Convívio: a importância da Justiça Climática (FLUL)

Esta terça-feira, dia 10 de Abril de 2018, o Núcleo do Ambiente da FLUL vai dinamizar um convívio com o Climáximo e a Linha Vermelha para conversarmos sobre as alterações climáticas e a importância da justiça climática.

Estarão presentes dois convidados especiais para esta enriquecedora partilha de conhecimento e experiência: Sinan Eden, activista do Climáximo e João Costa, dinamizador da Campanha Linha Vermelha.

Este convívio de aprendizagem informal terá lugar no espaço junto à antiga livraria da FLUL, no corredor do Letras Bar/Cola (local sujeito a confirmação segunda-feira) entre as 16h30 e as 19h.

Durante esta sessão, serão abordados, entre outros, os seguintes tópicos:

  •  Ciência climática simplificada: qual o estado do planeta Terra? Porque se diz que estamos numa “crise ambiental”?
  • O Acordo de Paris (COP 21, 2015 : Compromisso internacional discutido entre 195 países com o objetivo de minimizar as consequências do aquecimento global): do papel à efetivação – O que está a falhar?
  • Capitalismo e monopólio industrial: um atentado à justiça social e ambiental
  • O que é a justiça climática?
  • Soluções e alternativas: lutar por um futuro verde, limpo e justo
  • Activismo climático: Movimentos de protesto em Portugal e no Mundo; como participar ativamente?

Tudo isto, enquanto TRICOTAMOS uma LINHA VERMELHA gigante para marcar o limite dos 2ºC de aquecimento global que não podemos ultrapassar. Não sabes tricotar? Mais uma coisa para aprendermos juntos! Podes sempre participar no convívio, quer queiras/saibas ou não tricotar!

Junta-te a nós! Contamos contigo 😊

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Tricot Vadio e “Et Cetera”

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A Campanha Linha Vermelha e a escola de línguas “Português et cetera” vão estar no Lisboa Vadia a tecer Linha Vermelha!

Quem não souber tricotar também é bem vindo e pode sempre aprender connosco!

Teremos connosco o Tiago Rorke, do Climáximo, para nos falar um pouco de alterações climáticas e da urgência em agirmos!

Iremos ver alguns vídeos, falar sobre esta problemática e também iremos tricotar e “crochetar”.

Já conhecem este projeto? Afinal o que é a linha vermelha?
A Linha Vermelha é uma campanha nacional para alertar e informar sobre a exploração petrolífera e de gás (fracking) nas costas portuguesas. Até todos os 5 contratos de prospecção e exploração de petróleo e gás serem rescindidos, estaremos a tecer e a desafiar o Pais a tecer a Linha Vermelha. Queremos mobilizar e unir o País!

20 de março, às 21h00

Lisboa Vadia: Rua de São Mamede ao Caldas nº 33 a, 1100-533 Lisbon, Portugal

https://linhavermelha.org/

http://www.portuguesetcetera.com/

Tric-a-thon – Vem tricotar contra os furos!

Programa :
16h – Conhecer a Campanha Linha Vermelha e conhecer o Climáximo – Alterações climáticas e activismo climático
17h – Tric a Thon – Tricotar contra os furos (Quem não souber tricotar ou “crochetar” pode aprender)
20h – Pausa para comer e trocar ideias
20h40 – Vídeos sobre o assunto e conversa

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Felizmente existem pessoas na Terra que gostam de sonhar. Outras que são loucas. Outras que juntam isto tudo e ainda metem mãos à obra. Algumas destas pessoas são a Campanha Linha Vermelha. Eles querem tricotar 52Km para parar os contratos que existem neste momento para furar a nossa a costa para procurar petróleo e gás. E precisam da vossa ajuda!

Sim, é que existem nove contratos neste momento de grandes corporações, nacionais e internacionais, que esperam aumentar os seus lucros. Ouvimos também dizer que esperam ainda encontrar a Atlântida. E o D. Sebastião.

