Global Gasdown-Frackdown: Acção e Jantar Popular

A União Europeia dá gás ao colapso climático!

A UE dá gás ao caos climático from Climaximo on Vimeo.

This slideshow requires JavaScript.

Fotos e vídeo da ação: Um gasoduto passou hoje pelo centro de Lisboa


COMUNICADO DE IMPRENSA: 13 de Outubro Dia Internacional de Acção contra o Gás e o Fracking: Acção nos escritórios do Banco Europeu de Investimento em Lisboa


/English below/

No próximo dia 13 de Outubro respondemos ao apelo internacional na luta contra o fracking e contra o gás natural! Às 16h30, vamos fazer uma acção frente à sede do Banco Europeu de Investimento em Lisboa (Av. da Liberdade 190, 1250-001 Lisboa). O BEI utiliza o dinheiro dos nossos impostos para financiar a indústria dos combustíveis fósseis, financiando prioritariamente mais de 90 projectos de apoio à expansão de uma rede europeia de importação e distribuição de gás! Têm de ser travados.logogasfrackdown_360

A União Europeia está financiar uma estratégia energética que alimenta o colapso climático nas próximas décadas. Ao distrair-nos com a mentira de que o gás “natural” é um combustível de transição para as energias renováveis, a União Europeia pretende alimentar a indústria petrolífera durante mais quatro a cinco décadas, montando infraestruturas portuárias e gasodutos em todo o continente europeu para importar gás dos EUA, Canadá, Austrália, Argélia, Azerbeijão, Rússia e muitos outros países. A maior parte desse gás é hoje extraído por fracking, o que aumenta ainda mais as emissões de gases com efeito de estufa. Para pagar este novo resgate às companhias petrolíferas, a União Europeia quer usar o dinheiro dos impostos de todas as pessoas da União Europeia, através do BEI, para que sejamos nós mesmos a financiar o colapso do clima que ameaça a civilização.

Hoje sabemos que para manter o aumento de temperatura no planeta abaixo dos 1,5ºC, temos de cortar as emissões em mais de 50% até 2030. Isto é daqui a 12 anos! Temos de travar os psicopatas que querem torrar o planeta e a Humanidade em petróleo, gás e carvão!gasland01

No final do dia, faremos um jantar com filme (Gasland) e debate no Gaia, Rua da Regueira 40, Alfama, em Lisboa. Junta-te a nós!

O que é o Jantar Popular?

  • Um Jantar comunitário vegano, biológico e livre de OGMs que se realiza no GAIA, Rua da Regueira, n 40, em Alfama.
  • Uma iniciativa inteiramente auto-gerida por voluntários.
  • Um jantar em que podes colaborar e aprender a cozinhar vegano! Para cozinhar e montar a sala basta aparecer a partir das 18h. Jantar “servido” a partir das 20h.
  • Um projecto autónomo e auto-sustentável. As receitas do Jantar Popular representam o fundo de maneio do GAIA que mantém assim a sua autonomia.
  • Um jantar onde ninguém fica sem comer por não ter moedas e onde quem ajuda não paga. O preço nunca é mais de 3 pirolitos.
  • Um exemplo de consumo responsável, com ingredientes que respeitam o ambiente, a economia local e os animais.
  • Uma oportunidade para criar redes, trocar conhecimentos e pensar criticamente.

***

On October 13th, we will join the global gasdown frackdown action call and do an action in front of the European Investment Bank’s Lisbon office (Av. da Liberdade 190, 1250-001 Lisboa). EIB uses public money to finance more than 90 gas projects. And each one of them must be stopped.

The European Union is financing an energy policy that may push us to a climate chaos in the following decades. Presenting “natural” gas as a transition fuel, the EU aims at supporting the fossil fuel industry for five more decades, setting up pipelines and terminals to import gas from the US, Canada, Australia, Algeria, Azerbaijan, Russia and many more countries. To pay this new bailout for fossil fuel companies, the EU wants to use public money through the EIB, so that it would be us financing climate chaos directly.

We know today that to keep warming below 1.5ºC, we must cut emissions by 50% until 2030. This is just 12 years away! We have to stop the psychopaths who want to grill humanity with oil, gas and coal.

At the end of the day, we will have a community dinner with a movie screening (Gasland) and discussion in GAIA-Lisboa (Rua da Regueira 40, Alfama).

 

Advertisements

Plano Energético de Donald Trump: A ignorância como desígnio máximo

Traduzimos aqui o Plano Energético publicado pela nova Administração Trump, e que norteará a acção do governo dos Estados Unidos. A rejeição das alterações climáticas associada a um plano de resgate das indústrias petrolíferas é a principal motivação para a existência deste governo, que ameaça todo o planeta com as suas políticas catastróficas. Todo o documento revela uma irracionalidade extrema, prometendo a utilização das práticas mais selvagens como a fracturação hidráulica e a expansão da produção em terrenos públicos e por outro inventando conceitos como o “carvão limpo”. Derrubar Trump é, desde o primeiro dia do seu governo, uma necessidade para a espécie humana.

Documento Traduzido do site da Casa Branca.

América Primeiro – Plano Energético

A energia é uma parte essencial da vida americana e uma mercadoria da economia mundial. A Administração Trump está empenhada nas políticas energéticas que diminuem os custos para os trabalhadores americanos trabalhosos e maximizem o uso dos recursos americanos, libertando-nos da dependência no petróleo estrangeiro.

Por muito tempo, estivemos presos pelos regulamentos pesados na nossa indústria energética. O Presidente Trump está empenhado em eliminar políticas prejudiciais e desnecessárias como o Plano da Ação Climática (Climate Action Plan) e as normas de águas (Waters of the U.S.). Levantar estes restrições vai ajudar muito os trabalhadores americanos, aumentando os salários em mais de 30 mil milhões de dólares nos próximos 7 anos. Uma política energética sólida começa por reconhecer que temos vastas reservas domésticas da energia inexploradas aqui na América. A Administração Trump vai aderir à revolução de petróleo de xisto e gás de xisto para trazer empregos e prosperidade a milhões de Americanos. Temos que aproveitar os estimados 50 biliões de dólares em reservas inexploradas de petróleo e gás natural, especialmente as nos terrenos federais que o povo americano possui. Vamos usar os rendimentos da produção energética para reconstruir as nossas estradas, escolas, pontes e infraestrutura pública. A energia menos cara vai também dar um grande impulso à agricultura americana.

A Administração Trump está também empenhada nas tecnologias do carvão limpo e na revitalização da indústria do carvão da América, que está em sofrimento há por tempo demais. Além de ser bom para a nossa economia e de impulsionar a produção energética domestica é do interesse da segurança nacional da América.

O Presidente Trump está empenhado em alcançar independência energética dos cartéis da OPEC e de qualquer nação hostil aos nossos interesses. Ao mesmo tempo, vamos trabalhar com os nossos aliados no Golfo para desenvolver uma relação positiva de energia como parte da nossa estratégia contra terrorismo.

Finalmente, a nossa necessidade de energia tem que andar de mãos dadas com um cuidado responsável pelo ambiente. Proteger o ar limpo e a água limpa, conservar os nossos habitats naturais e preservar as nossas reservas e recursos naturais vai se manter uma alta prioridade. O Presidente Trump vai refocar a EPA (Agência de Proteção Ambiental) na sua missão essencial de proteger o nosso ar e água.

