Klimacamp Viena: Movimento europeu pela justiça climática

Climáximo esteve no acampamento pelo clima (Klimacamp) em Viena. Participámos nas oficinas, ações e também na reunião da rede Climate Justice Action.

Climaximo in Klimacamp, Viena from Climaximo on Vimeo.

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Queremos partilhar com tod@s @s ativistas os planos de ação para os próximos meses e anos. (Vamos também discutir um pouco sobre como #pararofuro. 😉 )

15 de junho, sexta-feira, às 20h00

GAIA-Lisboa: Rua da Regueira 40, Alfama, Lisboa

NB: Isto também é o jantar de despedida da Olha, a melhor ativista ucraniana em Lisboa. 🙂

13 picknick

***

O que é o Jantar Popular?
– Um Jantar comunitário vegano, biológico e LIVRE DE OGMs que se realiza no GAIA, Rua da Regueira, n 40, em Alfama.
– Uma iniciativa inteiramente auto-gerida por voluntários.
– Um jantar em que podes colaborar e aprender a cozinhar vegano! Para cozinhar e montar a sala basta aparecer a partir das 18h. Jantar “servido” a partir das 20h.
– Um projecto autónomo e auto-sustentável. As receitas do Jantar Popular representam o fundo de maneio do GAIA que mantém assim a sua autonomia.
– Um jantar onde ninguém fica sem comer por não ter moedas e onde quem ajuda não paga. O preço nunca é mais de 3 pirolitos.
– Um exemplo de consumo responsável, com ingredientes que respeitam o ambiente, a economia local e os animais.
– Uma oportunidade para criar redes, trocar conhecimentos e pensar criticamente.

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Táticas e estratégias para alcançar a transição energética justa – Sinan Eden

Este texto não é sobre ciência climática nem é sobre transição energética em geral. Mas antes de começar, é preciso esclarecer três pontos:

Precisamos de uma transição energética urgentemente. A janela de ação está a fechar-se, e restam-nos poucos anos para mudar o sistema energético de uma forma profunda.

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Não está a ocorrer nenhuma transição energética (nem justa nem injusta). Se tudo correr bem com os compromissos assumidos pelos governos, o suposto maravilhoso aumento das energias renováveis não atingirá nem 20% de toda a energia consumida no mundo em 2035. Apesar de todo o marketing verde, a verdade é que os governos não estão a fechar infraestruturas de combustíveis fósseis, e continuam a planear construir novas.03 Renovaveis

Entender que não está a acontecer nenhuma transição energética é importante, porque quem diz que tudo está bem di-lo de forma puramente ideológica, porque não se baseia na realidade dos factos. A narrativa sobre um possível crescimento verde, em que o mercado capitalista e o um planeta habitável seriam compatíveis, não só desmobiliza as pessoas mas também cria um défice de ambição nos movimentos sociais.

O que me leva ao terceiro ponto: nós temos de fazer esta transição acontecer. O que está em causa não é a escolha entre uma transição justa e injusta, mas sim entre uma transição justa e o caos climático.

E para fazer isso acontecer, temos de tornar as alterações climáticas num problema das pessoas. Esta é a problemática em que se foca este texto: como tornar a luta pela transição energética uma luta concreta nas vidas das pessoas.

Vou focar-me particularmente nos trabalhadores e nos sindicatos.

Formas de intervenção sindical

Há duas formas de intervenção sindical pela transição energética:

Em primeiro lugar, como trabalhadores integrais (whole workers), ou seja, como membros da classe trabalhadora e não só como empregados duma empresa. Este tipo de intervenção é bastante comum em Portugal.

Este é um assunto ligado diretamente às vidas dos trabalhadores e comunidades, e os sindicatos têm já uma longa história de intervenção social e política muito para além dos conflitos dentro das empresas. Alguns exemplos bem conhecidos são a luta pela paz (e contra o NATO), a campanha contra a privatização da água liderada pelo STAL, e a intervenção contínua pela igualdade de género.

