2º Encontro Nacional pela Justiça Climáticas – Convidad@s

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O 2º Encontro Nacional pela Justiça Climática conta com a presença de vários ativistas internacionais.

Hector de Pradohector

Gás natural: energia de transição? / Why gas stinks and is not the answer to an energy transition (10h30)

Hector é o responsável da campanha Clima e Energia nos Amigos da Terra Espanha e é especialista em mega-projetos e políticas europeias sobre gás natural. Ele participou nas ações de desobediência civil, como Ende Gelände, e está envolvido em vários lutas de base pela justiça climática.

Juan Ignacio Garnachoimg_20161223_130203

Desobediência Civil pela Justiça Climática: experiências internacionais (16h30)

Margarida Silvamargarida

Tratados de Comércio Livre e o Clima (15h00)

A Margarida é investigadora e ativista na Corporate Europe Observatory, uma organização não governamental que expõe e desafia o poder excessivo das empresas sob a política europeia.

Em particular, a Margarida faz pesquisa e campanhas sobre conflitos de interesse, portas-giratórias e o poder dos lobbies empresariais sob política europeia, incluindo política climática e os acordos de comércio.

Mari Vermari1

Gás natural: energia de transição? (10h30)
Desobediência Civil pela Justiça Climática: experiências internacionais (16h30)

Marijke é ativista do Stop Midcat, um coletivo catalã que luta contra o mega-gasoduto Midcat que ligará a Argélia à França, atravessando a Península Ibérica.

Ela participou no Ende Gelände, ação de desobediência civil contra a mina de carvão na Alemanhã, e no TTIP Game Over! durante as negociações do tratado transatlântico em Bruxelas.

Sarah Reader

Desobediência Civil pela Justiça Climática: experiências internacionais (16h30)sarah-austerity

A Sarah faz formações em desobediência civil e convergências de movimentos. No Reino Unido, ela participou no movimento para substituir o sistema de fabrico de armas pela produção de energia renovável. Na última década trabalhou no grupo de campanhas Global Justice Now, dedicando-se à campanha pela justiça climática e era ativista com o Climate Camp, que organizava manifestações contra a infraestrutura de combustíveis fósseis.

Agora, a Sarah trabalha no Corporate Europe Observatory, onde organiza eventos e prepara a estratégia de mobilização sobre a Europa e a captura do processo político pelas multinacionais.

 

 

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2º Encontro Nacional pela Justiça Climática

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No momento em que sob as costas litorais de Portugal pende uma ameaça concreta de prospecção de petróleo, no momento em que Donald Trump tenta apagar as alterações climáticas da agenda internacional para relançar as petrolíferas em conjunto com Putin, reunimo-nos para discutir e preparar o combate às alterações climáticas e pela justiça social – combate à prospecção e exploração de combustíveis fósseis em Portugal; projectos de gás natural no país; empregos climáticos e transição energética; experiências internacionais de vários activistas desse mundo fora, juntos em Lisboa para reafirmar a justiça climática como objectivo essencial do nosso tempo. Esperamos por ti!

Relato do dia

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Programa detalhado, com as descrições das sessões

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Declaração de Marraquexe dos Movimentos Sociais

Nós, movimentos sociais marroquinos, magrebinos, africanos e internacionais, juntos em Marraquexe durante a COP-22, reafirmamos a nossa determinação para construir e defender a justiça climática, e para agir agora para conseguir manter o aquecimento global abaixo do limite dos 1,5ºC – em linha com os compromissos feitos pelos chefes de Estado em Paris.

O Mundo Não Pode Esperar

Por todo o lado, as desigualdades estão a aumentar, os direitos estão a regredir e os conflitos e guerras a multiplicar-se. Os nossos povos são oprimidos e a biodiversidade extingue-se. As consequências das alterações climáticas são particularmente graves em África e nos países do Sul Global.