Um futuro brilhante depende nas políticas energéticas que estimulem a nossa economia, que garantem a nossa segurança e que protejam a nossa saúde. Com as políticas energéticas da Administração de Trump, esse futuro pode tornar-se uma realidade.”

trampa

Petróleo em Portugal: Quem vem pra jantar? – João Camargo

[publicado no dia 12 de abril de 2016 no Sábado]

Nos últimos dias as notícias acerca da entrega da concessão da exploração de combustíveis fósseis em terras do Algarve ao empresário Sousa Cintra, especialista em falências (das suas próprias empresas) têm abundado. Importa perceber que os problemas identificados acerca da exploração de combustíveis fósseis são generalizados e que tanto é uma loucura entregar concessões a quem não tem conhecimento técnico sobre esta actividade como a quem tem. Mas no festim das concessões em Portugal, importa conhecer quem veio para jantar.offshore-rig

Na semana passada o Sexta às Nove, da RTP, atraiu bastante atenção para a opacidade do processo da entrega de 3000 km quadrados no Algarve ao empresário Sousa Cintra, por um período de 40 anos para a exploração de combustíveis fósseis. Esta concessão atravessa 14 dos 16 concelhos algarvios e é altamente polémica, com oposição dos municípios, empresários, associações ambientalistas e movimentos sociais locais.

A reportagem explora várias inconsistências, desde o facto de os serviços da Direcção Geral de Energia e Geologia terem emitido um parecer negativo e, três meses depois, o Director-Geral Carlos Almeida ter revertido este parecer, o facto da empresa Portfuel de Sousa Cintra não ter funcionários e conhecimento técnico para fazer exploração de hidrocarbonetos, o facto de já existir um furo mandado fazer por outra empresa de Sousa Cintra, a Domus Verde, em Aljezur, para prospecção de petróleo (embora a autorização fosse para um furo de água e ser proibido pelo contrato de exploração de petróleo fazer prospecção neste momento), o facto do anterior Ministro do Ambiente, José Moreira da Silva, ter entregue a concessão a 10 dias das eleições legislativas e de o mesmo ministro ter no final nomeado a sua Chefe de Gabinete para o regulador destes contratos, a Entidade Nacional para o Mercado dos Combustíveis.

Estas são apenas algumas das questões em cima da mesa. São contrabalançadas pelo Presidente da Entidade Nacional para o Mercado dos Combustíveis (ENMC), Paulo Carmona, que declara que se “Se encontrar petróleo ganharemos todos, se não encontrar ganha o Estado”, revelando a linha de argumentação de que as concessionárias estariam a fazer o favor de um serviço de análise geológica ao Estado Português e que até poderiam eventualmente a vir a explorar petróleo ou gás se se descobrissem reservas, e que encontrar petróleo dá dinheiro a ganhar a alguém que não aos concessionários. Sousa Cintra segue também esta orientação, declarando que o que mais interessa é “Saber se já ou se não há” combustíveis fósseis no Algarve. O empresário destaca que para si individualmente é um “investimento de risco”, mas que o Governo ganha sempre porque fica com o estudo geológico.

No final da reportagem ficou claro o desconforto do actual governo com este imbróglio. O Secretário de Estado da Energia, Jorge Sanches, diz que não admite ainda a rescisão do contrato pois o mesmo está a ser apreciado juridicamente pelo regulador. Ora, começamos com um grave problema que ultrapassa amplamente os contratos: o regulador é a Entidade Nacional para o Mercados dos Combustíveis. Ora, o contrato assinado entre a Portfuel e o Estado foi assinado por Sousa Cintra de um lado, e Paulo Carmona, do outro. Este último é o Presidente da Direcção do “regulador” que vai avaliar juridicamente os contratos que o próprio assinou. Na reportagem ficou ainda expressa a posição ambígua do regulador, pois Paulo Carmona defendeu (como tem feito em sessões públicas) a exploração dos combustíveis fósseis. A Entidade Nacional para o Mercado dos Combustíveis (ENMC) é, por um lado, promotora, e por outro lado, reguladora desta actividade. Algo não bate certo.

Mas ficarmos presos nos detalhes contratuais da exploração onshore (em terra) de combustíveis fósseis no Algarve é insuficiente para avaliar um processo destes. A concessão no Algarve à Portfuel foi atribuída 10 dias antes das eleições legislativas mas cinco dias depois, isto é, cinco dias antes das eleições legislativas, foram atribuídas à Australis Oil & Gas Portugal duas concessões em terra, com uma área de 3780 km quadrados na zona centro-oeste do país. O contrato foi assinado entre a ENMC e a Australis Oil & Gas Unipessoal Lda., empresa com capital social de 5000 euros constituída em Março de 2015.

Esta empresa, criada só para assinar o contrato, tem como base a Australis Oil & Gas Ltd, resultante da compra em 2014 da australiana Aurora Oil & Gas pela canadiana Baytex Energy. A aquisição teve como principal motivação a expansão da canadiana para a capacidade de extracção não convencional de combustíveis fósseis, nomeadamente gás e petróleo de xisto através do método de fracking e fracking horizontal. É da Aurora Oil & Gas que vêm os técnicos da Australis, especialistas na extracção de gás e petróleo de xisto que têm como principal operação Eagle Ford, no Texas. Num encontro em Setembro de 2015 na Fundação Calouste Gulbenkian Ian Lusted, um dos directores da Australis, foi peremptório: “A Australis reconhece que está aqui a convite do governo português”, e já identificou nas concessões 17 alvos específicos para furos de exploração. O mesmo Ian Lusted, em entrevista à Business News, na Austrália, revelou mais detalhes: “Falámos com os portugueses e ficámos com as concessões, com a vantagem de que todos os dados já estão recolhidos sem nunca terem sido testados.(…) É uma entrada barata, com muito pouco investimento, que pode ser muito rentável com uma pequena subida no preço do petróleo.”. Neste sentido, e revisitando as declarações à RTP do presidente da ENMC, Paulo Carmona, desaparece o “risco” que os concessionários privados teriam de assumir. Fica só a exploração e o rendimento que se obtém da mesma, além dos efeitos secundários óbvios. E se a preocupação com a viabilidade económica da operação da Portfuel no Algarve existe, é preciso destacar que a Baytex, empresa-mãe da Australis, tem uma dívida superior a 1,9 mil milhões de euros e perdeu mais de 90% do seu valor só em 2015. Já valeu 5 mil milhões de euros e agora não passa dos 550 milhões, estando a sua sobrevivência em questão.