As lutas sindicais envolvem também uma forte componente de influência sobre, e confrontação das políticas do governo, como a campanha contra a precariedade ou as discussões do orçamento do estado. Neste caso também, a intervenção dos sindicatos vai além das negociações imediatas nas empresas e assume uma visão geral sobre o rumo que a sociedade está a tomar.

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Em segundo lugar, existem trabalhadora/es em sectores de atividade nas linhas da frente da crise climática. Energia e transportes são os sectores-chave na transição energética, onde se vão perder alguns empregos e serão criados muito mais postos de trabalho. Principalmente nos transportes públicos e energias renováveis, estudos preveem um volume de empregos várias vezes superior ao que a indústria petrolífera oferece. Por outro lado, a/os trabalhadora/es nas áreas da floresta, agricultura, saúde pública e o combate aos fogos são quem confronta diretamente os impactos das alterações climáticas. As organizações laborais desta/es trabalhadora/es são altamente relevantes para alertar a sociedade e mostrar o caminho certo.

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Empregos para o Clima como estratégia

Para articular a justiça social e a justiça climática, temos a campanha Empregos para o Clima, que alia os sindicatos e as organizações ambientais. Nós vemos a campanha não como aquilo que deve acontecer, mas sim como aquilo que vamos fazer acontecer.

A campanha, como estratégia, apresenta uma série de forças.

  • É uma proposta concreta e positiva, à qual dizer “Sim”, o que nos coloca numa posição ofensiva (em vez de defensiva).

  • Fala sobre transição justa e aborda os trabalhadores e comunidades que neste momento dependem da indústria petrolífera para sobreviver.

  • Junta ambientalistas e trabalhadores, quebrando o falso dilema entre trabalho e sustentabilidade.

  • Reivindica dezenas de milhares de novos empregos dignos.

  • Apresenta uma verdadeira solução para a crise climática.

  • Assume uma ótica de serviço público; vê e defende o clima como um bem comum.

Táticas e experiências

Com estas vantagens estratégicas, passemos então a exemplos de alianças bem-sucedidas e intervenções sindicais no mundo. Tentarei também fazer algumas pré-propostas de como concretizá-las em Portugal.

Tal como na primeira secção, vou classificar os exemplos como intervenções de trabalhador integral, ou intervenções dos trabalhadores nas linhas da frente.

  • No País Basco, os sindicatos analisaram a situação do fracking (extração de gás fóssil por fratura hidráulica) e responderam não só como trabalhadores mas também como defensores da comunidade. Assim, lideraram a luta contra o fracking em conjunto com várias outras organizações, e tiveram várias vitórias. Um caso semelhante poderia ser tentado na zona da Batalha/Pombal, onde uma concessão de petróleo e gás traz o risco da fratura hidráulica à região, ou no novo projeto de gasoduto entre a Guarda e Bragança, que não trará nenhum emprego mas apenas uma estrada para gás fóssil.

  • Em França, os sindicatos da plataforma Emplois-Climat (Empregos-Clima) mobilizaram as pessoas contra a lei laboral que visa precarizar ainda mais as condições de trabalho. Assim, os sindicatos usaram a campanha como uma proposta contra a precariedade. Em Portugal, no 2º Encontro Nacional pela Justiça Climática, a campanha organizou uma sessão sobre precariedade com a participação da CGTP-IN em que foi tentada a mesma abordagem.

  • Em Noruega, os sindicatos e ambientalistas juntam-se no desfile do 1º de maio. Em Lisboa e no Porto adotámos a mesma prática: a própria campanha em Portugal foi lançada no 1º de maio de 2016.

  • No Reino Unido, o sindicato dos funcionários públicos, Public and Commercial Services Union, tem um papel muito ativo na campanha One Million Climate Jobs (Um Milhão de Empregos para o Clima). O sindicato defende um Serviço Nacional do Clima, que incluiria os empregos para o clima mas também toda a estrutura de função pública que manteria esse serviço. Em Portugal, os sindicatos destes sectores têm uma enorme oportunidade de intervenção neste sentido.