As temperaturas recorde, batidas em todo o ano de 2016, e uma sucessão de ciclones, furacões, incêndios florestais e secas recordam-nos que as alterações climáticas são uma realidade que já afecta centenas de milhões de pessoas, em particular migrantes forçados a abandonar as suas terras em direcção ao mar, em risco de vida. Sabemos que a diferença entre 1,5ºC e 2ºC não é matemática, mas uma questão de vida ou morte.

As organizações e movimentos da sociedade civil acreditam que as negociações climáticas internacionais não conseguiram criar as políticas necessárias e estão determinadas em continuar a construção de um movimento pela justiça climática como prioridade máximo. Denunciamos a presença das grandes multinacionais poluidoras e criminosas na COP. A Cimeira também não devia ser transformada num gigantesca lavagem verde de imagem de governos que não respeitam direitos e liberdades.

Zero fósseis, 100% renováveis: o nosso futuro, a nossa luta

Conter o aquecimento global abaixo dos 1,5ºC implica deixar os combustíveis fósseis no subsolo e travar o desenvolvimento de hidrocarbonetos não convencionais. Portanto, apelamos a todos os líderes mundiais que cancelem o desenvolvimento de novos projectos fósseis e se empenhem numa transição justa para um futuro 100% renovável e democrático. A indústria dos combustíveis fósseis está a lutar para sobreviver, e sabemos que contra isso temos de nos mobilizar em todo o lado para bloquear os projectos ambientalmente destrutivos.

Também temos de lutar para não sermos privados de alternativas: estamos a trabalhar para uma transformação social, ecológica, feminista e democrática para construir os empregos de amanhã. Exigimos que os cidadãos controlem os fundos “verdes”, com 50% do financimento a dirigir-se para projectos e estratégias baseadas em e geridas pelas comunidades e ecossistemas.

Este é o único caminho que nos permitirá abandonarmos o modelo extractivista e produtivista que é controlado pelo Mercado, evitando cair na armadilha da “economia verde” que está repleta de falsas soluções. O nosso futuro não depende da mão invisível mas do poder dos povos do mundo.

Contra o Donald Trump e o seu mundo reaccionário

Há quem use a crise social para justificar políticas reaccionárias que são conservadoras, racistas e sexistas, que apenas agravam as injustiças climáticas. Donald Trump é o mais recente exemplo desta forma de populismo nacional e autoritário, que é uma ameaça para mulheres, para as várias etnias, migrantes, muçulmanos e os mais pobres de entre nós.

Um Clima de Convergência

Exigimos a libertação imediata de todos os prisioneiros ambientalistas e a protecção dos defensores do ambiente em todo o Mundo.

Comprometemo-nos a trabalhar em conjunto para:

  • Estabelecer processos politicos colectivos e colaborativos ao nível local e territorial para garantir participação cidadã efectiva, fazer com que as vozes da sociedade civil sejam ouvidos e para que haja legislações nacionais nos vectores da emancipação e justiça social, permitindo que os povos se re-apropriem dos bens colectivos (terra, água, ar e sementes), defendendo a segurança alimentar.
  • Conceber e estabelecer um espaço cidadão regional, prestando atenção particular às realidade africanas, mediterrâneas e das ilhas-estado que reflectem a urgência da nossa luta comum pela justiça climática.

    As nossas populações estão a sofrer, mas as nossas lutas no terreno estão a ganhar força através de um aumento de consciência colectiva da necessidade de unidade, do respeito pela diversidade e modos complementares de acção, que se encontram todos em crescendo.

Estamos convencidos de que as mudanças necessárias são profundas. Recusamo-nos a deixar que os nossos estados se subjuguem às opções do livre comércio e que deixem as empresas adquirir ferramentas legislativas que lhes permitem agir com impunidade, e recusamo-nos a aceitar que as leis do mercado livre se possam sobrepor ao acesso a direitos para todas as mulheres e homens. Defendemos os direitos de todos os camponeses e pequenos pescadores, e de todas e todos aqueles que estão nas linhas da frente da construção de um mundo verdadeiramente justo e durável.

