidado responsável pelo ambiente. Proteger o ar limpo e a água limpa, conservar os nossos habitats naturais e preservar as nossas reservas e recursos naturais vai se manter uma alta prioridade. O Presidente Trump vai refocar a EPA (Agência de Proteção Ambiental) na sua missão essencial de proteger o nosso ar e água.

Um futuro brilhante depende nas políticas energéticas que estimulem a nossa economia, que garantem a nossa segurança e que protejam a nossa saúde. Com as políticas energéticas da Administração de Trump, esse futuro pode tornar-se uma realidade.”

trampa

Climáximo em Paris, COP-21 #1: Bottom-up imperialism

I learned about what I will call “bottom-up imperialism“. Simply put, it goes like this: In Copenhagen summit in 2009, the negotiations collapsed because the Global North evaded its historical responsibility. So they postponed a decision to keep warming below 2C. Then they invented “intended nationally determined contributions” (INDCs) for emission reductions and climate finance. It means, instead of defining the needed global cut and distributing it to countries based on equity (“top-down“), each country would announce their voluntary contribution until Paris.

The problem is that the current INDCs will lock us into a 3C warming, not compatible with a liveable planet.

Now the UN negotiators avoid talking about this gap (because that would be a top-down approach ^_^ ) and say “this is a beginning, we will make it better later on”. (meaning, I guess, worse storms and more extractivism will follow, this was just the beginning of destruction)* They will simply not correct the INDCs in Paris.

I find it very curious how a bottom-up approach is adopted to maintain ecological imperialism.

Sinan, December 8th

* Just to give you an idea: Turkey “committed” to doubling its emissions in 15 years. What a beginning!

zac assembly monday

Luta por uma Mudança de Sistema agora! – Climate Space

Por que precisamos de construir alternativas e desmantelar um processo que nos vai levar a mais uma década a queimar o planeta

[Comunicado do Climate Space, Setembro de 2015]

Hoje, poucos meses antes da COP21 em Paris em Dezembro de 2015, podemos já prever que a conferência vai produzir um péssimo acordo. As consequências de um mau acordo em Paris serão extremamente graves. Se o mundo ficar preso em mais uma década a queimar o planeta, haverá consequências desastrosas, incluindo perda de biodiversidade, extinções em massa, perda de habitats, inundação de pequenos estados insulares e o derretimento das calotes polares. O previsível resultado negativa das negociações de Paris terá ainda um impacto desproprocional em comunidades locais e populações indígenas e marginalizadas.climatespacephoto

Um estudo recente mostra que os valores dos actuais compromissos de redução de emissões dos EUA, UE e China – que juntos são responsáveis por 45% das emissões globais – são largamente insuficientes, e que a sua implementação não impedirá que em 2030 o nível de emissões de CO2 chegue quase ao dobro do objectivo de 35 giga toneladas. [1] Em vez de reduções e soluções reais, propõe-se uma aposta nos mercados de carbono e em soluções tecnológicas, tal como a captura e armazenamento de carbono, que apenas vão piorar a situação e abrir um caminho perigoso em direcção à manipulação do clima através da geoengenharia.

As contribuições previstas são gravemente insuficientes

Depois de vinte COPs, as emissões de gases de efeito de estufa continuam a aumentar e prevê-se que aumentem ainda mais. Em 1990, as emissões globais eram de 38 GtCO2e. Vinte anos mais tarde, chegam a umas perigosas 50 Gt CO2e. Para evitar uma subida catastrófica de 2ºC nas temperaturas globais, as emissões de gases de efeito de estufa deveriam ter atingido o pico no ano passado, começando depois descer. No entanto, este pico não será atingido nesta década e provavelmente também não na próxima.

