Artigos sobre a campanha

“Sindicatos e associações lado a lado numa Quinzena da Ação contra a precariedade laboral e ambiental.”

“A Esperança:Em Portugal, temos de cortar 60% das emissões nos próximos 15 anos. Para construir um movimento capaz desta transformação, é preciso tecer alianças e fazer exigências transversais, que liguem justiça social e justiça climática.”

“Nos últimos meses, a Campanha “Empregos para o Clima” tem sido discutida e articulada entre movimentos sociais, sindicatos e diversas instituições e organizações. O GAIA – Grupo de Acção e Intervenção Ambiental, apoia esta campanha. Aqui podem saber porquê e como.”

“Quando falamos em empregos climáticos, falamos de empregos com impacto directo na redução de emissões de gases de efeito de estufa e no desacelerar das alterações climáticas: empregos relacionados com as energias renováveis, no sector dos transportes públicos ou no sector da readaptação dos edifícios e da indústria, para que se tornem mais sustentáveis ambientalmente.”

“… Por isso a CGTP-IN apoia a Campanha “Climate Jobs” em Portugal.  Mas, na CGTP-IN entendemos que os empregos ditos “verdes” são os que respeitam os princípios do Desenvolvimento Sustentável e por isso: Que a empresa respeita os 3 grandes princípios do desenvolvimento sustentável na empresa, sobre os aspectos económicos, ambientais e sociais, o que inclui as condições de trabalho digno e decente.”

“As alterações climáticas devem ser paradas. Mas quem as irá parar? Quem, por outras palavras, poderia ser o sujeito político de uma revolução climática anti-capitalista?

Estou convencida de que este agente social podia, e certamente tem de ser, a classe trabalhadora  global. Contudo, para desempenhar este papel, a classe trabalhadora deve desenvolver uma consciência de classe ecológica emancipatória.”

Isto significa que uma luta pela justiça climática com o lema “Muda o sistema, não o clima” tem que ter uma dimensão forte da classe trabalhadora. E não estou a falar apenas d@s trabalhador@s a aparecerem numa marcha pelo clima. Estou a falar d@s trabalhador@s a participarem na luta pela justiça climática como trabalhadores.

Mas e o que é emprego público útil? Empregos climáticos, ou seja, empregos novos, no setor público, que contribuem diretamente para a redução de emissões de GEE e que colocam os trabalhadores a produzirem para o bem comum e, por isso, para eles próprios. Se os nossos impostos servem para resgatar bancos, porque não hão-de servir para criar empregos climáticos?

O que se passou em Portugal com a crise financeira, passa-se no mundo com a crise climática, que causa já (ou promete causar) devastação a grande maioria da população do mundo. A campanha de Empregos para o Clima luta para resolver as duas crises ao mesmo tempo, e reúne em Portugal forte apoio popular.

Reconstruir a noção de emprego e reinventar a utilidade do trabalho pode ser a chave para travar a destruição do planeta. Porque se a Natureza fosse um banco, já teríamos 1 milhão de empregos públicos úteis.

A ideia é simples e pretende ser uma alternativa às políticas de incentivo económico impostas pelo regime de austeridade, numa versão melhorada das políticas de obras públicas. Em vez de criar emprego através da construção, como dupla forma de combater o desemprego e incentivar o desenvolvimento económico, por que não criar emprego útil que desenvolva mecanismos de proteção do Ambiente e contribua para o desacelerar das emissões dos gases de estufa na atmosfera?

livrete capa