Não esperaremos pelas instâncias da negociação internacional para nos encontrarmos e fortalecermos a nossa convergência. O trabalho que tem sido feito continuará no terreno, ao nível local e através de movimentos de base que lutam localmente por outro sistema e por outro mundo.

Em particular, queremos afirmar a nossa solidariedade com aqueles que estão nas linhas da frente contra o extractivismo: em Imider, em Gabes, em Aïn Salah, em Standing Rock, em Notre Dame des Landes, e em tantos outros sítios. Afirmamo-nos solidários com o povo palestiniano na sua luta pela liberdade e pelo seu direito à terra e acesso aos seus recursos.

Hoje, reafirmamos com convicção que outro mundo é possível!

17 de Novembro de 2016

Empregos para o Clima: Campanhas noutros países

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A campanha “Empregos para o Clima” foi lançada durante as manifestações do 1º de maio. O próximo passo é mobilizar o máximo número de pessoas e organizações para esta campanha. Para o fazer, decidimos aprender com as experiências da implantação da mesma noutros países, particularmente no Canadá, Reino Unido e África do Sul.

Esta vai ser uma sessão informal de partilha. Temos pessoas que vão estudar as campanhas nestes países e nos vão explicar, mas não vão haver especialistas presentes. Será um momento de reflexão e aprendizagem colectivo, para todos 🙂 Se quiseres saber mais sobre a campanha, aparece!

Dia 30 de maio, segunda-feira

às 21h00

Mob: Rua dos Anjos 12F Lisboa

O evento no Facebook, aqui.

JANTAR POPULAR e CONVERSA: Movimento Internacional pela Justiça Climática: Onde estamos?

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A luta pela justiça climática está a avançar no Plane Stupid, no Ende Gelände, no Kuzey Ormanlari Savunmasi (Defesa das Florestas do Norte, Turquia), no Break Free, na ZAD, nas campanhas pelos transportes públicos, pela soberania energética e pelos empregos climáticos.

Uma das redes dos movimentos de base, Climate Justice Action (que também foi um dos organizadores da ação das Linhas Vermelhas na COP-21) vai reunir-se em Amesterdão para discutir alguns próximos passos.

Duas ativistas do Climáximo vão participar nesta reunião e voltarão para partilhar connosco as suas experiências no dia 22 de Março, no GAIA-Lisboa (Rua da Regueira 40, Alfama).

Que ações e campanhas estão a ser planeadas no nível internacional? O que podemos fazer em Portugal? Como podemos ligar as lutas e construir um movimento mundial?

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O evento no Facebook, aqui.

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O que é o Jantar Popular?
  • Um Jantar comunitário vegano, biológico e LIVRE DE OGMs que se realiza no GAIA, Rua da Regueira, n 40, em Alfama.
  • Uma iniciativa inteiramente auto-gerida por voluntários.
  • Um jantar em que podes colaborar! Para cozinhar e montar a sala basta aparecer a partir das 18h. Jantar “servido” a partir das 20h.
  • Um projecto autónomo e auto-sustentável. As receitas do Jantar Popular representam o fundo de maneio do GAIA que mantém assim a sua autonomia.
  • Um jantar onde ninguém fica sem comer por não ter moedas e onde quem ajuda não paga. O preço nunca é mais de 3 pirolitos.
  • Um exemplo de consumo responsável, com ingredientes que respeitam o ambiente, a economia local e os animais.
  • Uma oportunidade para criar redes, trocar conhecimentos e pensar criticamente.

Climáximo na Frackanpada

Dois activistas do Climáximo participaram no acampamento internacional antifracking Frackanpada no País Basco.

Participaram em diversas palestras e reuniões, falaram com activistas de todo o mundo e deram o seu melhor para aprender com as suas experiências.

Depois, no dia 23 de julho, organizámos um jantar popular no GAIA para partilhar essas experiências.

Aqui podes encontrar alguns dos vídeos do acampamento e algumas fotografias.

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