O relatório United Nations Environment Program’s Emissions Gap e outros estudos mostram que, para serem consistentes com uma trajectória que limite o aumento da temparatura a 2ºC, as emissões de gases de efeito de estufa deveriam ser reduzidas para 44 gigatoneladas (Gt) de CO2e até 2020, para 40 até 2025 e depois para 35 até 2030. Estes são os limites necessários para evitar um futuro global que é demasiado catastrófico para ser imaginado. O esboço da UNFCCC (documento de referência para o COP21) não refere estes valores e apenas menciona propostas relacionadas com reduções percentuais para a próxima metade do século, que estão muito longe de ser suficientes.

No passado mês de Março, a União Europeia anunciou orgulhosamente as suas INDCs (valores de redução de emissões para cada um dos países da UE). À primeira vista, a UE parece apontar para uma redução de 40% nas emissões de gases de efeito de estufa até 2030 (em relação aos níveis de 1990), mas o compromisso está cheio de buracos. Os problemas mais significativos são causados pelo facto de que os cálculos continuam a assumir a bioenergia como sendo uma energia renovável sem emissões de carbono. Além disso, devido a falhas significativas na contabilização de emissões de carbono pelo sector LULUCF, as emissões causadas pela degradação de florestas que advêm do aumento da procura da bioenergia não são tidas em conta.

Na actual proposta da UNFCCC, cada país fará a contribuição que entender para a redução das emissões, através da sua INDC voluntária e a UNFCCC limitar-se-á a registar os valores. A maneira mais fácil de compreender o cenário é imaginar que um incêndio se aproxima e que todos têm de se comprometer a pará-lo, alguns mais do que outros, devido à sua responsabilidade histórica. A UNFCCC deveria estar a pedir contas a todos os países, para que cada um contribuísse de forma adequada; em vez disso, cada nação decide como quer contribuir, se com um copo de água ou com um balde. A UNFCCC simplesmente regista as contribuições, sem se preocupar com o facto de que o fogo nos consumirá a todos.

Nenhum governo desafiou este caminho suicida, exigindo que o texto da negociação inclua um objectivo global de redução de emissões para 40 Gt de CO2e até 2025, para evitar um aumento de temperatura entre 4ºC e 8ºC. Na realidade, alguns governos estão a fazer compromissos ainda mais fracos, como por exemplo o Canadá, que apenas se compromete a reduzir emissões em 14% entre 1990 e 2030.

A captura do COP pela industria dos combustíveis fósseis

É sabido que para atingir o objectivo de manter o aumento da temperatura global abaixo de 2ºC, temos de deixar 80% das reservas presentemente conhecidas de combustíveis fosseis debaixo da terra. Este facto foi confirmado em vários estudos, relatórios e intervenções, mas não houve um único país a submeter esta proposta para o texto das negociações do COP21. A expressão “combustíveis fosseis” aparece apenas duas vezes neste texto e apenas em referência à redução dos subsídios para combustíveis fósseis. É impossível fazer cortes de emissões significativos sem confrontar directamente a indústria dos combustíveis fósseis.

Pelo contrário, o governo Francês defende a que o COP21 aceite apoios financeiros de companhias de combustíveis fósseis e de grandes empresas emissoras de CO2. Empresas de energia poluente, como a EDF, Engie, Air France, Renault-Nissan e BNP Paribas vão financiar 20% dos custos de 170 milhões de Euros do COP21. [2] A confiança da população está a ser subvertida, quando negociações para parar a poluição são financiadas pelos maiores poluidores.

Mais mercados, buracos e tecnologias nocivas

Apesar do claro fracasso dos mercados de carbono, as propostas sobre a mesa para Paris incidem em formas de desenvolver novos mercados e melhorar os mecanismos dos actuais, incluindo o desenvolvimento de tecnologias de alto risco.

Falsas soluções abundam, como o carbon pricing (sistema que impões pagamentos por emissões de carbono), climate smart agriculture (técnicas agrícolas que supostamente mitigam a contribuição para as alterações climáticas), REDD+, captura e armazenamento de carbono (CCS – Carbon Capture and Storage), bioenergia, BECCS (bioenergia com CCS), energia nuclear, biologia sintética, geoengenharia, fracking (extração de gás de xisto) e outras propostas tecnológicas que arrogantemente pretendem enganar a Mãe Natureza.

