VÍDEO: Empregos para o Clima: porquê com impacto direto na redução de emissões?

A Campanha Empregos para o Clima exige novos postos de trabalho no sector público e em áreas com impacto direto na redução de emissões de gases com efeito de estufa. E porquê com impacto direto na redução de emissões? Não existem já os empregos verdes?

A campanha Empregos para o Clima exige uma política ativa de criação de emprego digno em áreas de combate às alterações climáticas. Em Portugal, a campanha prevê, neste momento, a criação de 100 mil empregos.

Este é o terceiro de quatro vídeos que pretendem explicar os princípios que caracterizam esta Campanha: têm de ser postos de trabalho novos, no sector público, em áreas com impacto direto na redução de emissões de gases com efeito de estufa e que integrem prioritariamente quem trabalha hoje na indústria dos combustíveis fósseis.

Ver o primeiro vídeo sobre porque têm de ser novos postos de trabalho aqui.

Ver o segundo vídeo sobre porque têm de ser postos de trabalho no sector público aqui.

Organizações envolvidas:

Climáximo
Precários Inflexíveis
Coletivo Clima
GAIA
CGTP
Peniche Livre de Petróleo
Sindicado dos Professores de Grande Lisboa
Sindicato dos Professores do Norte

Para mais informação: empregos-clima.pt

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VÍDEO: Empregos para o Clima: E porquê no sector público? Porque é que tem de ser contribuinte português a pagar?

A Campanha Empregos para o Clima exige novos postos de trabalho no sector público. E porquê no sector público? Porque é que tem de ser contribuinte português a pagar?

A campanha Empregos para o Clima exige uma política ativa de criação de emprego digno em áreas de combate às alterações climáticas. Em Portugal, a campanha prevê, neste momento, a criação de 100 mil empregos.

Este é o segundo de quatro vídeos que pretendem explicar os princípios que caracterizam esta Campanha: têm de ser postos de trabalho novos, no sector público, em áreas com impacto direto na redução de emissões de gases com efeito de estufa e que integrem prioritariamente quem trabalha hoje na indústria dos combustíveis fósseis.

Ver o primeiro vídeo sobre porque têm de ser novos postos de trabalho aqui: vimeo.com/212229305

Organizações envolvidas:

Climáximo

Precários Inflexíveis

Coletivo Clima

GAIA

CGTP

Peniche Livre de Petróleo

Sindicado dos Professores de Grande Lisboa

Sindicato dos Professores do Norte

Para mais informação:

empregos-clima.pt

Vídeo: Os Empregos para o Clima têm de ser novos postos de trabalho. Porquê?

A campanha Empregos para o Clima exige uma política ativa de criação de emprego digno em áreas de combate às alterações climáticas. Em Portugal, a campanha prevê, neste momento, a criação de 100 mil empregos.

Este será o primeiro de quatro vídeos que pretendem explicar os princípios que caracterizam esta Campanha: têm de ser postos de trabalho novos, no sector público, em áreas com impacto direto na redução de emissões de gases com efeito de estufa e que integrem prioritariamente quem trabalha hoje na indústria dos combustíveis fósseis.

Organizações envolvidas:
Climáximo
Precários Inflexíveis
Coletivo Clima
GAIA
CGTP-IN
Sindicatos dos Professores do Norte
Para mais informação:
empregos-clima.pt

2º Encontro Nacional pela Justiça Climática – programa detalhado

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10h30 – 12h00 Alterações Climáticas, Desigualdades e Justiça Social

climate-emergencyA Ciência das Alterações Climáticas evoluiu nos últimos anos de forma muito acelerada. O aquecimento do planeta devido à explosão das emissões de gases com efeito de estufa de origem humana é hoje o maior consenso da História da Ciência. Mas como surgiu esta enorme desregulação do sistema climático e da biosfera? E o que vai acontecer a Portugal daqui a 50 e daqui a 100 anos? Uma abordagem que começa pela Ciência do Clima mas que avança até aos gigantescos impactos sociais e políticos do Antropoceno.