Avançando da terra para o mar, a Kosmos Energy, empresa americana, obteve duas concessões offshore em Peniche, por “Negociação Directa”. Os perigos da exploração de petróleo no mar são evidentes, mesmo quando se trata de uma exploração distante. As fugas profundas como ocorreu no Golfo do México com a BP e as marés negras soam o maior alarme, mas a poluição difusa é permanente. A Kosmos tem ampla experiência nisto. A empresa, sediada em Dallas, tem explorações offshore no Suriname, no Gana, no Senegal, na Mauritânia, no Sahara Ocidental e em Marrocos. A empresa colocou-se numa situação polémica em Dezembro de 2014, ao ignorar uma resolução das Nações Unidas, iniciando exploração de petróleo na costa do Sahara Ocidental, território ocupado por Marrocos. Assinou um contrato com o governo marroquino e começou a explorar os combustíveis fósseis, violando a lei internacional que proibia a extracção no Sahara Ocidental. Mas é do Gana que nos vem a informação mais interessante: a Kosmos teve direito a ser estrela de cinema no documentário de 2013 “Big Men: Power, Money, Greed and Oil” (Homens Importantes: Poder, Dinheiro, Cobiça e Petróleo). A história é simples: como a concessão de petróleo offshore no Gana foi conseguida pela Kosmos Energy através de um processo marcado pela corrupção de funcionários públicos, governantes e pela exploração financeira sem olhar a quaisquer limites ou consequências. Além de processos dúbios, de derrames que ficaram por limpar e de multas por pagar, a Kosmos negociou um acordo de mais de 10 milhões de dólares para encerrar uma acção por fraude financeira acerca das reservas potenciais das suas concessões.

Continuando mar adentro há mais concessões e mais empresas, no Alentejo e no Algarve, destacando-se a Partex, a GALP, a Repsol e a ENI. Um mês antes das eleições legislativas foram assinadas as concessões: a 4 de Setembro. De ilustres a ilustres desconhecidas, estas empresas são as maiores e mais experientes às quais foram entregues as concessões no país. Nem por isso deixam de ser empresas que se caracterizam pelos seus derrames petrolíferos, pela opacidade operativa, pela violação de direitos humanos e das vontades das populações locais onde operam.Keep-the-Coal-in-the-Hole

A espanhola Repsol derrama petróleo. Muito. E em muito sítios. Em terra e no mar. A recente vitória da população das Ilhas Canárias, onde foi bloqueada a tentativa da Repsol e do governo de Madrid de começar a exploração de combustíveis fósseis no mar do arquipélago, aumentou o escrutínio e revelou crimes da Repsol: na Argentina antes da Repsol ter sido expulsa pelo governo, em Tarragona, no Mediterrâneo, onde teve pelo menos 16 derrames, no Alaska, onde a empresa avança à procura da expansão para o Ártico. Mas a própria Repsol, justiça lhe seja feita, não se esconde: entre 2007 e 2011, declarou 7111 derrames, isto é 3,9 derrame por dia, em média.

Quem avança mais determinadamente para a exploração do Ártico, na esperança que a seguir a Obama venha um presidente mais “oleado”, é a ENI, empresa italiana de capitais públicos e privados, que se posiciona na Noruega para a exploração de combustíveis fósseis num pólo em degelo. Com mais de 60 anos de actividade, esteve na vanguarda de muitos processos de abertura, concessão e exploração de gás e petróleo pelo mundo, estando presente em 83 países. Talvez o Delta do Níger, na Nigéria, seja o exemplo acabado de como a experiência é relevante: em 2014 a ENI reportou 349 derrames de petróleo só nesta concessão. Mas está a melhorar, porque em  2013 tinham sido 500. Estas contas no entanto não batem certo com as contagens que faz no seu site, mas este revela importante informação em relação às suas operações na Nigéria, Algéria, Angola, República do Congo, Egipto e Líbia: a quantidade de roubos e vandalismo ocorrentes nas concessões e nos oleodutos é a imagem de marca da exploração contra a vontade das populações pobres, destruindo os ecossistemas, a pesca, a agricultura e as condições de habitabilidade. Há apenas um mês atrás morreram mais três pessoas num oleoduto da ENI na Nigéria. No ano passado em Julho morreram outros treze. Mas a história de violência começa muito atrás, e acompanha a corrupção usada por empresas como a ENI, a Total ou a Shell para adquirir as concessões e manter a extração do petróleo sem contrapartidas para as populações. A maldição do petróleo na Nigéria faz-se da actividade de empresas como esta, com a exploração sem regras, com a violência e a injustiça como orientação, protegidas por milícias e mercenários. A ENI e as suas subsidiárias são ainda acusadas de usar métodos deste tipo na Argélia e no Cazaquistão. A agressividade da empresa é inclusivamente louvada: a sua persistência em ficar na Líbia durante uma guerra civil para explorar as gigantes reservas enquanto a mortandade se espalha entre a população é notável e torna clara a sua história – que a sua única prioridade é fazer muito dinheiro, doa a quem doer.

A GALP Energia, no que diz respeito a extracção de petróleo, basicamente obtém contratos que outras operadoras executam. As suas concessões pelo mundo (principalmente no Brasil, em Angola e Moçambique) são operadas pela Petrobras, pela ENI, pela Total, pela Chevron. Esta empresa tem como sede fiscal a Holanda, onde as holdings não pagam impostos sobre os dividendos das empresas subsidiárias. Em 2015 um lucro de 639 milhões de euros.

Acabamos na Partex, que é seguramente um dos nomes menos conhecidos em Portugal. Talvez porque é pouco associado à sua casa mãe, a Fundação Calouste Gulbenkian. Apesar de quase só ser conhecida pela sua filantropia e mecenato, a Gulbenkian obteve, em 2012, só através da venda de gás e petróleo pela Partex, receitas no valor de 1470 milhões de euros. E apesar de no meio do escândalo dos Panamá Papers o presidente da Gulbenkian e também presidente da Partex Oil & Gas, Artur Santos Silva, defender o fim das offshores, a Partex Oil and Gas Corporation tem sede fiscal nas Ilhas Caimão. E as subsidiárias da Partex que exploram petróleo em Oman, no Cazaquistão, no Brasil, na Argélia e em Angola têm sedes fiscais no Panamá, nas Ilhas Caimão, no Liechtenstein e em Portugal. Bem prega o Frei Tomás… O mecenato da Fundação Gulbenkian obtém-se também pelo facto da Corporação Partex, holding do grupo, não ser taxada sobre os seus lucros ou outros ganhos. Offshores para receber dinheiro de concessões offshore, como aquelas que a Gulbenkian quer começar no Algarve, poderão melhorar a política cultural, mas o ambiente, seguramente que não.

Mas dizem-nos que não devemos temer porque há um regulador para garantir que tudo correrá segundo as regras e as leis. O problema é que este regulador, a Entidade Nacional para os Mercados de Combustíveis, é o mesmo que foi criado para garantir que não existe um cartel entre as petrolíferas para concertar os preços do gasóleo e da gasolina e cujo falhanço é visto todos os dias em todas as auto-estradas do país, quando vemos antes das bombas de gasolina que os preços são sempre, por divina providência, iguais. É também o regulador que não costuma ver problemas quando os preços da gasolina e do gasóleo sobem na sequência, do preço do petróleo atingir máximos históricos, ou quando os preços os preços da gasolina e do gasóleo sobem na sequência do preço do petróleo bater no fundo. É o regulador cujo controlo flexível sobre os monopólios da GALP, da REPSOL, da AGIP (ENI), da Total, vai agora ser replicado na “regulação” de um novo monopólio que o Estado inventou.

