Formação na rede de ação jovem da Amnistia Internacional

No dia 16 de Fevereiro fomos dar uma pequena formação aos activistas da REAJ (rede de acção jovem) da Amnistia Internacional. Nesta formação falámos da ligação que existe entre alterações climáticas e direitos humanos, no fundo introduzimos o conceito de “justiça climática”.

Para os activistas da REAJ a ligação entre os direitos humanos e alterações climáticas era bastante lógica, especialmente pelos refugiados climáticos. O que já não era tão óbvio mas que foi fácil de perceberem, foi a injustiça e a discrepância entre o norte global e o sul global em termos de responsabilidades nas emissões e também nos povos em risco.

Obrigado à REAJ pelo interesse no tema alterações climáticas.

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Formação em Ativismo Climático

As apresentações

Campanhas

Próximas iniciativas


Começou o ano letivo e andas em busca duma organização horizontal que luta por um planeta melhor?

Chegaste a Lisboa e queres fazer ativismo climático?

O Climáximo é um coletivo anti-capitalista que se reúne semanalmente para organizar ações a vários níveis da luta pela justiça climática, tais como: luta contra a exploração de petróleo e gás,  ações pelos transportes públicos, a campanha Empregos para o Clima e muito mais.

Depois da Marcha Mundial do Clima, que uniu centenas de pessoas em três cidades de Portugal, vamos ré-começar as nossas atividades em Lisboa com esta Formação em Ativismo Climático.


Inscrição

A formação está lotada. A próxima será no Porto no dia 27 de outubro.

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Descrição da formação

Dia 7 de outubro (domingo)

10h – 18h

Mob (Rua dos Anjos 12F, Intendente, Lisboa)

Não há controvérsia absolutamente nenhuma em relação ao que sabemos: as alterações climáticas globais existem, estão a conduzir-nos a um futuro catastrófico com transformações tão abruptas que ainda nem conseguimos encontrar um modelo que as descreva adequadamente, mas que teremos de travar quanto antes para evitar o fim do mundo tal como o conhecemos

Entendamo-nos: a limitação total do aquecimento resultante de indução humana para menos do que os 2ºC dos níveis pré-industriais implica a redução de 40% a 70% das emissões de gases de efeito de estufa até 2050 e para zero até 2100.

Isto não é uma piada.

A resolução da crise climática é uma corrida contra-relógio. Nesta luta contra o caos climático, há uma coisa chamada ‘demasiado tarde’.

Nós temos de agir e temos de agir agora.

Por “nós”, não entendemos, claro, o 1% que controla mais riqueza do que os “restantes” 99%. Entendemos “nós”, os que têm sofrido e sofrerão ainda com as secas, com o aumentar do nível do mar, com a fome, os furacões, os fogos florestais e todos os conflitos sociais resultantes disto tudo.

Esta formação incluirá todos os aspetos principais desta área, como ciência e a história das políticas climáticas, mas também haverá espaço para discussão sobre o que podemos fazer nesta luta.

Formação em Ativismo Climático – Porto

Formação em Ativismo Climático e Lançamento do Núcleo do Climáximo no Porto

Os governos de todo o mundo assinaram muitos papéis a dizer que vão resolver a crise climática. Esses mesmos governos continuam a autorizar novas infraestruturas de combustíveis fósseis. Assim sendo, ninguém vai resolver este assunto por nós. Somos nós aqueles de quem estávamos à espera. 🙂

Climáximo e Coletivo Clima estão a juntar forças para construir um movimento nacional pela justiça climática.

No dia 28 de abril, vamos fazer uma formação em ativismo climático no Porto e lançar uma série de ações.

28 de abril, Sábado
10h – 18h
Sindicato dos Professores do Norte (Rua Dom Manuel II, 51-C 3° , 4050-345 Porto)

Programa

10h00 Ciência Climática

  • Ciência climática (pdf)
  • Justiça Climática (pdf)

11h00 Panorama Político do Clima

Almoço

14h00 Luta contra os Combustíveis Fósseis em Portugal

15h00 A campanha Empregos para o Clima

16h00 Próximos passos na luta

INSCRIÇÕES FECHADAS. MANDA-NOS UM EMAIL PARA RECEBER INFORMAÇÃO SOBRE AS PRÓXIMAS AÇÕES.

 

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Quem manda nesta democracia?