  • João Camargo (investigador em alterações climáticas e ativista do Climáximo)
  • Ana Mourão (ativista do Climáximo)
  • Moderadora: Paula Sequeiros (Coletivo Clima)

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10h30 – 12h00 Gás natural: energia de transição?
Why gas stinks and is not the answer to an energy transition

midcatO gás natural é desde há muito considerado um combustível de transição para uma economia de baixo carbono. Nos seus relatórios oficiais, o governo português considera também que o gás natural é uma fonte de energia mais limpa.

Qual é a origem desta preferência pelo gás? O que significam para a transição energética os “Projetos de Interesse Comum” (Projects of Common Interest) e a “União da Energia” (Energy Union)?

Para além de debatermos estes assuntos, iremos ainda falar sobre a luta contra o projecto Midcat, o mega-gasoduto que ligará a Argélia à França, atravessando a Península Ibérica.

  • amigos-de-la-tierra

    Hector Pistache (Amigos da Terra Espanha, responsável da campanha Clima e Energia)

  • Mari Ver (ativista do Stop Midcat)

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12h30 – 13h30 Portugal 100% Renovável

fontes-de-energia1-696x355Portugal em tido nos últimos anos um aumento consistente da energia renovável na produção de energia elétrica. Nesta sessão propomos debater os desafios que Portugal enfrenta para dar o salto para 100% de energia renovável no setor elétrico antes de 2050. Neste cenário, queremos o papel que as cooperativas de energia podem ter na promoção da produção descentralizada e auto-consumo.

  • Transição para 100% RES, Ana Rita Antunes, ZERO (www.zero.ong)
  • Cooperativas de energias renováveis. O exemplo da Coopérnico. António Eloy, Coopérnico (www.coopernico.org)

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12h30 – 13h30 Petróleo e Gás em Portugal: a luta dos cidadãos

salvar1Em Portugal atribuíram-se entre 2007 e 2015 quinze concessões de prospeção e exploração de petróleo e gás, em terra e no mar. A resistência cidadã à exploração de combustíveis fósseis revelou-se desde então como a maior luta ambiental em Portugal desde o combate ao nuclear em Ferrel. Vamos partilhar as experiências do Algarve, do Alentejo e da zona Oeste (com a Plataforma Algarve Livre de Petróleo, com o Alentejo Litoral pelo Ambiente e com o Peniche Livre de Petróleo).

  • Inês Ferro (PALP – Plataforma Algarve Livre de Petróleo)
  • Eugénia Santa Barbara (ALA – Alentejo Litoral pelo Ambiente)
  • Ricardo Vicente (Peniche Livre de Petróleo)

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15h00 – 16h00 100 mil Empregos para o Clima

Podemos criar 100.000 novos empregos em Portugal e cortar as emissões de gases de efeito de estufa entre 60 e 70% em 15 anos. Estas são as estimativas preliminares de um estudo em curso no âmbito da campanha Empregos para o Clima em Portugal, que avalia como levar a cabo a transição nacional para uma economia de baixo carbono, através da criação de emprego público em setores-chave. Nesta sessão, com intervenções pela CGTP-IN, os Precários Inflexíveis e um dos coordenadores do estudo em curso, será abordado em detalhe o grave problema da precariedade em Portugal, e a sua articulação com a campanha Empregos para o Clima.logo_epc_azul-on-background

Oradores:

  • Ana Pires (CGTP-IN)
  • Carla Prino (Precários Inflexíveis)
  • Sinan Eden (Empregos para o Clima)
  • Moderador: Rafael Tormenta (SPN)

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15h00 – 16h00 Tratados de Comércio Livre e o Clima

Pelo seu enorme impacto em importantes áreas da nossa vida social e económica, o tratado CETA entre o Canadá e a UE deveria ter sido objeto de um profundo escrutínio por parte de todos os sectores da sociedade civil. Lamentavelmente nada disso aconteceu entre nós.ttip-ceta

Recentemente aprovado no Parlamento Europeu, o tratado vai baixar aos parlamentos nacionais para uma ratificação definitiva, onde os deputados decidirão se ficam do lado dos cidadãos ou das grandes corporações, as grandes beneficiárias do acordo.