O que interessa avaliar neste processo não é a dúbia reputação e capacidades das empresas que obtiveram os concessões, não é o timing suspeito da atribuição das concessões nem são os contratos leoninos que atribuirão a estas empresas todos os lucros e deixarão os riscos entregues aos ecossistemas e às populações em terra e no mar.  Porque as reputações não são dúbias, sabe-se por todo o mundo o que são as empresas petrolíferas. Porque não é suspeito o timing, é garantido que era preciso continuar a entregar concessões de bens comuns (como são por maioria de razão, o ambiente e os ecossistemas) para tentar obter trocos para abater nos défices públicos. Porque os contratos leoninos são só a continuação da entrega da riqueza a empresas privadas, como acontece nas mais de 100 parcerias publico-privadas e concessões que Portugal tem e que explicam as suas auto-estradas e aeroportos vazios, os seus estádios de futebol abandonados, as suas mais de 300 barragens e as que ainda se querem construir “porque há um contrato”.87467116

Portugal não deve explorar gás ou petróleo porque Fevereiro de 2016 foi o Fevereiro mais quente desde que há registos de temperatura. Não deve explorar combustíveis fósseis porque 2015 foi o ano mais quente desde que há registos. E porque antes de 2015, 2014 fora o ano mais quente até então. E porque dos dez anos mais quentes de que há registo, nove foram desde 2000, e o décimo foi 1998. Porque é a combustão de combustíveis fósseis que provoca esse aquecimento. Porque para conseguirmos manter o aumento da temperatura global abaixo dos 2ºC, temos de manter 80% das reservas conhecidas de combustíveis fósseis debaixo do solo, e não procurar novas reservas. Porque Portugal tem um potencial solar enorme, de 2200 a 3000 horas de sol anuais, e tem uma produção solar insignificante. Portugal não deve explorar gás ou petróleo porque, além de isso não significar qualquer entrada de riqueza no país, já que os contratos são ridículos para o Estado e, além disso, as empresas são especialistas a fugir aos impostos (legal e ilegalmente), porque a indústria petrolífera cria muito poucos empregos e destruirá milhares de postos de trabalho já existentes no turismo, na pesca e na agricultura. Porque perante um planeta e uma economia global que cada vez mais desinvestem dos combustíveis fósseis, o país não pode continuar a facilitar a vida a patos bravos e a empresas com as mãos sujas de sangue e de petróleo, mesmo que alguém tenha tido um dia a infeliz ideia de assinar dez contratos estúpidos. É que, apesar dos convidados para jantar serem terríveis, a própria refeição nunca passou de veneno para nós.

Frack on This – João Camargo

[publicado no dia 2 de abril de 2016 no Sábado]

Em Fevereiro passado a SoCal Gas, empresa de exploração de gás natural nos Estados Unidos, conseguiu finalmente fechar uma fuga de metano que durante 4 meses expulsou uma quantidade de gases com efeito de estufa equivalente a queimar 2.65 mil milhões de gasolina ou acrescentar 4,5 milhões de carros por dia, durante mais de 110 dias. Este acidente, considerado mais grave do que o derrame de petróleo da BP no Golfo do México em 2010, levou à declaração do Estado de Emergência na Califórnia e à evacuação de 6400 famílias e encerramento da cidade de San Fernando Valley, Los Angeles. Depois de mais de dez tentativas sem sucesso feitas pela empresa para controlar a fuga, finalmente foi possível controlá-la e encher de cimento o furo com 2400 metros de profundidade.

Hydraulic Fracturing Gas Drilling

O boom do fracking (em português fractura hidráulica) nos Estados Unidos começou na década passada. Esta forma de extracção de petróleo e gás natural implica abrir furos na rocha através da injecção de um fluído a alta pressão. Este fluído, de composição variável conforme a geologia da rocha que é suposto partir, costuma ter entre os seus componentes ácido clorídrico, biocidas, espumas, gel líquido, estabilizadores de argila, zircónio, crómio, antimónio, formaldeído, ácido bórico, benzeno, tolueno, etanol, naftaleno, carbonato de potássio, hidróxido de sódio e areia. Existem mais de 600 produtos químicos utilizados no fracking, mas a composição exacta de cada mistura é segredo protegido por tratados comerciais. Um dos problemas mais graves apontados ao fracking tem exactamente que ver com estes químicos e como os mesmos contaminam os solos e as reservas de água subterrânea nos locais onde se explora o gás e o petróleo. Depois de aberto o “furo”, as areias mantêm-no aberto para poder sair o gás e o petróleo das jazidas geológicas, geralmente através de condutas. Além da contaminação dos solos e reservas de água, está demonstrado o aumento da actividade sísmica associado ao fracking. Nos Estados Unidos, entre 1973 e 2008, existiram em média 24 terramotos de magnitude de 3.0 ou superior. Em 2015 foram 1010, um aumento de mais de 4000 porcento.

Apesar das graves consequências negativas associadas ao fracking, a verdade é que isso não impediu a sua expansão gigantesca na última década: nos EUA, a produção nos poços de petróleo de fracking subiu de 100 mil barris por dia em 2000 para 4,3 milhões de barris por dia em 2015. Os 300 mil poços dos Estados Unidos, em conjunto com os aproximadamente 200 mil poços de gás natural, gás de xisto, xisto betuminoso e petróleo do Canadá, foram a base da “revolução” energética que atirou a América do Norte para o topo da produção e da exportação de combustíveis fósseis. Hoje, o petróleo obtido por fracking é responsável por mais de metade de toda a produção de petróleo dos Estados Unidos e tornou o país no terceiro produtor mundial de petróleo, atrás da Arábia Saudita e da Rússia.

No momento em que se assinou o Acordo de Paris, na COP-21, já vigorava forte a ideia anunciada por Obama: que os inconvenientes do fracking eram compensados pela redução das emissões de gases com efeito de estufa, pois o fracking de gás natural (e até mesmo de petróleo) era preferível à queima de carvão. E assim avançava-se num processo de substituição de centrais energéticas a carvão por centrais energéticas a gás natural, muito menos poluentes. E a verdade é que para a mesma produção de energia, o gás natural emite metade das emissões de CO2 que o carvão. Obama anunciava, triunfal, a estabilização e redução das emissões de gases com efeito de estufa nos Estados Unidos, aumentando ainda mais a pressão sobre a China (que começou um importante processo de reconversão energética das centrais de carvão, em energia solar e eólica).

Robert Howarth e Anthony Ingraffea, cientistas de Cornell, nos Estados Unidos, já tinham explorado a problemática das fugas de gás nos poços de gás e petróleo em fracking, identificando que um nível de fugas de apenas 3% anularia qualquer efeito positivo que o gás natural tivesse de vantagem em relação ao carvão. No início de Março um conjunto de cientistas de Harvard confirmou tratar-se de algo bastante grave: as emissões de metano nos Estados Unidos aumentaram 30% desde 2002. Isto significa que não só o país não reduziu as suas emissões de gases com efeito de estufa, como aumentou-as. Ao focar a atenção no dióxido de carbono, omitiram-se as emissões de metano, ignorando as fugas massivas de metano resultantes do fracking. Se a queima do metano (principal componente do gás natural) emite menos dióxido de carbono do que o carvão ou o petróleo, já a sua libertação directa para a atmosfera tem um efeito de estufa 25 a 36 vezes superior ao dióxido de carbono, reforçando o aquecimento global imediatamente. Foram identificadas fugas de até 9% de metano no fracking americano, o que significa que se fecharam centrais de carvão mas abriram-se ligações directas de gases com efeito de estufa entre o subsolo e a atmosfera.web_830x437_media-fracksiteco-ss

Temos portanto a conclusão de que o fracking, além de poluir irremediavelmente solos e aquíferos e aumentar o número de terramotos, está a originar uma explosão descontrolada de emissões de carbono, sendo uma ameaça real, concreta e imediata ao sistema climático.