Em Bruxelas, um bairro de poucos quilómetros quadrados acomoda as instituições centrais da União Europeia (UE) — este bairro é também a capital europeia de lobbies. Em Bruxelas, lobbying — atividades para moldar decisões políticas de acordo com interesses privados — é já, e por si só, uma indústria milionária. … Hoje, estima-se que mais de 25.000 “lobistas” trabalhem em Bruxelas, a grande parte em favor das grandes multinacionais e associações empresariais. E esta é um actividade rentável, mexendo pelo menos com 1.5 mil milhões de euros por ano. (Para ler o resto da crónica da Margarida Silva da Corporate Europe Observatory na P3: Bruxelas, a capital europeia dos “lobbies”)eu

Nos dia 7-9 de Dezembro de 2017, o Climáximo co-organizou uma série de eventos com a Corporate Europe Observatory (CEO) e a Plataforma Não aos Tratados TTIP / CETA / TISA.

Na conversa “Quem manda nesta democracia?” no dia 7, falaram Lora Verheeke e Margarida Silva, ambas do CEO, expondo a maneira como a União Europeia (UE) funciona desde Bruxelas. Conversou-se sobre a maneira como o TTIP e CETA estão a ser negociados, a influência das grandes empresas e organizações de lobby na produção de legislação na UE, a falta de transparência dentro das instituições europeias e as portas giratórias que representantes das instituições europeias cruzam entre os cargos públicos e as grande empresas privadas. (Ouve aqui o episódio de É Apenas Fumaça, em que conversaram com a Lora, a Margarida e também com o João Vasco: Na Rua – Quem manda nesta democracia?) (Para ler o relato do dia: Debate “Quem manda nesta Democracia”)

No dia 9 de Dezembro, teve lugar a formação participativa sobre como investigar os lóbis das grandes empresas multinacionais, e o tipo de relações que estabelecem com os atores políticos. Foram apresentadas excelentes ferramentas de pesquisa, as quais permitem identificar conflitos de interesse e outras informações potencialmente relevantes para qualquer associação ou movimento que defronte estes poderosos interesses privados. (O relato do dia com as notas da formação, aqui.)

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Curso Intensivo #6: Movimento climático no mundo e em Portugal

Na última sessão do Curso Intensivo, discutimos sobre

  • assuntos ligados ao movimento climático, como combustíveis fósseis (petróleo, carvão, gás natural), gasodutos e oleodutos, transportes públicos, aviação, agropecuária, desflorestação e energia nuclear;climate-justice-jobs
  • grupos, organizações e campanhas no mundo e na Europa;
  • grupos, organizações e campanhas em Portugal;
  • possíveis próximos passos para as lutas em Portugal.

Alguns links das organizações e campanhas em Portugal (para alem do Climáximo, como óbvio ^_^ ) :

Também queríamos partilhar a rede Climate Justice Action, onde podem encontrar vários grupos de base na Europa.

O worksheet que usamos no exercício, está aqui.

Finalmente, queríamos anunciar que no dia 20 de janeiro (sábado), às 17h00, faremos uma reunião introdutória do Climáximo para quem quiser envolver-se na luta pela justiça climática.

Curso Intensivo #5: Movimentos Sociais e Estratégias

Nesta sessão do Curso Intensivo em Ativismo Climático, falámos sobre

  • vários tipos de açãoFlood-Wall-Street-Polar-Bear-and-Planeteers-A-Jones-CC-ND-Flickr-800x531
  • teorias de mudança
  • escalamento do conflito
  • estratégias dos vários movimentos sociais

Aqui ficam alguns sites em que se fala sobre estes assuntos:

  • Empowering Nonviolence, baseado num manual preparado por War Resisters’ International
  • O filme Desobediencia da 350.org
  • Hope in the Dark: Untold Histories, Wild Possibilities, por Rebecca Solnit
  • From Dictatorship to Democracy (Da Ditadura à Democracia), por Gene Sharp
  • Center for Theory of Change, num contexto em que o conceito não está limitado nos movimentos sociais
  • E finalmente, o discurso da Anjali Appadurai na COP-17 Durban

Curso Intensivo #4: Democracia Energética e Transição Justa

Nesta sessão do Curso Intensivo em Ativismo Climático, discutimos sobre

  • democracia
  • transição justa
  • propostas políticas para uma transição energética
  • democracia energética
  • a campanha Empregos para o Clima

Os vídeos que mostramos no início da sessão foram:

Os modelos climáticos compatíveis com um planeta habitável, produzidos no Climate Equity Reference Calculator, são:

Mundo – emissões devem ser reduzidas por 43% até 2030 (cenário 2ºC)
Portugal deve reduzir as suas emissões por 50-60% até 2030 (cenário 2ºC)
Portugal deve reduzir as suas emissões 60-70% até 2030 (cenário 1.5ºC)

Sobre a urgência de ação e como isto pode ser empoderador:

Finalmente mostramos este vídeo da rede Trade Unions for Energy Democracy:

Os livretes da campanha Empregos para o Clima são disponíveis online no site da campanha http://www.empregos-clima.pt .