Neste sessão vamos ter um ponto da situação sobre o CETA e sobre as negociações de livre comércio.

  • José Oliveira (Plataforma Não aos Tratados Transatlânticos)
  • Margarida Silva (Corporate Europe Observatory)

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16h30 – 17h30 Desobediência Civil pela Justiça Climática: Experiências internacionais
  • Mari Ver (ativista de Ende Gelände)
  • Juan Ignacio Garnacho (ativista da Greenpeace-Espanha)
  • Sarah Reader (activista do Climate Justice Now)gelande
  • Margarida Silva (activista do Corporate Europe Observatory)
  • Moderação: Rui Gil da Costa (Colectivo Clima)

Quando alcançamos um ponto de viragem nas alterações climáticas de causa humana, ativistas de todo o mundo põe a vida em risco para travar projetos destruidores. Nesta sessão ouviremos as histórias de ativistas que participaram em ações de desobediência civil contra os acordos de comércio livre, contra minas de carvão, projetos de extração de petróleo ou contra a industria da guerra.
A nossa pergunta: “O que te levou a dizer ‘basta!’? O que te fez decidir confrontar diretamente as ações criminosas da indústria e dos seus representantes?”
Aguardamos com curiosidade as suas respostas.

***

17h30 – 18h00 Conferência Final: conclusões do encontro

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Bancas
Tecer Linha Vermelhatecer-linha-vermelha

“A “Linha Vermelha” é uma campanha nacional desenvolvida pela Academia Cidadã e pelo Climáximo para gerar alerta e informação sobre a exploração petrolífera e de gás nas costas portuguesas. Corremos o risco de ver destruídos para sempre os nossos ecossistemas marítimos e terrestres, além de sérios problemas para a nossa saúde, da nossa família, e dos milhares de turistas que todos os anos nos visitam.  

Vamos pedir à nossa população que se junte a nós para tecer ou tricotar a maior linha vermelha do mundo!  Vamos bater o recorde do Guiness de 52 quilómetros e mostrar aos nossos governantes que não queremos as nossas praias destruídas!

A campanha irá decorrer durante este ano de 2017 e estamos neste momento a criar grupos de tricot por todo o país. Queremos juntar famílias, idosos, artistas, pessoal do DYI, hipsters, surfistas, crianças, cães e gatos. Queremos gente do norte, do centro, do interior e das ilhas.

A Campanha pelas Sementes Livressementeslivres

A Campanha pelas Sementes Livres, apoiada por uma rede de organizações e colectivos da sociedade civil em Portugal, insere-se num movimento global que defende a soberania alimentar, as práticas agro-ecológicas, e a manutenção dos recursos vitais para a nossa alimentação no domínio público. Os seus defensores opõem-se às patentes sobre sementes e alimentos que encarecem e empobrecem a nossa comida, às sementes geneticamente modificadas que contaminam os nossos campos, e às leis e acordos internacionais injustos e imorais que entregam o controlo da nossa cadeia alimentar a uma dúzia de corporações e governos mais poderosos. Apelam a que se volte a guardar e a partilhar as sementes dos nossos campos.
página web: https://gaia.org.pt/campanha-pelas-sementes-livres/
movimento global: http://www.seedfreedom.info

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Evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/1019667388135156/

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2º Encontro Nacional pela Justiça Climática

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No momento em que sob as costas litorais de Portugal pende uma ameaça concreta de prospecção de petróleo, no momento em que Donald Trump tenta apagar as alterações climáticas da agenda internacional para relançar as petrolíferas em conjunto com Putin, reunimo-nos para discutir e preparar o combate às alterações climáticas e pela justiça social – combate à prospecção e exploração de combustíveis fósseis em Portugal; projectos de gás natural no país; empregos climáticos e transição energética; experiências internacionais de vários activistas desse mundo fora, juntos em Lisboa para reafirmar a justiça climática como objectivo essencial do nosso tempo. Esperamos por ti!