  • Em Nova Iorque, depois do furacão Sandy, os movimentos não deixaram o assunto das alterações climáticas sair da agenda pública. Mais recentemente, os sindicatos assinaram um acordo com o governador para a criação de milhares de empregos para o clima no sector da construção e conversão de edifícios. Em Portugal, as secas e os incêndios poderiam também servir para despertar o mundo para a crise climática. Com uma articulação bem-pensada, os trabalhadores destas áreas poderiam ser os lideres duma transição justa nacional.

  • As campanhas Empregos para o Clima em todos os países participam e influenciam as manifestações pelo clima. Em Portugal, até agora, a campanha não foi além da participação ativa, e pode tomar um papel mais envolvido.climate jobs justice

  • Na Noruega, a campanha Bridge to the Future (Ponte para o Futuro) preparou um compromisso eleitoral para as legislativas em que uma das reivindicações essenciais foi criação de empregos para o clima.

Depois destes casos em que ambientalistas e sindicalistas utilizaram a campanha como uma ferramenta para intervenção em várias áreas, passemos então aos exemplos das linhas de frente.

  • No Reino Unido, a campanha One Million Climate Jobs ganhou enorme visibilidade quando a empresa Vestas quis encerrar um campo eólico. Os trabalhadores e os ativistas convocaram uma ocupação das turbinas, em defesa dos postos de trabalho e do clima ao mesmo tempo. Em Portugal, os transportes públicos (ou a falta deles) poderia facilmente dar espaço a alianças semelhantes.

  • Na África do Sul, os mineiros de carvão envolvidos na campanha One Million Climate Jobs rejeitam as chantagens do governo e os despedimentos. Em vez de entrar em conflito com os ambientalistas, os sindicatos apoiam e defendem a campanha como a solução para uma transição justa, e assim contam com o apoio também dos movimentos climáticos.

  • No Reino Unido, cada vez que uma tempestade atinge o território e várias cidades são afetadas por cheias e inundações, o sindicato dos bombeiros alerta sobre as alterações climáticas. O sindicato sublinha que se não agirmos a tempo de reduzir as emissões, nunca teremos bombeiros suficientes para responder às crises futuras. Uma abordagem semelhante poderia ser explorada com os bombeiros e guardas florestais nas situações de incêndios florestais, cada vez mais fortes e frequentes.

  • Em Nova Iorque, o sindicato dos trabalhadores da construção defende a eficiência energética nos edifícios e a criação de empregos para o clima neste sector.

  • A International Transport Workers’ Federation (Federação Internacional dos Trabalhadores de Transportes) oferece uma formação interna sobre crise climática e empregos, dirigida aos trabalhadores dos transportes.Transicao Justa PCS capa

  • No Reino Unido, o sindicato dos funcionários públicos, Public and Commercial Services Union, propõe formação de requalificação profissional como reivindicação na contratação coletiva. Por exemplo, trabalhadores duma refinaria de petróleo podem exigir formação sobre energias renováveis como parte das negociações coletivas. Assim, pode-se responder aos desafios da gestão da transição energética e os trabalhadores poderão estar melhor preparados.

Para tirar as lições destas experiências e preparar táticas e ações em Portugal, precisamos, em primeiro lugar, de mais contacto e coordenação na campanha Empregos para o Clima. Melhor e mais forte comunicação pode criar a base para colaborar enquanto campanha na preparação de ações conjuntas. Assim, os sindicatos e os movimentos ambientais podem ganhar mais força na luta contra a precariedade, contra a exploração de petróleo, contra as privatizações, pelo emprego digno e pela transição energética.