Os mecanismos dos mercados de carbono são mencionados 27 vezes e o REDD+ é mencionado 13 vezes. No texto, há referências a um “Mecanismo de Desenvolvimento Limpo melhorado (CDM+)”, o “Sistema de Troca de Emissões” (ETS), “REDD Plus”, “mecanismos de mercado no sector de utilização de terras”, “esquemas de emissões subnacionais e regionais” e “carbon pricing”. Uma leitura do texto mostra que a COP21 vai abrir a porta a novos mecanismos de mercado de carbono que serão desenvolvidos e negociados em COPs futuras. Além disso, as maiores empresas petrolíferas, os maiores culpados pelas alterações climáticas, dizem agora à UNFCCC que vão salvar o planeta com técnicas de captura e armazenamento de carbono e bioenergia (CCS e BECCS, ambas propostas de geoengenharia), enquanto continuam a explorar as fontes de petróleo menos convencionais existentes no planeta. [3}

Mudar o Sistema é a nossa Esperança para Reconsquistar o nosso Futuro

Sabemos o que irá sair de Paris e não será a mudança de sistema que queremos, mas sim mais poder corporativo, mais mercados de carbono e mais soluções tecnológicas perigosas que levarão à financeirização da natureza. Sabemos o que irá sair de Paris, e que não significará deixar os combustíveis fósseis no subsolo, mas antes conceitos ambíguos, como “zero emissões líquidas”, que abrirão a porta à geoengenharia.

Por isso estamos preparados para marchar até Paris, tal como fizemos em Nova Iorque. No entanto temos esperança numa situação mais como Seattle, de forma a que a UNFCCC e os governos percebam finalmente que há um movimento de massa que não vai aceitar os negócios do costume. Este movimento precisa de: desmantelar o processo de negociações climáticas que foram capturadas por grandes empresas; parar um péssimo acordo que vai queimar o planeta; e construir um sistema político, ecológico e económico que seja bom para as pessoas e para o planeta.

Mudança de sistema para as pessoas e o planeta significa:

1. Deixar os combustíveis fósseis debaixo da terra e criar objectivos claros e vinculativos para cortes de emissões para esta década e para a próxima. Isto significa também abandonar falsas soluções como o carbon pricing, climate smart agriculture, REDD+, BECCS, CCS, bioenergia, energia nuclear, biologia sintética, geoengenharia, fracking e outras falsas soluções que tratam a Natureza como algo a ser explorado;

2. Parar os grandes projectos de infra-estruturas industriais, como aeroportos, comboios de alta velocidade, indústrias extractivas, agricultura industrial de grande escala, barragens, todos os quais são desenhados para acelerar o crescimento económico, o que leva a um aumento das emissões globais.

3. Desmantelar acordos de comércio livre como o TTIP, TPP, ISDS e a WTO.

4. Acabar com todas as medidas de austeridade e cancelar as dívidas impostas para beneficiar os bancos. A mudança de sistema só pode ser alcançada se transformarmos radicalmente os sistemas bancário de financeiro;

5. Exigir democracia verdadeira, para as pessoas e não para as grandes empresas;

6. Terminar todas as guerras e intervenções militares.

Por todas estas razões, precisamos de uma mudança radical de sistema. Nem o planeta nem as pessoas e as sociedades podem aguentar o capitalismo, que é intrinsecamente baseado no antropocentrismo, produtivismo, patriarcado e neocolonialismo. Por isso, temos de confrontar o modelo de acumulação capitalista e exigir democracia para as pessoas e não para as grandes empresas. Não apenas para passar a um sistema baseado em energia sustentável, mas também para uma sociedade justa e com baixo consumo energético, onde paramos com o excesso de consumo, excesso de produção e desperdício.