Relato do dia

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Programa detalhado, com as descrições das sessões

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100 mil Empregos para o Clima

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É possível!

A campanha Empregos para o Clima defende a criação massiva de novos postos de trabalho no setor público em setores-chave para reduzir as emissões de gases de efeito de estufa. Achamos que a luta pela justiça social e o combate às alterações climáticas estão interligadas, por isso a nossa proposta responde ao mesmo tempo ao aquecimento global, ao desemprego e à precariedade.

Nos últimos meses estivemos envolvido num estudo, para definir os esboços das reivindicações da campanha. As nossas estimativas preliminares estão prontas: Empregos decentes e estáveis em energias renováveis, transportes públicos, eficiência energética, agricultura e florestação podem transformar o país inteiro e podem colocar-nos num caminho sustentável.

Estimamos que 100 mil novos postos de trabalho podem cortar as emissões de gases de efeito de estufam em 60-70% num período de 15 anos.

Na verdade, as nossas estimativas são que podemos (e devemos) garantir emprego e requalificação para todos os trabalhadores nos setores poluentes, e depois disto podemos ainda ter mais 100 mil novos empregos!

A nossa pesquisa e investigação, com colaboração de vários activistas e também com especialistas, está a continuar. Brevemente vamos divulgar os resultados detalhados num novo livrete.

A campanha neste momento tem apoio do Climáximo, Coletivo Clima, CGTP-IN, GAIA e Precários Inflexíveis, e convidamos todas as organizações e indivíduos a participar nesta luta por um mundo melhor.

Mais sobre a campanha: http://www.empregos-clima.pt/
Como participar: http://www.empregos-clima.pt/#index-head-services2
O livrete da campanha: http://www.empregos-clima.pt/livrete-da-campanha-em-portugal/

Quinzena da Ação “Jogam com as nossas vidas” – Relato Final

Entre 24 de outubro e 6 de novembro, 17 iniciativas em 8 cidades portuguesas trouxeram à agenda pública as várias lutas pela justiça social e climática, numa quinzena da ação convocada pela campanha Empregos para o Clima.

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Nestas duas semanas, tivemos a incrível oportunidade de demonstrar as nossas diversas formas de ação. Mais de 10 organizações (sindicatos, ONGs, iniciativas cidadãs, movimentos de base) juntaram-se à chamada e prepararam as ações que melhor resultariam nos seus contextos: ações de sensibilização; exposições; ações diretas; bancas; formações; debates; flash-mobs; protestos; oficinas; projeções de filmes; etc.

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Este momento foi igualmente importante para acentuar o sistema socioeconómico que explora, simultaneamente, a natureza e os trabalhadores. A Quinzena ajudou-nos a unir as nossas vozes contra o capitalismo, sublinhando as suas diferentes faces. Alguns dos tópicos trazidos à discussão foram transportes públicos, exploração de petróleo e gás, tratados de comércio livre, transição justa, centrais de carvão, alterações climáticas, movimentos sociais, práticas sustentáveis e empregos dignos na transição energética.

E agora?

Os primeiros passos dos Empregos para o Clima foram dados há um ano atrás. A campanha foi posteriormente lançada, com apoio de 4 organizações, nas marchas do 1º maio, tendo sido esta quinzena de ação mais um marco assinalável da campanha. Contudo, o desafio é enorme! Como sugerido no título do livro da Naomi Klein, temos que “mudar tudo” para ganhar a luta pela justiça climática e, citando também a autora, “para mudar tudo, precisamos de todxs!”.img_20161029_222646-600x450

Então, o nosso próximo passo tem que ser mais forte e mais abrangente.

Vamos agora chegar a mais pessoas, aprofundar os objetivos da campanha e contactar mais organizações. Se queres envolver-te, clica aqui.