Embora tenhamos por longínqua uma situação destas, a verdade é que foram concessionadas 4 áreas do nosso país à possibilidade de exploração de gás e petróleo por fracking: na Batalha e em Pombal à Australis Oil&Gas Portugal Lda. e em Aljezur e Tavira às Portfuel de Sousa Cintra. Os contratos de concessão foram assinados nas duas últimas semanas do anterior governo (respectivamente a 30 de Setembro e a 25 de Setembro de 2015) e encontraram desde então uma enorme objecção social, das autarquias e das empresas locais. A Entidade Nacional para o Mercado de Combustíveis (ENMC) tenta no seu site acalmar os ânimos dizendo que não se prevê “fractura hidráulica” em nenhum processo. O problema é que revela imediatamente a seguir que já há um grupo de trabalho para preparar as práticas de pesquisa/produção de gás de xisto. Não é assim tão fácil esconder uma enormidade destas e por mais trapalhadas que a ENMC tente atirar para cima deste assunto, é prioritário parar de extrair combustíveis fósseis do solo por todo o Mundo, em terra, no mar, convencional ou fracking, porque todas contribuem para o mesmo fim: acabar com a civilização como a conhecemos.

Climáximo na Frackanpada

Dois activistas do Climáximo participaram no acampamento internacional antifracking Frackanpada no País Basco.

Participaram em diversas palestras e reuniões, falaram com activistas de todo o mundo e deram o seu melhor para aprender com as suas experiências.

Depois, no dia 23 de julho, organizámos um jantar popular no GAIA para partilhar essas experiências.

Aqui podes encontrar alguns dos vídeos do acampamento e algumas fotografias.

11750612_1658560864379231_1555074622772246905_n 11743014_1658654711036513_1302084216417857605_n 11709659_1658489244386393_6611892004924701249_n

11705280_1658560744379243_6286713572599021386_n

 11705148_1658654684369849_7582190487034071954_n

 11692734_1658654747703176_2927431152237278421_n

 11240093_1658654767703174_4643027146062320195_n

 11225720_1658560524379265_8408090420932797976_n

 11219713_1658559187712732_8224928911085961487_n

 10438588_1619979481570703_6648795585003816792_n

 

 

JANTAR e CONVERSA: Frackanpei e Quero Contar: Vem Jantar!

A Frackanpada é um acampamento de protesto internacional contra a fratura hidráulica (“fracking”) de 13 e 19 de Julho no País Basco.

Queres ir? Podes ver a informação aqui:
http://frackanpada.frackingez.org/

Mas senão conseguires ir, não faz mal. 🙂 Enviámos uma dupla de emissári@s para espiar o evento e conhecer @s agentes do ativismo climático à escala global.

El@s voltaram e agora vão revelar-nos tudo ao jantar. Vem ouvir os seus segredos num banquete vegetariano à boa moda do GAIA!

frackanpada

O evento no Facebook, aqui.

O aquecimento terrestre – João Vinagre

O efeito estufa acontece naturalmente, sem ele não seria possível estarmos vivos, porque sem ele a temperatura média na terra rondaria os -10 graus em vez dos 14 graus (entre os -60 graus e os +40 graus) registados no sec XX. Acontece devido aos gases efeito de estufa que impedem que o calor escape para o espaço. O efeito de estufa dá-se na atmosfera. A atmosfera é uma camada que envolve a Terra composta de gazes, principalmente Nitrogênio (N2) e o Oxigénio (O2) que compõem 99% da atmosfera. No restante 1% estão presentes vários outros gases, como o Oxido Nitroso (N2O), Perfluorcarbonetos (PFC’s) e vapor de água mas vamo-nos concentrar em outros dois gases que fazem parte da atmosfera, o Dióxido de carbono (CO2) e o Metano, os grandes responsáveis pela destabilização da camada de Ozono, criando o aquecimento global, porque são dois dos principais gases que se estão a acumular na camada de ozono, juntamente com o Oxido Nitroso (N2O). O aumento desses gases estão a fazer a temperatura da Terra subir, e segundo estudos, se nada se fizer para mudar o nosso modo de vida, a temperatura na terra pode aumentar 6ºC até ao fim do século. Se não se parar o aquecimento global a vida como a conhecemos nunca mais será a mesma. O calor aumentará as mortes por dificuldades respiratórias, doenças cutâneas e sede, tufões, maremotos, consumo de alimentos transgénicos, vai também acelerar o derretimento dos glaciares o que vai fazer subir o nível da água, criando o caos nos litorais de todos os continentes, e o total desaparecimento de ilhas. Não menos importante é necessário mais uma adaptação tecnológica para ser possível sobreviver em cidades, que vai necessitar de mais matéria-prima, mais gases, mais desigualdade. Basta olhar á privatização das águas através do globo, para as guerras em vários locais do mundo por rios, pedaços do mar, lençóis de água e por “água potável”. Basta olhar aos mares de plástico no Oceano. Basta olhar para o Qatar, e depois para países como a Nigéria ou mais abaixo, basta olhar para Portugal, para as nossas aldeias e depois para países como a China. Existem duas direções, com vários caminhos, uma é ir atrás da mentalidade capitalista dos EUA, a outra é completamente o Oposto, sem atalhos ou passar por uma portagem na direção do comércio livre.

Para mudarmos a tendência de subida da temperatura na Terra, é necessário mudar o nosso estilo de vida e deixar as reservas de gás, petróleo e carvão no sobsolo, e também outras fontes de energia como a Nuclear e a nanotecnologia. É preciso recusar o progresso, e o aparecimento e pagamento das crises financeiras com recursos naturais, e muito importante, recusar a utilização de tecnologia para manipular o mundo natural.Cuidado do planeta

Os hidrocarbonetos nas suas várias formas são considerados os culpados pela maior causa de gases efeito de estufa. A culpa está concentrada no Dióxido de Carbono, conhecido como CO2. As corporações para saberem que quantidade de combustíveis fósseis podem queimar, para se diminuir os gases efeito de estufa, tentam adivinhar a sensibilidade do clima ao aumento de CO2. A concentração de gases efeito de estufa na atmosfera atingiu 394 partes por milhões, muito acima dos 280 ppm antes da Revolução Industrial. Alguns cientistas dizem que 350ppm seria um valor mais seguro, os governos internacionais decidiram-se pelos 450ppm, o que levará á subida da temperatura da Terra em 2ºC, nas próximas décadas. Mas na verdade ao ritmo que vamos, este limite vai ser ultrapassado. Físicos da universidade de Oxford lançaram a estimativa que o mundo podia aguentar 1 trilião de toneladas métricas de carbono na atmosfera até 2050 para se manter a subida de temperatura abaixo dos 2ºC. Até aos dias de hoje, a criação de animais, a queima de combustíveis, o desmatamento e o derretimento dos glaciares já colocaram quase 570 biliões de toneladas métricas de carbono na atmosfera. Mais, se fossem queimados todos os combustíveis fósseis disponíveis hoje, o aquecimento global subiria mais de 10ºC, seja a que ritmo for.