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A “Linha Vermelha” é uma campanha nacional desenvolvida pela Academia Cidadã | Citizenship Academy e pelo Climáximo para informar os portugueses para os perigos da exploração petrolífera e de gás no território português, assim como para as alterações climáticas. A “Linha Vermelha” quer mobilizar os portugueses para exigirem ao Governo português o cancelamento imediato destas concessões.

A campanha está a decorrer desde início de 2017 e estamos neste momento a receber linhas vermelhas de todo o país, que representam os limites dum planeta justo e habitável, como por exemplo os 2ºC de aquecimento ou os novos furos. Queremos juntar famílias, idosos, artistas, pessoal do DYI, hipsters, crianças, cães e gatos. Queremos gente do norte, do centro, do interior e das ilhas.

Vamos estar nos BASE dos Engenheiros do Acaso em Lisboa a tricotar, tecer, fazer crochet, num COUNTDOWN crucial contra a calamidade ambiental. Vamos tricotar, ensiná-lo também, ver uns filmes e ainda debater a transição para um futuro mais sustentável!

Mais informação sobre o evento na Agenda pelo Clima.

 

2º Encontro Nacional pela Justiça Climática – programa detalhado

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10h30 – 12h00 Alterações Climáticas, Desigualdades e Justiça Social

climate-emergencyA Ciência das Alterações Climáticas evoluiu nos últimos anos de forma muito acelerada. O aquecimento do planeta devido à explosão das emissões de gases com efeito de estufa de origem humana é hoje o maior consenso da História da Ciência. Mas como surgiu esta enorme desregulação do sistema climático e da biosfera? E o que vai acontecer a Portugal daqui a 50 e daqui a 100 anos? Uma abordagem que começa pela Ciência do Clima mas que avança até aos gigantescos impactos sociais e políticos do Antropoceno.

  • João Camargo (investigador em alterações climáticas e ativista do Climáximo)
  • Ana Mourão (ativista do Climáximo)
  • Moderadora: Paula Sequeiros (Coletivo Clima)

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10h30 – 12h00 Gás natural: energia de transição?
Why gas stinks and is not the answer to an energy transition

midcatO gás natural é desde há muito considerado um combustível de transição para uma economia de baixo carbono. Nos seus relatórios oficiais, o governo português considera também que o gás natural é uma fonte de energia mais limpa.

Qual é a origem desta preferência pelo gás? O que significam para a transição energética os “Projetos de Interesse Comum” (Projects of Common Interest) e a “União da Energia” (Energy Union)?

Para além de debatermos estes assuntos, iremos ainda falar sobre a luta contra o projecto Midcat, o mega-gasoduto que ligará a Argélia à França, atravessando a Península Ibérica.

  • amigos-de-la-tierra

    Hector Pistache (Amigos da Terra Espanha, responsável da campanha Clima e Energia)

  • Mari Ver (ativista do Stop Midcat)

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12h30 – 13h30 Portugal 100% Renovável

fontes-de-energia1-696x355Portugal em tido nos últimos anos um aumento consistente da energia renovável na produção de energia elétrica. Nesta sessão propomos debater os desafios que Portugal enfrenta para dar o salto para 100% de energia renovável no setor elétrico antes de 2050. Neste cenário, queremos o papel que as cooperativas de energia podem ter na promoção da produção descentralizada e auto-consumo.

  • Transição para 100% RES, Ana Rita Antunes, ZERO (www.zero.ong)
  • Cooperativas de energias renováveis. O exemplo da Coopérnico. António Eloy, Coopérnico (www.coopernico.org)

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12h30 – 13h30 Petróleo e Gás em Portugal: a luta dos cidadãos

salvar1Em Portugal atribuíram-se entre 2007 e 2015 quinze concessões de prospeção e exploração de petróleo e gás, em terra e no mar. A resistência cidadã à exploração de combustíveis fósseis revelou-se desde então como a maior luta ambiental em Portugal desde o combate ao nuclear em Ferrel. Vamos partilhar as experiências do Algarve, do Alentejo e da zona Oeste (com a Plataforma Algarve Livre de Petróleo, com o Alentejo Litoral pelo Ambiente e com o Peniche Livre de Petróleo).