Eventos

Abaixo, segue uma lista das iniciativas:

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O petróleo dá trabalho? Debate

No debate acerca da exploração de gás e petróleo em Portugal tem-se utilizado com frequência o argumento de que uma eventual exploração petrolífera onshore e offshore seria benéfica em termos de criação de empresa. Mas será mesmo assim? Como se joga o balanço entre o emprego criado e o emprego destruído com a indústria petrolífera. Que qualidade de trabalho seria criada? Por quantos empregos é que a indústria petrolífera é hoje responsável em Portugal?

No dia 29 de outubro, os Precários Inflexíveis organizaram um debate acerca da exploração de combustíveis fósseis e a criação de emprego, enquadrado na Quinzena de Acção – Jogam com as Nossas Vidas.

Com Luis Fazendeiro, do Climáximo e João Camargo dos Precários Inflexíveis.

Apresentação “O petróleo dá trabalho?” do Luis Fazendeiro, está disponível aqui.

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Quinzena de Ação: “Jogam com as Nossas Vidas”

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Quinzena de Ação: “Jogam com as Nossas Vidas”

24 outubro – 6 novembro

Organizações de trabalhadores e grupos de ambientalistas vão participar numa Quinzena de Ação pela justiça social e ambiental.

Conscientes de que os responsáveis pela crise económica e pela crise ambiental são os mesmos, estes grupos irão juntar-se sob o lema “Jogam com as Nossas Vidas”. Querem com isso chamar atenção para que, todos os dias, os decisores do atual sistema socioeconómico “jogam” com as vidas das pessoas, explorando até ao limite os trabalhadores e os recursos naturais para maximizar os seus lucros, sem a devida preocupação com os impactos na sociedade e no planeta. Para uma transição justa de um mundo precário para um mundo sustentável, é hora de inverter este jogo.

Esta quinzena de ação descentralizada junta organizações de todo o país, que trazem as suas lutas para um momento e causa comuns, amplificando as vozes umas das outras. As áreas de ação propostas incluem o trabalho precário, a prospeção e exploração de combustíveis fósseis, as alterações climáticas, os transportes públicos, práticas sustentáveis, acordos de comércio livre (como o TTIP e o CETA) e o papel dos empregos dignos numa transição justa.

Organizações de Évora, Lisboa, Loulé, Peniche, Porto e Tavira estão a preparar iniciativas, e mais irão juntar-se.

Tratando-se de uma iniciativa descentralizada, os organizadores convidam tod@s a planearem jogos/ações/protestos contra a precariedade laboral e ambiental, pelo emprego digno e um futuro sustentável.

Os eventos serão divulgados no sítio da campanha “Empregos para o Clima”, no endereço https://www.empregos-clima.pt , onde foi também lançada uma convocatória às organizações:

http://www.empregos-clima.pt/evento/quinzena-de-acao-jogam-com-as-nossas-vidas/

Para mais informações e questões: contacto@empregos-clima.pt

Transportes Públicos: “Trabalhadores e utentes querem respostas urgentes”

Para exigir medidas concretas que invertam o caminho de degradação do serviço público de transportes e na defesa do alargamento da oferta, da melhoria da qualidade e segurança do transporte público e com preços acessíveis, trabalhadores e utentes manifestaram-se, no dia 22 de setembro, na cidade de Lisboa.

O Climáximo participou na marcha, pela defesa e promoção do transporte público – essencial para uma mobilidade urbana sustentável e, por isso, essencial no combate às alterações climáticas

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No fim da marcha, os manifestantes aprovaram a seguinte moção para entregar ao governo:

Moção

«Trabalhadores e Utentes exigem respostas URGENTES!»

Há problemas de gestão, mas há claramente opções políticas levadas a cabo pelos governos que põem em causa a prestação de um serviço essencial aos trabalhadores e às populações.

O desinvestimento, a degradação do equipamento, a diminuição da oferta (horários e percursos), o aumento dos preços, não é obra do acaso. É uma opção política que visa a privatização do transporte publico.