concentracao-de-gases-na-atmosfera-5Novas tecnologias permitem às petrolíferas continuar os seus trabalhos, extraindo fontes não convencionais de combustível, como as Tar Sands (areias betuminosas), Fracking (Gás de Xisto), Deep Offshore, Tight Oil, Mud Vulcaneos (Vulções de Lama), etc…

As Tar Sands (areias betuminosas) do Canada e Venezuela, são da família das que foram encontradas em Portugal no virar da década 20 para a década 30 e que puseram Portugal no mapa das petrolíferas, são uma das novas apostas da indústria petrolífera, e o maior projecto empresarial do mundo. Se queimássemos só o petróleo do projecto das Tar Sands de Alberta, Canada a temperatura subiria 0.4 ºC, seriam mais 240 biliões de toneladas métricas de CO2 na atmosfera. A indústria Tar Sands emite mais gases efeito de estufa que o Quénia e a Nova Zelândia juntos, e é uma indústria em expansão. No final produzir e processar o petróleo das Tar Sands resulta numa percentagem de mais 14% de gases efeito de estufa do que o petróleo “convencional”, sem contar transporte, e utilização do cliente. Só o projecto da Shell no Canada, Shell’s Jackpine mine; que está em apreciação, se aprovado será responsável por 1,18 milhões de toneladas métricas de CO2 por ano. Este projecto como outros dependem da aprovação para a construção do gasoduto Keystone XL, que dará a possibilidade de adicionar mais 830,000 mil barris por dia de petróleo, aos já transportados dos projectos Tar Sands canadianas. Neste Momento a indústria tenta oferecer petróleo sem fim por comboios, camiões, oleodutos e quer construir portos para grandes petroleiros, o que aumenta ainda mais a sua pegada ecológica. Estão apresentados projectos para construir uma linha férrea para transportar 5 milhões de barris por ano de Fort McMurray até ao terminal petrolífero do Alasca. Para minimizar o seu impacto a indústria recorre a troques burocráticos como manter o Pet coke, um tipo de carvão, que advém do tratamento do crude para produzir petróleo, gasolina e jet fuel, fora do controlo de contagem das emissões das Tar sands ao ser considerado um sub produto. O Pet coke é queimado em estações de transformação. No Canadá são produzidos 10 milhões de toneladas métricas de CO2 por ano, as refinarias dos EUA produzem mais de 61 milhões Tm por ano. É o combustível mais sujo que existe, produzindo pelo menos mais 30% de CO2 por tonelada, uma quantidade equivalente á pior qualidade de cravão. Para pintar as suas acções de verde, as corporações apresentaram as suas soluções para a emissão de CO2 para a atmosfera, uma é a tecnologia CCS (carbon-capture-and-storage). O projecto da Shell, conhecido como Quest, previsto estar acabado para 2015, irá capturar 1 milhão de Tm de CO2 por ano, pouco mais que 1/3 de emisSyncrude Oil Operations in Alberta Tar Sandssões totais da operação da Shell no local. Os produtores em Alberta pagam $15 por tonelada métrica de CO2, por qualquer emissão acima do objectivo para reduzir em 12% o total de emissões de gases efeito de estufa emitido pelo total de barris produzidos. O fundo colectado pelas “multas” de quem ultrapassa os limites é para ser investido em tecnologias limpas, mas mais de 75% dos projectos estão focados em reduzir as emissões das Oil sands, dos petróleos não convencionais e outros combustíveis fosseis, o que diz muito das intenções. Para que mais empresas utilizem esta técnica o preço do carbono teria de ser $100 dólares. O preço do carbono é uma jogada politica, incentivada pelas corporações. Segundo o ex Ministro da Energia de Alberta, Canada, Ron Liepert “Dá-nos alguma munição quando as pessoas nos atacam pela nossa pegada ecológica”.

Fracking (Gás de Xisto) e CO2

O CO2 foi apresentado pela indústria do Fracking como possível substituto da água nas operações de extração de gás natural não convencional. Neste momento não parece estar para acontecer devido a problemas técnicos e infraestruturas limitadas, pelo menos é esta a opinião da General Electric Co, que espera gastar 10 bilhões de dólares num estudo que iniciou sobre o assunto. Isto também significa que as empresas continuarão a gastar cerca de 2 milhões de gallons (1 gallon= 3,7 litros) de água por cada poço fracturado (mais ou menos a média de água gasta por 40.000 pessoas). O estudo da GE com o CO2, pretende cria uma mistura (Super-critical fluid), que nem é líquida nem sólida para a fractura hidarulica necessária para a extração de gás natural, técnica conhecida como Fracking. A Statoil ASA, petrolífera Norueguesa também coopera no estudo. A ideia não é nova, a utilização de CO2 para Fracking foi utilizada em 1990, pela empresa Canadian Fracmaster, antes de falir. O interesse da indústria petrolífera por esta tecnologia não é por acaso, fora a pressão para se diminuir a emissão de CO2, segundo estudos fracturar com CO2 melhora a produção dos poços. Fracturar gás de xisto com CO2, transforma a goma semi liquida em gás, e no fundo é isso que a GE e a Statoil procuram uma forma do CO2 que não fuja para atmosfera quando sobe de volta com o gás e deixar de utilizar a técnica conhecida como Flaring (Queima de Gás). A GE também está trabalhar com o U.S. Departement of Energy para perceber como os geradores e energia a carvão podem melhor capturar as emissões de CO2 e utiliza-lo para Fracking e outras utilizações. O estudo da GE e da Statoil utiliza CO2 de fornecedores indústrias como Linde e Air Liquide. Ao ir para frente esta nova tecnologia entrará no negócio da Captura e Armazenamento de Carbono (CCS).

20110126-natural-gas-flaringUma acção necessária nos poços de extração de energias fósseis é a queima de gazes para controlar a pressão, está técnica é conhecida como Flaring (Como aconteceu em Aljubarrota quando dos testes da Mohave Oil). Esta técnica contribui significativamente para as emissões de CO2, cerca de 1% das emissões mundiais (com o aumento do Deep Offshore e do Fracking este valor vai ser considerado irrisório). Mesmo quando não se utiliza o flaring, existe sempre uma pequena quantidade de gás a ser queimado continuamente (Chama Piloto), para que o sistema controle a pressão dos poços. Esta técnica foi iniciada nos anos 60 pela Shell na Nigéria, com os impactos que já se conhece, pode-se dizer que em 2004, segundo o Banco Mundial a Nigéria queimava 75% do gás que produzia. Uma das alternativas para as empresas, não é parar, é sim re-injectar o CO2 no Chão. Em Portugal já se realizam estudos para locais de armazenamento de CO2 no sobsolo, por parte de um consórcio entre a Faculdade de Ciências e Tecnologia/Universidade Nova de Lisboa, Universidade de Évora, Laboratório Nacional de Energia e Geologia, REN e Bellona Institute, a implementação da captura e armazenamento de CO2 em Portugal não está prevista para antes de 2030. No entanto já se sabem de alguns locais escolhidos; Bacia do Porto (offshore), Bacia Lusitaniana (offshore e onshore) e Bacia do Algarve (offshore) são os locais na linha da frente, Sendo um dos mais elçegiveis a localidade Serra do Bouro, perto de Caldas da Rainha, muitos mais aparecerão. Em 2009 a Tejo Energia apresentou o projecto KTEJO, que pretende criar condições para a instalação da técnica CCS (captura e Armazenamento de CO2) na Central Termoelétrica do Pego. Outra “tecnologia” para capturar carbono é a criação de algas que reduzem o CO2 e o NO2, que o governo português contempla no seu plano HyperClister do mar, para melhorar a economia portuguesa. O CO2 como outros ex-excedentes das indústrias, de lixo tóxico, ou de algo que tinham de pagar para se verem livres, agora passa a um negócio de lucro, não se muda o comportamento, continua-se na Utopia da solução capitalista. No zona oeste, Extremadura, foi criada a oeste Sustentável, agência com projecto de captura e comércio de carbono, a sua área é 90% a mesma que a apontada para as explorações petrolíferas on shore em Portugal na bacia Lusitânica.