 

Curso Intensivo #5: Movimentos Sociais e Estratégias

Nesta sessão do Curso Intensivo em Ativismo Climático, falámos sobre

  • vários tipos de açãoFlood-Wall-Street-Polar-Bear-and-Planeteers-A-Jones-CC-ND-Flickr-800x531
  • teorias de mudança
  • escalamento do conflito
  • estratégias dos vários movimentos sociais

Aqui ficam alguns sites em que se fala sobre estes assuntos:

  • Empowering Nonviolence, baseado num manual preparado por War Resisters’ International
  • O filme Desobediencia da 350.org
  • Hope in the Dark: Untold Histories, Wild Possibilities, por Rebecca Solnit
  • From Dictatorship to Democracy (Da Ditadura à Democracia), por Gene Sharp
  • Center for Theory of Change, num contexto em que o conceito não está limitado nos movimentos sociais
  • E finalmente, o discurso da Anjali Appadurai na COP-17 Durban

Reunião Estratégica das Lutas pela Justiça Climática na Europa: um pequeno feedback

No fim de semana passado, 45 ativistas de 15 países europeus juntaram-se em Bruxelas numa reunião estratégica convocada pela 350. Falámos sobre “iconic fights” (lutas inspiradoras contra as infraestruturas de combustíveis fósseis, como a luta contra exploração de petróleo e gás em Portugal), campanhas distribuídas (campanhas que mobilizam as pessoas que não vivem nas linhas de frente e quando não houver uma dinâmica internacional como marchas pelo clima – por exemplo a campanha Empregos para o Clima), e sobre como pôr justiça no centro das nossas lutas.IMG_9031

Particularmente interessante foi a luta anti-fracking no Reino Unido, que tem uns 250 grupos locais(!). Recentemente fizeram ações diretas durante um mês inteiro: cada dia um outro grupo bloqueou um sítio diferente onde existe um (/potencial) furo de fratura hidráulica. Em breve teremos alguns ativistas a visitar-nos cá em Portugal e partilhar as suas experiências.

Também esteve presente o Ende Gelände, o coletivo alemão que organiza ações de desobediência civil com milhares de pessoas, em que ocupam uma mina de carvão simbólica. A próxima ação vai ser durante a COP-23 em Bona, e o Climáximo vai estar lá.

Camaradas da Itália apresentaram a luta popular contra o gasoduto TAP (Trans-Adriatic Pipeline, a última parte dum gasoduto entre Azerbaijão e Itália), e ouvimos também sobre o MidCat na Catalunha. As novas infraestruturas de gás natural é um assunto pouco discutido em Portugal, apesar dos planos de construção de 160 km de gasodutos entre Guarda e Bragança.IMG_9033

Finalmente, as conversas sobre justiça fizeram-nos pensar sobre inclusão. Vamos brevemente experimentar algumas ferramentas que podiam potencialmente ajudar a participação política das pessoas que não conseguem ir às nossas reuniões semanais.

Aproveitamos para convidar toda a gente preocupada com as alterações climáticas às nossas reuniões, terças-feiras às 19h30 no CIDAC.

Apelo para um planeta justo e habitável – Climáximo

Neste momento ainda não há extração de combustíveis fósseis em Portugal. Algumas empresas, com o apoio de alguns políticos, querem começar a prospeção e a extração em breve. Todas as concessões são baseadas em contratos rudimentares, sem quaisquer considerações sérias sobre impactos ambientais, económicos e sociais, exceto os lucros que podem gerar para as empresas envolvidas.

Na melhor das hipóteses, estes senhores nunca ouviram falar das alterações climáticas.