  • Inês Ferro (PALP – Plataforma Algarve Livre de Petróleo)
  • Eugénia Santa Barbara (ALA – Alentejo Litoral pelo Ambiente)
  • Ricardo Vicente (Peniche Livre de Petróleo)

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15h00 – 16h00 100 mil Empregos para o Clima

Podemos criar 100.000 novos empregos em Portugal e cortar as emissões de gases de efeito de estufa entre 60 e 70% em 15 anos. Estas são as estimativas preliminares de um estudo em curso no âmbito da campanha Empregos para o Clima em Portugal, que avalia como levar a cabo a transição nacional para uma economia de baixo carbono, através da criação de emprego público em setores-chave. Nesta sessão, com intervenções pela CGTP-IN, os Precários Inflexíveis e um dos coordenadores do estudo em curso, será abordado em detalhe o grave problema da precariedade em Portugal, e a sua articulação com a campanha Empregos para o Clima.logo_epc_azul-on-background

Oradores:

  • Ana Pires (CGTP-IN)
  • Carla Prino (Precários Inflexíveis)
  • Sinan Eden (Empregos para o Clima)
  • Moderador: Rafael Tormenta (SPN)

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15h00 – 16h00 Tratados de Comércio Livre e o Clima

Pelo seu enorme impacto em importantes áreas da nossa vida social e económica, o tratado CETA entre o Canadá e a UE deveria ter sido objeto de um profundo escrutínio por parte de todos os sectores da sociedade civil. Lamentavelmente nada disso aconteceu entre nós.ttip-ceta

Recentemente aprovado no Parlamento Europeu, o tratado vai baixar aos parlamentos nacionais para uma ratificação definitiva, onde os deputados decidirão se ficam do lado dos cidadãos ou das grandes corporações, as grandes beneficiárias do acordo.

Neste sessão vamos ter um ponto da situação sobre o CETA e sobre as negociações de livre comércio.

  • José Oliveira (Plataforma Não aos Tratados Transatlânticos)
  • Margarida Silva (Corporate Europe Observatory)

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16h30 – 17h30 Desobediência Civil pela Justiça Climática: Experiências internacionais
  • Mari Ver (ativista de Ende Gelände)
  • Juan Ignacio Garnacho (ativista da Greenpeace-Espanha)
  • Sarah Reader (activista do Climate Justice Now)gelande
  • Margarida Silva (activista do Corporate Europe Observatory)
  • Moderação: Rui Gil da Costa (Colectivo Clima)

Quando alcançamos um ponto de viragem nas alterações climáticas de causa humana, ativistas de todo o mundo põe a vida em risco para travar projetos destruidores. Nesta sessão ouviremos as histórias de ativistas que participaram em ações de desobediência civil contra os acordos de comércio livre, contra minas de carvão, projetos de extração de petróleo ou contra a industria da guerra.
A nossa pergunta: “O que te levou a dizer ‘basta!’? O que te fez decidir confrontar diretamente as ações criminosas da indústria e dos seus representantes?”
Aguardamos com curiosidade as suas respostas.

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17h30 – 18h00 Conferência Final: conclusões do encontro

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Bancas
Tecer Linha Vermelhatecer-linha-vermelha

“A “Linha Vermelha” é uma campanha nacional desenvolvida pela Academia Cidadã e pelo Climáximo para gerar alerta e informação sobre a exploração petrolífera e de gás nas costas portuguesas. Corremos o risco de ver destruídos para sempre os nossos ecossistemas marítimos e terrestres, além de sérios problemas para a nossa saúde, da nossa família, e dos milhares de turistas que todos os anos nos visitam.  

Vamos pedir à nossa população que se junte a nós para tecer ou tricotar a maior linha vermelha do mundo!  Vamos bater o recorde do Guiness de 52 quilómetros e mostrar aos nossos governantes que não queremos as nossas praias destruídas!

A campanha irá decorrer durante este ano de 2017 e estamos neste momento a criar grupos de tricot por todo o país. Queremos juntar famílias, idosos, artistas, pessoal do DYI, hipsters, surfistas, crianças, cães e gatos. Queremos gente do norte, do centro, do interior e das ilhas.