Metano

Até aqui concentrámo-nos no CO2 agora vamos falar do Fracking (gás de xisto) e do gás Metano (CH4). Robert Howard, ecologista e biologista evolucionário e Anthony Ingraffea, engenheiro civil e ambientalista divulgaram que os poços de fracking perdem 40% a 60% mais metano que os poços convencionais. O Metano cria mais calor na atmosfera do que o CO2. O Metano do metano é mais rápido porque fica na atmosfera cerca de 12 anos, enquanto o CO2 fica de 30 a 95 anos. Sabendo-se o que se sabe hoje, tudo indica que o metano contribuirá para 44% dos gases efeito de estufa produzido nos EUA, muito devido á criação de gado e ao Fracking (gás de xisto) com 17%. O maior problema hoje tem sido as fugas nos gasodutos e o flaring.gasflare Num estudo assinala-se que milhares de poços de gás para Fracking estarão a operar por todo o mundo, e mais milhares estão projectados, o que tornará o Metano o novo alvo do problema das alterações climáticas. Os vulcões de Lama (Mud Vulcanos) como os filmados na Bacia de Cádis durante uma missão científica, e como aqueles encontrados em águas portuguesas também na Bacia de Cádis e na Bacia do Algarve a libertar Metano leva as corporações a acreditar ser uma boa fonte de gás e petróleo. No plano energético português são chamados de Hidratos de Metano, um recurso energético. Esta forma de fonte de energia ao espalhar-se pelo mundo, vai aumentar o Metano libertado para a atmosfera. O hidrato de metano são conhecidos como gelo-de-fogo, é um cristal com metano natural preso lá dentro, são encontrados nas margens das placas continentais, onde o mar se aprofunda. Os Continentes estão cercados, e muitos olham para elas como a salvação para a sua independência energética. Segundo Chris Rochelle da British Geological Survey existe mais energia nos hidratos de Metano do que no petróleo mundial, carvão e gás juntos. Ao se baixar a pressão ou aumentar a temperatura, o hidrato derrete ficando água e metano – muito metano. Um metro cubico de composto liberta cerca de 160 metros cúbicos de gás. O metano que escapa pode ser 30 vezes pior do que o CO2. Países como os EUA (com 5 projectos a correr), o Canada, e o Japão já gastaram milhões de dólares em pesquiza e em projectos teste, enquanto a Coreia, India e China olham por cima do ombro dos primeiros países. Queimar Metano liberta também CO2.

Agricultura e efeito de estufa

A Agricultura depende bastante dos factores climáticos. Mas ao mesmo tempo, é a principal responsável pela emissão de gases efeito de estufa. Pensa-se que o sector agrícola faz aumentar os gases efeito de estufa em 20% por ano, considerando-se só o Metano o CO2 e o Óxido Nitroso. O desmatamento para monocultura de alimentos é um dos líderes dos problemas. Estima-se que foram libertadas 1,6 biliões de toneladas de carbono para atmosfera devido ao desmatamento por derrube ou fogo na dec de 90, para outro uso da terra. A “transpiração” de uma floresta é bem maior que qualquer cultivo ou pastagem, com essa mudança no uso do solo, a quantidade de água a evaporar para atmosfera diminui, alterando o ciclo hidrológico (Ciclo da Água).

Na Amazónia, por exemplo estudos preveem que a temperatura poderá subir de 5 a 8ºC até 2100 e a redução de chuva pode chegar a 20%.” Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia

O aquecimento global não vai só fazer subir o nível dos Oceanos, também vai fazer subir a sua temperatura. Em 2009 a temperatura dos Oceanos atingiu um novo valor máximo, 17 graus Celsius. Esta subida de temperatura tornam mais fortes os tufões. Com subidas de 1 ou 23 graus Celcius, começam a desparecer Corais, como acontece na Grande Barreira de Coral (Ao Largo de Papua Ocidental e Papua Nova Guiné), contêm 400 tipos de corais, 1,500 espécies de peixes e 4.000 de moluscos. É considerada Património da Humanidade pelas Nações Unidas, mas está na lista do Património Mundial em Perigo. Outro problema vai ser a alteração das correntes oceânicas. As correntes são levadas pela temperatura e salinidade das águas, e são estas que transmitem o clima aos continentes. Para designar estas correntes, deu-se-lhes o nome de Cinturão (circulação de marés oceânicas). A diluição da salinidade do oceano através do degelo e aumento das chuvas pode desequilibrar o rumo do Cinturão. O derreter do Ártico e do lençol de Gelo da Gronelândia pode arrefecer a água dramaticamente o que provoca grandes impactos na vida de mamíferos marítimos, que também sofrem com o aquecimento dos Oceanos ao verem o gelo a derreter levando consigo um habitat que permite o aparecimento de alimento para o Krill que por sua vez alimenta grandes baleias. A subida de temperatura das águas também afecta os mamíferos marítimos, que ficam desorientados e encalham nas praias. A população de pinguins diminuiu cerca de 30% na Antártida, devido á deterioração do seu habitat. Todos os animais marítimos e terrestres vão ficar mais doentes devido á subida de temperatura dos Oceanos.polar now

Agora juntamos a maquinaria necessária á agricultura moderna (Aviões, supermáquinas, Cargueiros, Camiões, fábricas de transformação alimentar, embalagens e postos de venda) e a soma de poluição, deixa os nossos banhos de 10 minutos, um clichê. Completamente dependente do petróleo, sufoca-se a si própria e arrasta o resto do mundo consigo. O transporte e tratamento de alimentos da produção ao consumidor é alarmante, com o negócio assente em exportação/importação mantêm países reféns de ajudas, e outros com armazéns cheios, mostrando “solidariedade”. Segundo as Nações Unidas: “O sector do transporte deverá gerar um nível tão elevado de emissões de gases com efeito de estufa no futuro que tem de desempenhar um papel fundamental na formulação do acordo mundial sobre alterações climáticas.”

Quando era pequenininho aprendi que a febre combate-se de duas maneiras…Supositório e paninhos de água!… Ou combater a causa com o que se puder ou souber…

A Febre do Metano – João Vinagre

Quando se fala em aquecimento global, o que nos vêm á cabeça muito devido á informação que vamos recebendo, é o Dióxido de Carbono (CO2). Mas na verdade outro gás é igualmente responsável, se não até mais, pelo buraco na camada de ozono, esse gás é o Metano.