A emergência climática

Para evitar alterações climáticas catastróficas, é preciso limitar o aquecimento global a 2°C acima dos níveis pré-industriais. O ano passado atingimos 1°C e este ano vai ser ainda pior. Se passarmos o limite dos 2°C, vários ecossistemas vão colapsar. Isto poderá levar a aumentos de 4°C a 6°C durante este século. Os cientistas referem-se a esta possibilidade como “o fim do mundo como o conhecemos” porque mudanças tão abruptas invalidariam quaisquer opções de adaptação e até de modelização: não temos quaisquer métodos científicos para perceber como seria um mundo 6°C mais quente, quantos seres humanos este mundo poderia suportar e quantas espécies e ecossistemas sobreviveriam.Climate-Games_1500

Para lá deste limiar dos 2°C estão secas crónicas, tempestades, ciclones, cheias, enormes perdas de biodiversidade, epidemias, subida do nível do mar, acidificação dos oceanos, falhas de infraestruturas, crises alimentares e de acesso à água, guerras e refugiados climáticos. Para colocar este último ponto em perspetiva, a crise na Síria criou 4 milhões de refugiados (dos quais apenas algumas centenas de milhares entraram na Europa); prevê-se que as alterações climáticas possam criar 200 milhões de refugiados até 2050.

Mas nada disto é inevitável. A ciência climática mostra que temos boas possibilidades de manter o aquecimento dentro de limites que preservariam a habitabilidade do planeta. Para o fazer, temos de deixar mais de 80% das reservas de combustíveis fósseis conhecidas debaixo da terra. (E ainda querem procurar novas reservas?)

Em Portugal, temos de cortar 64% das emissões de gases de efeito de estufa em 15 anos. Isto não se consegue iniciando projetos de extração de combustíveis fósseis.

De uma perspetiva de justiça climática: à medida que as concessões se transformam em projetos de extração, e mesmo que tomem medidas de segurança extraordinárias, se preparem contra os mais pequenos riscos, paguem salários decentes aos seus trabalhadores (imagine-se!); isto é, mesmo que as empresas envolvidas cumpram todas as condições legais e façam tudo de acordo com os seus planos, estamos condenados. Para alem da enorme destruição ecológica no Sul Global, à qual Portugal deve estar particularmente atento, dada a sua história com os países de língua oficial portuguesa, as povoações na costa atlântica vão ser afetadas pela subida do nível do mar, o Alentejo vai ser afetado por secas e subida de temperatura e as cidades vão ter sérias falhas de infraestrutura. E há quem esteja a investir dinheiro nisto!

Resumindo, as empresas de combustíveis fósseis negam as alterações climáticas e a política climática portuguesa nega as leis da física e da química.

A única proposta realista para um planeta justo e habitável é deixar os combustíveis fósseis debaixo da terra e mobilizar todas as forças sociais, económicas e políticas para uma transição justa para um futuro sustentável. Em termos práticos, um bom começo é parar todos os projetos de extração de combustíveis fósseis em Portugal – fazer com que o governo cancele todos os contratos existentes e imponha uma moratória a quaisquer novos contratos.

Uma estratégia para um planeta habitável

O Climáximo é um movimento social pela justiça climática que luta por uma transformação radical nas nossas sociedades. Esta é a nossa proposta de estratégia a curto e médio prazo:

Destacamos quatro alvos a curto prazo:

  • galpGALP: Juntamente com a ENI, a GALP tem uma concessão para exploração e extração em deep-offshore na bacia do Alentejo. Anunciaram a intenção de começar a prospeção a 1 de Julho.
  • 160px-Repsol_2012_logoREPSOL: Juntamente com a PARTEX, a REPSOL tem concessões de deep-offshore em quatro areas da bacia do Algarve. Anunciaram o início da exploração para este Outono.
  • ENMC: Esta é a instituição do Estado ao serviço da indústria dos combustíveis fósseis. Numa demonstração de completa negação climática, declararam-seenmc publicamente a favor da extração e estão em processo de negociação de ainda mais contratos.
  • PARTEX: Propriedade da Fundação Calouste Gulbenkian, sendo a sua única fonte de financiamento, a PARTEX está envolvida em concessões nas bacias do Algarve e de Peniche.PARTEX

O nosso lema é o seguinte: Já temos muito pouco tempo para ação climática. Mas as empresas e os seus defensores dentro do Estado ainda têm tempo para recuar. Se passarem as linhas vermelhas de um planeta habitável, nós teremos de passar as suas linhas vermelhas, através de ações de desobediência civil.