A Campanha pelas Sementes Livressementeslivres

A Campanha pelas Sementes Livres, apoiada por uma rede de organizações e colectivos da sociedade civil em Portugal, insere-se num movimento global que defende a soberania alimentar, as práticas agro-ecológicas, e a manutenção dos recursos vitais para a nossa alimentação no domínio público. Os seus defensores opõem-se às patentes sobre sementes e alimentos que encarecem e empobrecem a nossa comida, às sementes geneticamente modificadas que contaminam os nossos campos, e às leis e acordos internacionais injustos e imorais que entregam o controlo da nossa cadeia alimentar a uma dúzia de corporações e governos mais poderosos. Apelam a que se volte a guardar e a partilhar as sementes dos nossos campos.
página web: https://gaia.org.pt/campanha-pelas-sementes-livres/
movimento global: http://www.seedfreedom.info

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Evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/1019667388135156/

encontro

Tecer Linha Vermelha

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O que é esta acção?

Até ao último trimestre de 2017 serão tecidas ou tricotadas, por todo o país, Linhas Vermelhas por um futuro verde.

Depois vamos unir todas as Linhas Vermelhas numa só, num evento que se irá realizar na altura da Cimeira do Clima de 2017.

Recentemente em Portugal foram feitas várias concessões para a prospecção e exploração de petróleo e gás natural, às escondidas da população e inclusive, das autarquias locais.

Este é o nosso limite, a nossa Linha Vermelha!

Porquê uma linha vermelha?

Esta linha vermelha quer ajudar a tornar visível a voz dos que têm dito e repetido – NÃO – à prospecção e exploração de hidrocarbonetos – aqui e no mundo. Já chegámos ao limite de um paradigma energético baseado em combustíveis fósseis.

Vamos falar a uma só voz e dizer, através da linha vermelha, que já chegámos ao limite e que não o devemos ultrapassar!

Vamos dar um sinal claro em como queremos proteger o nosso planeta, pois ele ficará de herança para os nossos filhos e netos.

Como vai acontecer?

Desde Novembro de 2016, a Academia Cidadã e o Climáximo estão a contactar retrosarias, artesãos, associações, ateliers de tempos livres e pessoas do mundo do crochet e tricot.

Após estes contactos iremos falar com centros de dia, escolas de artes, cafés e juntas de freguesia, com o intuito de se realizarem eventos públicos para se tecer a linha vermelha e se falar sobre este tema.

Por último, iremos abordar figuras públicas para darem a cara pela campanha e também eles tecerem a sua própria linha vermelha.

Em 2018, após a campanha iremos reaproveitar as Linhas Vermelhas fazendo mantas e cachecóis que servirão para dar a quem mais necessita.

Inspiração

Queremos que Portugal siga o exemplo da Suécia e que invista em energias renováveis, caminhando para uma economia livre de combustíveis fósseis. Não necessitamos de extrair mais do planeta, temos é que investir nas alternativas.

Porquê?
  • Porque 2014 e 2015 foram os anos mais quentes, desde que há registos.
  • Porque dos dez anos mais quentes desde que há registo, nove foram desde 2000, e o décimo foi 1998.
  • Porque Portugal não tem qualquer direito de compra preferencial, nem de preço preferencial, sobre o que for extraído, ou seja, se quisesse comprar o “seu” petróleo, ou “o seu” gás natural, teria que pagar o preço de mercado.

Neste momento ainda não há extracção de combustíveis fósseis em Portugal. Algumas empresas querem começar a prospecção e a extracção em breve. Todas as concessões são baseadas em contratos rudimentares, sem quaisquer considerações sérias sobre impactos ambientais, económicos e sociais, excepto os lucros que podem gerar para as empresas envolvidas.

Na melhor das hipóteses, estes senhores nunca ouviram falar das alterações climáticas.

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aqui como podes participar.