Esta Mudança de Sistema não virá dos Estados em coligação com companhias multinacionais, mas sim das pessoas no terreno e de comunidades na linha da frente da resistência contra o desenvolvimento dos combustíveis fósseis. Será preciso o envolvimento de todos: desde pequenos agricultores e camponeses que arrefecem o planeta com agricultura ecológica e soberania alimentar; desde populações indígenas que preservam a Natureza e implementam conservação comunitária, conhecimento tradicional e protecção das florestas; desde cidadãos que confrontam centrais eléctricas a carvão nas suas comunidades e outros grandes projectos, incluindo comércio livre; desde estudantes que promovem desinvestimento em combustíveis fósseis e muitos outros movimentos populares.

Esta Mudança de Sistema não é algo para acontecer no futuro. É algo que estamos a construir aqui e agora.

A nossa estratégia não é esperar por Paris para ver o que acontece. Dizemos agora e antes de Paris: não confiamos na UNFCCC nem nas empresas que capturaram o processo. O movimento para uma mudança de sistema está a crescer e vários sectores da sociedade estão a mobilizar-se e a unir esforços em acções comuns no caminho para Paris, durante o COP21 e depois.

Há muito que todos temos esperança na possibilidade de um outro mundo. Hoje, transformamos essa esperança em coragem, força e acção, para que juntos possamos mudar o sistema. Se queremos que haja futuro para a humanidade, temos de lutar por ele agora.

ASSINADO:
Organizações Fundadoras do Climate Space

Alternatives International
ATTAC France
BiofuelWatch
Critical Information Collective
Ecologistas en Accion
ETC Group
Fairwatch, Italy
Focus on the Global South
Fundación Solón
Grassroots Global Justice Alliance
Global Forest Coalition
Health of Mother Earth Foundation, (HOMEF) Nigeria
Indigenous Environmental Network
La Via Campesina
No-REDD Africa Network
Migrants Rights International
Oilwatch International
Polaris Institute
Transnational Institute

Para assinar este comunicado: espaceclimat@gmail.com

Referências:

[1] http://www.lse.ac.uk/GranthamInstitute/wp-content/uploads/2015/05/Boyd_et_al_policy_paper_May_2015.pdf

[2] http://www.theguardian.com/environment/2015/may/29/paris-climate-summit-sponsors-include-fossil-fuel-firms-and-big-carbon-emitters

[3] http://newsroom.unfccc.int/unfccc-newsroom/major-oil-companies-letter-to-un, June 1st 2015 Six Oil Majors Say: We Will Act Faster with Stronger Carbon Pricing

24-27 de setembro: #ActionsForClimate

Nada pára as alterações climáticas mais rápido do que as nossas acções. A temperatura global continua a aumentar; eventos climatéricos extremos estão a tornar-se mais frequentes; há pessoas a ser forçadas a sair das suas casas. A crise do clima vai continuar se a deixarmos. Onde está a resposta necessária por parte dos nossos líderes políticos e económicos? Estamos a semanas do COP21 em Paris, onde será assinado um acordo global sobre o clima – será este acordo suficientemente forte para evitar mudanças climáticas catastróficas?

Temos um problema e as nossas acções são a solução. Este é o momento em que trabalhamos juntos para acordar políticos dormentes e enfrentar os interesses económicos de grandes empresas. Trata-se de fazer virar cabeças, usando a acção sobre a apatia, a criatividade sobre a complacência e a nossa agilidade contra todos aqueles que se coloquem no caminho das mudanças urgentes de que precisamos.

Entre dias 24 e 27 de Setembro, milhares de pessoas vão tomar #ActionsforClimate em todo o planeta para demonstrar as soluções para as alterações climáticas e confrontar aqueles que nos impedem de avançar.

O Climáximo vai organizar dois eventos nestes datas.

TCE jantar cartazcartazclima92015