Temos soluções.

É preciso parar todos os projetos de extração de combustíveis fósseis em Portugal. Mas isto não é suficiente. Cerca de três quartos da energia consumida em Portugal é proveniente de combustíveis fósseis, o que significa não apenas dependência energética mas também que Portugal é responsável por projetos de extração noutras partes do planeta.

Precisamos de uma transformação profunda da nossa sociedade. É preciso:

  • produzir toda a nossa eletricidade a partir de energias renováveis e sustentáveis, tais como eólica e solar,
  • deixar os carros, em prol de autocarros, comboios e metro e colocar quase todos estes transportes a funcionar com energias renováveis,
  • isolar e converter todas as casas e edifícios para que usem menos energia e sejam aquecidos e arrefecidos utilizando energias renováveis,
  • converter e redesenhar a indústria para que use menos energia, usando energia renovável sempre que possível, e
  • redesenhar a produção agrícola para que use menos produtos industriais.

Isto vai exigir muito trabalho.lisboa01

A nossa proposta para esta transformação profunda é a campanha dos Empregos para o Clima. Resumidamente, esta campanha defende

  • a criação de empregos seguros, estáveis e com boas condições,
  • no setor público,
  • em setores de atividade que contribuam diretamente para a redução das emissões de gases de efeito de estufa,
  • ao mesmo tempo garantindo novos empregos para os trabalhadores das indústrias poluentes.

Isto não é apenas possível e urgente, mas também uma condição necessária para a sobrevivência de qualquer tipo de civilização.

A nossa prioridade é resistir e bloquear projetos de extração, ao mesmo tempo que propomos soluções reais para o caos climático.

Plano de ação

Este é o nosso plano de ação a curto prazo:

  • 25 de junho: Formação sobre Ativismo Climático
  • 1 de julho: Passeio Tóxico, integrado na Bicicletada (incluindo uma visita à GALP)
  • 30 e 31 de Julho: Formação sobre Ação Direta Não-violenta
  • Verão: Ficar atentos ao Alentejo (olá GALP!)
  • Julho-Agosto-Setembro: Preparar um estudo detalhado sobre Empregos para o Clima em Portugal
  • Setembro: Formação sobre Ativismo Climático
  • Outubro: Semana de ações ligando a justiça social à justiça climática e a precariedade à catástrofe climática: Jogam com as nossas vidas!
  • Outono: Ficar atentos ao Algarve (olá REPSOL e PARTEX!)breakfree_0
  • Todo ano: seguir todos os movimentos da ENMC

Há muitas formas de participar nesta luta. As alterações climáticas são o maior desafio da história da humanidade. Por todo o mundo, milhares de ativistas estão a construir um movimento para mudar o sistema, em vez de mudar o clima.

E precisamos de tod@s.

Se fazes parte de uma organização ou movimento, partilha e discute esta proposta e fala connosco. Participa na campanha dos Empregos para o Clima. Traz as tuas ideias, para planearmos juntos todas as iniciativas.

Se estás a par de assuntos de justiça climática, aparece nas nossas reuniões semanais: Estamos dispostos a preparar ações de desobediência civil para impedir que os criminosos do clima passem as linhas vermelhas do planeta. Mas estas ações exigem trabalho de equipa, treino, convergência política e estratégica e muito trabalho de bastidores. Isto significa mais pessoas envolvidas nas reuniões e nas discussões. 😉

Se isto te deixa curios@ (ou excitad@, ou furios@) mas não sentes ter conhecimentos básicos sobre as alterações climáticas, estamos a preparar um momento para apresentar o nosso coletivo e ouvir novas ideias. Aparece na formação no dia 25 de junho.cropped-climaximo-logo1.png

Até já, 😉
Climáximo