Mais sobre o projeto: Tecer Linha Vermelha

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Passeio Tóxico Reloaded, 1 de julho

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O video e os fotos do Passeio, aqui. 🙂

Actualização: A sondagem da GALP/ENI foi adiada pela DGRM para dia 3 de agosto. A GALP/ENI têm agora uma oportunidade para recuar, e evitar cruzar ainda mais as linhas vermelhas do planeta. Mantemos o Passeio com toda força!

Fart@ dos projetos de extração off-shore e on-shore, convencionais e não convencionais que estão a lixar o planeta?

A GALP quer perfurar mar da costa alentejana a 1 de julho.
A nossa resposta: Se passarem as linhas vermelhas de um planeta habitável, nós teremos de passas as suas linhas vermelhas, através de ações de desobediência civil.

Junta-te a nós nesta visita guiada, grátis e livre, às marmorras dos criminosos climáticos.

Como chegar?

GALP

Apelo para um planeta justo e habitável – Climáximo

Neste momento ainda não há extração de combustíveis fósseis em Portugal. Algumas empresas, com o apoio de alguns políticos, querem começar a prospeção e a extração em breve. Todas as concessões são baseadas em contratos rudimentares, sem quaisquer considerações sérias sobre impactos ambientais, económicos e sociais, exceto os lucros que podem gerar para as empresas envolvidas.

Na melhor das hipóteses, estes senhores nunca ouviram falar das alterações climáticas.

A emergência climática

Para evitar alterações climáticas catastróficas, é preciso limitar o aquecimento global a 2°C acima dos níveis pré-industriais. O ano passado atingimos 1°C e este ano vai ser ainda pior. Se passarmos o limite dos 2°C, vários ecossistemas vão colapsar. Isto poderá levar a aumentos de 4°C a 6°C durante este século. Os cientistas referem-se a esta possibilidade como “o fim do mundo como o conhecemos” porque mudanças tão abruptas invalidariam quaisquer opções de adaptação e até de modelização: não temos quaisquer métodos científicos para perceber como seria um mundo 6°C mais quente, quantos seres humanos este mundo poderia suportar e quantas espécies e ecossistemas sobreviveriam.Climate-Games_1500

Para lá deste limiar dos 2°C estão secas crónicas, tempestades, ciclones, cheias, enormes perdas de biodiversidade, epidemias, subida do nível do mar, acidificação dos oceanos, falhas de infraestruturas, crises alimentares e de acesso à água, guerras e refugiados climáticos. Para colocar este último ponto em perspetiva, a crise na Síria criou 4 milhões de refugiados (dos quais apenas algumas centenas de milhares entraram na Europa); prevê-se que as alterações climáticas possam criar 200 milhões de refugiados até 2050.

Mas nada disto é inevitável. A ciência climática mostra que temos boas possibilidades de manter o aquecimento dentro de limites que preservariam a habitabilidade do planeta. Para o fazer, temos de deixar mais de 80% das reservas de combustíveis fósseis conhecidas debaixo da terra. (E ainda querem procurar novas reservas?)

Em Portugal, temos de cortar 64% das emissões de gases de efeito de estufa em 15 anos. Isto não se consegue iniciando projetos de extração de combustíveis fósseis.

De uma perspetiva de justiça climática: à medida que as concessões se transformam em projetos de extração, e mesmo que tomem medidas de segurança extraordinárias, se preparem contra os mais pequenos riscos, paguem salários decentes aos seus trabalhadores (imagine-se!); isto é, mesmo que as empresas envolvidas cumpram todas as condições legais e façam tudo de acordo com os seus planos, estamos condenados. Para alem da enorme destruição ecológica no Sul Global, à qual Portugal deve estar particularmente atento, dada a sua história com os países de língua oficial portuguesa, as povoações na costa atlântica vão ser afetadas pela subida do nível do mar, o Alentejo vai ser afetado por secas e subida de temperatura e as cidades vão ter sérias falhas de infraestrutura. E há quem esteja a investir dinheiro nisto!

Resumindo, as empresas de combustíveis fósseis negam as alterações climáticas e a política climática portuguesa nega as leis da física e da química.