O Biologista evolucionário Robert Howard e o engenheiro civil e ambientalista Anthony Ingraffea divulgaram num estudo apresentado no jornal Climatic Change que os poços de Fracking (fractura Hidráulica) perdem 40% a 60% mais de Metano que os poços convencionais de gás natural, que é maioritariamente libertado quando são retirados os fluidos utilizados na operação de perfuração do poço e armazenados em grandes lagos ou tanques. O Metano, molécula por molécula cria cerca de 20 vezes mais aquecimento atmosférico que o CO2, a diferença é que o CO2 pode durar mais 15 a 70 anos que o Metano na atmosfera antes de desaparecer naturalmente. Num estudo científico tirou-se a conclusão que o Metano em 2050 contribuirá para quase 50% dos gases efeito de estufa, pouco mais de 20% serão de operações de gás natural. 20110126-natural-gas-flaringNeste momento a principal fuga de metano pela indústria petrolífera vêm dos gasodutos (fugas, derrames, dispositivos de controlo de pressão). Outro estudo publicado no jornal The Guardian, diz que o Metano dentro de 100 anos será 34 vezes mais potente que o CO2 para a subida do aquecimento global, e que num período inicial de 20 anos essa diferença será de 86 vezes. Noutro estudo da Academia Nacional de Ciências dos EUA, até as explorações de gás pelos métodos “tradicionais” resulta na libertação de metano mais elevada do que até recentemente era considerado “seguro”. Outra equipa de investigadores da Universidade de Duke chegou á conclusão que a concentração de Metano na água de consumo humano em locais dos EUA onde se pratica o fracking era 6 vezes maior do que o normal e que o Metano chegava a ser 23 vezes superior nos poços de água situados a um quilómetro da prospeção.

A Fractura Hidráulica (Fracking) é uma das soluções da industria petrolífera para extrair gás de xisto (shale gas) e Petróleo de rocha (Tight Oil/Shale Oil) em Portugal. Adicionando os vulcões de lama/hidratos de gás (Mud Vulcanos) encontrados ao largo da costa do Algarve e explorados para possível produção podemos ver a pegada ecológica de Portugal e mundial a aumentar drasticamente. Os vulcões de lama são tipicamente formados por água quente, misturada com vários minerais de depósitos subterrâneos, que são expelidos através da pressão criada pela terra. Cerca de 85% dos gases libertados é Metano, que está preso dentro de gelo. Com a intenção de explorar comercialmente estes vulcões de lama como fonte de energia “não convencional” (mais cara para extrair) as corporações farão a febre do planeta subir a novos limites com consequências assustadoras para o planeta e consequentemente para a sociedade humana.Gas Drilling Western Politics

Em Portugal este tipo de gás não convencional, o gás de xisto está provado existir na Bacia Lusitânica, em on-shore (terra). A Formação da Brenha, dentro da bacia lusitânica é a mais apetecível para a indústria, encontra-se principalmente na área do Bombarral, Cadaval e Alenquer, e na formação da Serra dos Candeeiros, Torres Vedras também é local de estudos. Também está identificadas Rochas produtoras de gás ou petroleo na Bacia do Algarve, e na Serra da Ossa e na área de Estremoz. Os gazes não convencionais mais procurados são o gás de xisto e o tight gas. Dos anos 30 aos anos 60 foram também realizados pequenos estudos na região de Lisboa. Em 2006 em Alcobaça foram encontrados fortes indícios de gás e em Torres Vedras foi recuperado petróleo. A formação de Coimbra é outra considerada rocha mãe (Shale gas). Ficando assim a parte norte como representante de Portugal de rochas geradoras de gás. No offshore (no mar), as concessões deep offshore no pré sal libertará novas gigantes quantidades de CO2. Todo nestas novas operações de extração de energias fósseis não convencionais para o séc XXI terá um impacto que tornará a terra febril, e os seus habitantes doentes. Se continuarmos assim, estamos a cometer eutanásia/suicídio colectivo.

A bacia Lusitânica ocupa cerca de 20.000 km2 da margem ocidental de Portugal, alongando-se por 200 km NW-SE e por mais de 100 km em perpendicular. 2/3 encontram-se na área continental em terra, o restante emersa (no fundo) no oceano. Da área do Alto Alentejo, pouco se sabe. Na bacia do Algarve os trabalhos estão activos, como também no Barreiro e toda a península de Setúbal.frack image

Quase todas as reservas petrolíferas portuguesas são Reservatórios Pré sal, provavelmente de gás, em offshore (no mar), os conhecidos até agora na bacia lusitânica para no futuro serem explorados economicamente e serem rentáveis, o petróleo ou gás destes reservatórios é extraído perfurando-se um poço com brocas com diamante, resfriadas com um fluido (que é acompanhado com vários químicos). No final recorre-se á técnica de perfuração horizontal, depois provoca-se uma explosão e injeta-se gases ou líquidos para provocar fracturas, chamado processo de fracking.

Também o Flaring, como o avistado em Aljubarrota, quando dos testes de viabilidade económica é uma tecnologia utilizada nos complexos industriais petrolíferos, poços de extração e complexos de processos (transformações) químicos/as. É utilizada para queimar gás inflamável libertado durante as operações de perfuração e extração. Muitas vezes é injectado vapor para diminuir o fumo preto. Para o sistema estar seguro e manter uma pressão equilibrada existe sempre uma chama piloto a queimar constantemente. Esta técnica liberta Metano para a atmosfera. Na Nigéria a queima de gases através desta técnica equivale a cerca de 25% do consumo total de gás de toda a Grã-Bretanha, e equivalente a 40% do consumo de todo o continente Africano. Esta situação vai piorar com o aumento das explorações pré sal no Atlântico, na Europa e no mundo. Na Europa 99% do gás das explorações é capturado e injectado no chão. Todo isto pode mudar para pior, e vai mudar se nada for feito para resistir a este novo produto da indústria de extração, da indústria das energias, da indústria dos transportes, das embalagens, da indústria de consumo.

No site da SGS Portugal S.A. as jazidas de metano (coal bad’s metane). O gás metano nas jazidas é considerado uma fonte potencial de rendimentos adicionais para a indústria de mineração, se recuperado de forma econômica. Pretende realizar estudos para mapear e quantificar os recursos de gás associados ao cravão e promover a produção de metano de jazidas de carvão (CBM) e de metano de mina de carvão (CMM).

Para o séc XXI, os problemas da extração de energias fósseis vai chegar ao quintal dos europeus, pode muito bem ser no teu quintal… A perceção dos europeus sobre gás e petróleo vai mudar… falta saber mudar para que lado. Para o lado da resignação, submissão e aceitação? Ou da liberdade, igualdade, direitos e amor?… A informação está ai, a verdade é visível, o impacto da indústria está a ser sentido por todos nós há muito, vamos deixar piorar, sem tentar resistir?

Com produção e o consumo de energia sucede algo análogo ao caso da tecnologia industrial: nas condições actuais é impossível que a sociedade se aproprie da energia sem fazer um exame das suas necessidades.” Los amigos de Ludd; Las Ilusions Renovables.

Hydro-Fracking-Field