É por isso, que nós, trabalhadores e utentes temos que estão com atenção redobrada. É urgente exigir mais e melhores transportes públicos, mas não aceitando que esta degradação sirva de justificação à entrega deste serviço fundamental à iniciativa privada.

Quem reside fora da Cidade de Lisboa conhece e bem a situação, com esta mesma justificação privatizaram os transportes sub-urbanos. Contudo, hoje pagam mais e têm menos oferta pondo em causa a mobilidade das pessoas (estudantes, trabalhadores e reformados).

Nos últimos 5 anos foi sempre para pior: aumentaram preços, reduziram a oferta, baixaram a fiabilidade e a confiança dos utentes nos transportes públicos. Os transportes públicos transformaram-se num caos, por culpa de um governo (PSD/CDS) que quis destruir todos os serviços públicos e transformá-los em negociatas à custa dos utentes e do Estado.

O actual Governo em funções à quase um ano, não prosseguindo na mesma política, nomeadamente travando a privatização que o anterior governo tinha em concretização, não é menos verdade que em questões centrais tem-se limitado a fazer promessas, a adiar soluções urgentes e a desculpar-se com as pressões externas. E o sistema continua a degradar-se, e está mesmo a entrar em colapso.

Ao mesmo tempo que adiam as respostas urgentes, vemos os membros do Governo a multiplicarem-se em promessas para o futuro – autocarros eléctricos, ciclovias de centenas de quilómetros, expansão da rede, bilhetes desmaterializados, investimento em material circulante para daqui a uns anos, etc – ao mesmo tempo que dizem ser precisos 10 aos para reparar os estragos feitos pelo anterior Governo. Os estragos foram muitos, é verdade, mas num país com um milhão de desempregados, é assim tão difícil contratar 45 maquinistas, 150 motoristas ou 80 operadores comerciais? Ou estamos perante uma mera gestão política do problema, que tem como único objectivo disfarçar com ilusões e promessas a ausência de medidas concretas e efectivas?

É por isso que dizemos: Com a nossa luta, travámos os processos de privatização, mas queremos respostas urgentes:

  • que acabem com os tempos de espera excessivos,
  • com os preços abusivos,
  • com a degradação da qualidade, da fiabilidade e da segurança.
  • E isto é urgente para a nossa vida!
  • Queremos um sistema público de transportes públicos acessível e de qualidade, e vamos lutar por ele!

Exigimos que contratem os trabalhadores necessários para repor a oferta de transporte e para devolver qualidade ao sistema (é preciso passar das promessas às medidas concretas:

  • já em Março prometeram 30 novos maquinistas para o Metro, dos 45 que faltam, mas ainda não entrou um e estamos a acabar Setembro!
  • E faltam trabalhadores comerciais e na manutenção, e faltam trabalhadores também na Carris, na Transtejo, na Soflusa, na CP e na EMEF).

Exigimos que libertem as verbas necessárias para se fazer a manutenção dos comboios e dos barcos. O Orçamento de Estado tem garantido o pagamento de todas as «swaps» e todas as «dívidas» aos bancos, também pode libertar as verbas muito inferiores necessárias à manutenção e acabar com o escândalo de estarem 18 (sim, dezoito!) comboios parados no Metro à espera de peças enquanto os utentes vão ouvindo desculpas sobre atrasos e anúncios de supressões ou circulações reduzidas).

Exigimos que avancem com os investimentos inadiáveis em vez de prometerem uma e outra vez grandes investimentos para daqui a uns anos (lancem o concurso para o alargamento de Arroios que permitirá colocar a linha Verde a 6 carruagens e acabar com o inferno que aqueles utentes passam; e em Cascais não é possível continuar a adiar a modernização, ou o sistema ainda colapsa!)

E além destas medidas, urgentes e inadiáveis para inverter o rumo de destruição dos transportes públicos, é fundamental reduzir os custos brutais que os utentes hoje suportam, atraindo novos utentes para o sistema, o que só acontecerá se se melhorar a oferta e a qualidade!