A única proposta realista para um planeta justo e habitável é deixar os combustíveis fósseis debaixo da terra e mobilizar todas as forças sociais, económicas e políticas para uma transição justa para um futuro sustentável. Em termos práticos, um bom começo é parar todos os projetos de extração de combustíveis fósseis em Portugal – fazer com que o governo cancele todos os contratos existentes e imponha uma moratória a quaisquer novos contratos.

Uma estratégia para um planeta habitável

O Climáximo é um movimento social pela justiça climática que luta por uma transformação radical nas nossas sociedades. Esta é a nossa proposta de estratégia a curto e médio prazo:

Destacamos quatro alvos a curto prazo:

  • galpGALP: Juntamente com a ENI, a GALP tem uma concessão para exploração e extração em deep-offshore na bacia do Alentejo. Anunciaram a intenção de começar a prospeção a 1 de Julho.
  • 160px-Repsol_2012_logoREPSOL: Juntamente com a PARTEX, a REPSOL tem concessões de deep-offshore em quatro areas da bacia do Algarve. Anunciaram o início da exploração para este Outono.
  • ENMC: Esta é a instituição do Estado ao serviço da indústria dos combustíveis fósseis. Numa demonstração de completa negação climática, declararam-seenmc publicamente a favor da extração e estão em processo de negociação de ainda mais contratos.
  • PARTEX: Propriedade da Fundação Calouste Gulbenkian, sendo a sua única fonte de financiamento, a PARTEX está envolvida em concessões nas bacias do Algarve e de Peniche.PARTEX

O nosso lema é o seguinte: Já temos muito pouco tempo para ação climática. Mas as empresas e os seus defensores dentro do Estado ainda têm tempo para recuar. Se passarem as linhas vermelhas de um planeta habitável, nós teremos de passar as suas linhas vermelhas, através de ações de desobediência civil.

Temos soluções.

É preciso parar todos os projetos de extração de combustíveis fósseis em Portugal. Mas isto não é suficiente. Cerca de três quartos da energia consumida em Portugal é proveniente de combustíveis fósseis, o que significa não apenas dependência energética mas também que Portugal é responsável por projetos de extração noutras partes do planeta.

Precisamos de uma transformação profunda da nossa sociedade. É preciso:

  • produzir toda a nossa eletricidade a partir de energias renováveis e sustentáveis, tais como eólica e solar,
  • deixar os carros, em prol de autocarros, comboios e metro e colocar quase todos estes transportes a funcionar com energias renováveis,
  • isolar e converter todas as casas e edifícios para que usem menos energia e sejam aquecidos e arrefecidos utilizando energias renováveis,
  • converter e redesenhar a indústria para que use menos energia, usando energia renovável sempre que possível, e
  • redesenhar a produção agrícola para que use menos produtos industriais.

Isto vai exigir muito trabalho.lisboa01

A nossa proposta para esta transformação profunda é a campanha dos Empregos para o Clima. Resumidamente, esta campanha defende

  • a criação de empregos seguros, estáveis e com boas condições,
  • no setor público,
  • em setores de atividade que contribuam diretamente para a redução das emissões de gases de efeito de estufa,
  • ao mesmo tempo garantindo novos empregos para os trabalhadores das indústrias poluentes.

Isto não é apenas possível e urgente, mas também uma condição necessária para a sobrevivência de qualquer tipo de civilização.

A nossa prioridade é resistir e bloquear projetos de extração, ao mesmo tempo que propomos soluções reais para o caos climático.

Plano de ação

Este é o nosso plano de ação a curto prazo:

  • 25 de junho: Formação sobre Ativismo Climático
  • 1 de julho: Passeio Tóxico, integrado na Bicicletada (incluindo uma visita à GALP)
  • 30 e 31 de Julho: Formação sobre Ação Direta Não-violenta
  • Verão: Ficar atentos ao Alentejo (olá GALP!)
  • Julho-Agosto-Setembro: Preparar um estudo detalhado sobre Empregos para o Clima em Portugal
  • Setembro: Formação sobre Ativismo Climático
  • Outubro: Semana de ações ligando a justiça social à justiça climática e a precariedade à catástrofe climática: Jogam com as nossas vidas!
  • Outono: Ficar atentos ao Algarve (olá REPSOL e PARTEX!)breakfree_0
  • Todo ano: seguir todos os movimentos da ENMC

Há muitas formas de participar nesta luta. As alterações climáticas são o maior desafio da história da humanidade. Por todo o mundo, milhares de ativistas estão a construir um movimento para mudar o sistema, em vez de mudar o clima.