 

Curso Intensivo em Ativismo Climático #3: Soluções falsas vs. soluções verdadeiras

Nesta sessão, discutimossolutions

  • o impacto do estilo de vida de cada um nas alterações climáticas
  • soluções tecnológicas (techno-fix) para a crise climática
  • soluções falsas para a crise climática
  • soluções verdadeiras para a crise climática

Partilhámos estes textos:

As apresentações da sessão:

Mais fontes interessantes sobre soluções falsas:

Esclarecimentos sobre o Curso Intensivo

– Houve algumas dúvidas sobre o funcionamento do curso (e sobre como o Climáximo visa organizar eventos deste género). O processo na sua integridade é assim:

  • preenches o formulário de contacto e escolhes as sessões em que queres participar;
  • uma semana antes da cada sessão, recebes por email um formulário de confirmação;
  • preenchendo este formulário, dás-nos uma ideia de quantas pessoas vão estar presentes e qual é o nível de conhecimento dos participantes;
  • olhando aos formulários, reestruturamos o conteúdo e o formato da cada sessão, ou seja fazes parte da preparação;
  • nas sessões, usamos ferramentas participativas porque o nosso objetivo não é criar meros especialistas do clima mas formar ativistas climátic@s*;
  • @s facilitadorxs estão a usar moderação progressiva;
  • em cada sessão, propomos um percurso para te envolveres em ativismo climático;
  • partilhamos todas as apresentações no nosso site.

Os nossos principais meios de comunicação são o nosso site e por email. Vais descobrindo que tentamos usar ferramentas alternativas online. As redes sociais às vezes não nos deixam organizar a informação da melhor forma. (E, já agora: Facebook não é o teu amigo, és a mercadoria do Facebook.* 😉 )

– Descobrimos que precisamos dum espaço maior para o Curso. Improvisando, estamos a marcar sítios diferentes para cada sessão. (Isto deve estabilizar brevemente.) Mas o Facebook não nos permite mudar o local do evento. Por isso, fica atento aos teus emails, em que explicamos todas as informações sobre a sessão.

– O Curso não é certificado.

Os donativos não são obrigatórios mas são necessários. 😉 O GAIA é uma associação que tem um centro social em Alfama, que implica vários custos fixos. O Climáximo é um coletivo auto-financiado e estamos a preparar várias ações. Não vemos os donativos como pagamento de um serviço, são realmente donativos para movimentos da justiça ambiental.

Quem Manda Nesta Democracia?

Aqui podes encontrar o resumo destes eventos.

Sessão pública: Quem manda nesta democracia? Empresas? Governo? Ambos? Ou são a mesma coisa?

7 de dezembro (quinta-feira), 21h, Mob (Rua dos Anjos 12F, Lisboa)

Quais são as razões pela captura do poder político pelo poder económico, e como é que isto leva ao mau funcionamento das instituições políticas? Desde das portas giratórias e o conflitos de interesse dos representantes políticos, ao poder excessivo das grandes empresas ao nível europeu, descobre qual é o impacto do lobbying sobre a democracia e o que podemos fazer em Portugal e na Europa.

Com a participação da Corporate Europe Observatory:

  • Lora Verheeke, especialista nos acordos de comércio livre
  • Margarida Silva, especialista em lóbis e transparência

Formação participativa: Como investigar a captura do poder político

9 de dezembro (sábado), 11h00-17h00, Mob (Rua dos Anjos 12F, Lisboa)

Como investigar os lóbis das empresas e o impacto que têm sobre a política na União Europeia? Formação prática de ferramentas simples de investigação.

A participação na formação é sujeita a inscrição online prévia e os lugares são limitados. Depois desta inscrição inicial, vamos contactar-te para confirmar. (inscrições fechadas)