E precisamos de tod@s.

Se fazes parte de uma organização ou movimento, partilha e discute esta proposta e fala connosco. Participa na campanha dos Empregos para o Clima. Traz as tuas ideias, para planearmos juntos todas as iniciativas.

Se estás a par de assuntos de justiça climática, aparece nas nossas reuniões semanais: Estamos dispostos a preparar ações de desobediência civil para impedir que os criminosos do clima passem as linhas vermelhas do planeta. Mas estas ações exigem trabalho de equipa, treino, convergência política e estratégica e muito trabalho de bastidores. Isto significa mais pessoas envolvidas nas reuniões e nas discussões. 😉

Se isto te deixa curios@ (ou excitad@, ou furios@) mas não sentes ter conhecimentos básicos sobre as alterações climáticas, estamos a preparar um momento para apresentar o nosso coletivo e ouvir novas ideias. Aparece na formação no dia 25 de junho.cropped-climaximo-logo1.png

Até já, 😉
Climáximo

A COP-21 acabou, e agora?

A Cimeira de Paris acabou. Do lado mau da história, temos o acordo em si, que vai trancar-nos numa trajetória de aquecimento global de 3ºC, uma cerimónia festiva nos salões da COP-21 para a destruição de milhares de vidas. Do lado bom, temos as oficinas, ações e reuniões do movimento de justiça climática, e as dezenas de milhares que marcharam na ação das Linhas Vermelhas de 12 de dezembro, apesar das ameaças do estado de emergência.

O Climáximo esteve em Paris, e não na COP-21, porque sabemos onde estão as verdadeiras soluções, e porque queremos construir um movimento de base pela justiça climática. Agora estamos de regresso a Portugal, para partilhar a nossa experiência e falar sobre os próximos passos. Vem e fala connosco.

d12 paris

 

Climáximo em Paris, COP-21 #10: D12, The Last Word

More than 30.000 occupied today Avenue de la Grande Armée. On one end, Arc de Triomphe, symbol of imperialism and colonialism. On the other, the financial district, the responsibles of climate crisis.

With our disobedient bodies, we drew red lines for a just and liveable planet, and the “authorities” couldn’t stop it even with the pretext of state of emergency. It is us who defined what is an emergency! And I felt today that we are really the ones we have been waiting for, and I learned that they will have a lot of difficulty in stopping us.

Sinan, December 12th

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Climáximo em Paris, COP-21 #9: Empunhando flores vermelhas

O que quer que aconteça amanhã, fazeremos parte de qualquer coisa enorme…

Recebemos hoje as instruções finais sobre a mobilização. Foi revelado o local e o plano detalhado de ação. As massas de ativistas, empunhando flores e guarda-chuvas vermelhos, serão guiados por solenes cornetas a desenhar com os seus corpos indóceis nas vértebras da cidade uma longa linha vermelha, do Arco do Triunfo e o monumento ao soldado desconhecido ao distrito financeiro de Paris, apontando as vítimas e os culpados da crise climática: os muitos anónimos que pereceram e perecerão sob o imperialismo belicista e o jugo das grandes multinacionais.

Foi incrível o entusiasmo e a efervescência partilhados enquanto, sentados no chão lado a lado, inspirávamos as palavras e as instruções da organização. Salvas de palmas e mãos agitadas no ar, flores recolhidas, mapas desdobrados e assinalados, combinações entre grupos de afinidade, informação legal a postos.

Tudo está pronto. Aguardamos o sinal.

A M, 11 de dezembro

 Red-Tulips