Wrap-up: Marcha Mundial do Clima 2018

Parar o petróleo! Pelo clima, justiça e emprego!

Parar o petróleo! Pelo clima, justiça e emprego! from Climaximo on Vimeo.

 

No dia 8 de setembro, centenas de milhares de pessoas em 95 países dos 7 continentes (sim, Antártida também) saíram às ruas em mais de 900 acções na mobilização mundial “Rise for Climate”.

Em Portugal, 48 organizações juntarem-se para exigir um mundo livre dos combustíveis fósseis, em que as pessoas e a justiça social estejam acima dos lucros. Em Lisboa, Porto e Faro, centenas de pessoas marcharam sob o lema “Parar o petróleo! Pelo clima, justiça e emprego!”.


Em Lisboa, 800 pessoas marcharam com palavras de ordem “O mar é para surfar, não é para perfurar!“, “Empregos! Justiça! Clima!” e “Gás, carvão, petróleo. Debaixo do solo!”.

Os manifestantes exigiram:

  • uma transição justa e rápida para as energias renováveis;
  • zero infraestruturas de combustíveis fósseis novas: nem em Aljezur, nem em Aljubarrota, nem em lugar nenhum.

No Porto, mais de 200 pessoas marcharam da Praça de Liberdade até à Praça de Ribeira, a gritar bem alto “Muda o sistema, não o clima!”, “Fora, fora, fora daqui! Petróleo, gás, GALP e ENI!”.


No Algarve, 200 pessoas manifestaram-se em Faro. Algumas das palavras de ordem foram “Não ao furo! Sim ao futuro!” e “Somos natureza em auto-defesa”.


A verdadeira liderança climática nasce a partir das bases. Isto significa ver o poder nas mãos das pessoas, em vez das corporações; significa uma vida melhor para quem trabalha e justiça para as populações mais afetadas pelos impactos das alterações climáticas e pelas atividades das petrolíferas.

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Mais fotos da marcha no Flickr:


A marcha na comunicação social:

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Portugal junta-se à Marcha Mundial do Clima em três cidades no dia 8 de setembro.

Marchas em Lisboa, Porto e Faro exigem que não se inicie a exploração de combustíveis fósseis e se faça uma transição justa e rápida para energias renováveis.

No próximo dia 8 de setembro, às 17 horas, marcaremos presença em Lisboa, Porto e Faro na Marcha Mundial do Clima sob o lema “Parar o petróleo! Pelo clima, justiça e emprego!”. Juntamo-nos à mobilização internacional “Rise for Climate”, que unirá milhões de pessoas em centenas de cidades por todo o mundo.

Exigimos uma transição justa e rápida para energias renováveis que vá ao encontro ou supere os compromissos governamentais de Portugal ser neutro em carbono até 2050 e que cumpra os compromissos a que se vinculou com o Acordo de Paris. Exigimos que não se criem novas infraestruturas de combustíveis fósseis em Portugal. Não faz sentido iniciar um ciclo de investimentos baseado numa economia do passado prejudicando o clima quando o país se comprometeu com o contrário. Por isso dizemos não aos projetos de petróleo frente a Aljezur, de gás em Aljubarrota e em outras zonas concessionadas ou passíveis de o ser.

Em Portugal, as marchas são organizadas no âmbito da iniciativa Salvar o Clima, que conta já com a subscrição de mais de 40 organizações de ambiente, movimentos cívicos, sindicatos e partidos políticos.

Em Lisboa e Faro, estão previstos breves discursos por parte de algumas organizações no final da marcha. No Porto, os discursos serão proferidos antes do início da marcha.

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Contexto

Portugal tem sido severamente atingido por secas, vagas de calor, e incêndios descontrolados. A nossa floresta, o maior sumidouro de carbono que possuímos tem vindo a ser destruída. Os nossos compromissos com o Acordo de Paris e com a neutralidade carbónica até 2050 espelham uma profunda contradição com as intenções de abrir o país à exploração de combustíveis fósseis.

Esta contradição tem de ser urgentemente invertida em prol da vida na Terra e não de perspetivas irrealistas de retorno económico, retorno este muito inferior aos possíveis impactes locais e aos garantidos impactes globais.

Mesmo num período da nossa civilização em que por vezes surgem informações falsas e populistas, a verdade é que o consenso científico demonstra as evidências irrefutáveis das alterações climáticas. Estas evidências estão infelizmente a tornar-se parte do nosso quotidiano, e lentamente constatamos uma mudança do clima com consequências dramáticas desde já, e principalmente para as próximas gerações, afetando múltiplos domínios da nossa sociedade.

Os efeitos fazem-se sentir cada vez mais e a velocidade com que a gravidade e intensidade destes se manifesta é cada vez maior. Conceitos como “planeta mais quente” estão rapidamente a ser substituídos pela noção de “planeta inabitável”.

Estamos progressivamente a perder a luta contra o tempo para salvarmos o nosso planeta. De acordo com estudos recentes, há um risco crescente de atingirmos um ponto a partir do qual o sistema Terreste ficará permanentemente instável, passando este a acelerar as alterações climáticas ao invés de as atenuar.

Com a intensificação dos impactes das alterações climáticas, chegámos ao momento em que temos de ir bem para além do que as negociações internacionais podem oferecer.

Juntos podemos mobilizar-nos para a construção de uma liderança climática e criar o momento certo para assegurar uma transição energética para um mundo sustentável e equitativo. Para atingir isso, comunidades do todo o mundo vão liderar e assegurar a transição justa e rápida para energias 100% renováveis para todos, ao mesmo tempo que param todos os novos projetos de exploração de combustíveis fósseis.

A Marcha Mundial do Clima marcará o passo dos próximos eventos políticos, e mostrará aos nossos líderes qual a resposta que queremos para a realidade da crise climática

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A iniciativa n’ 1 minuto:

Quem? |Mais de 40 organizações (ONGs, movimentos locais, sindicatos, partidos)

O quê? | Marcha Mundial do Clima

Onde? | LISBOA: Cais do Sodré | PORTO: Praça da Liberdade | FARO: Largo da Sé

Quando? | 8 de setembro, sábado, 17h00

Porquê? | “Parar o petróleo! Pelo clima, justiça e emprego!”

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Informações:

Mobilização internacional: www.riseforclimate.org

Organizações promotoras em atualização e Convocatória: http://www.salvaroclima.pt

general 2018

8 setembro: Marcha Mundial do Clima 2018

Wrap-up: Marcha Mundial do Clima

Resumo das marchas em Lisboa, Porto e Faro, vídeo, fotos e notícias no Resumo do Dia.


Vais marchar este sábado? Algumas dicas.

Climáximo convoca para a Marcha Mundial do Clima 2018!

COMUNICADO: Portugal junta-se à Marcha Mundial do Clima em três cidades no dia 8 de setembro *** Marchas em Lisboa, Porto e Faro exigem que não se inicie a exploração de combustíveis fósseis e se faça uma transição justa e rápida para energias renováveis. ***

4 de setembro, Porto, 19h00: Artes e Cultura pelo Clima

8 de setembro, Lisboa, 17h00: Trabalhadores pela justiça climática

8 de setembro, Lisboa, 21h00: Política climática de bases: conversa sobre a campanha Empregos para o Clima em Portugal


Parar o petróleo! Pelo clima, justiça e emprego!

No dia 8 de setembro, vamos juntar-nos à mobilização internacional “Rise for Climate” para exigir um mundo livre dos combustíveis fósseis, em que as pessoas e a justiça social estejam acima dos lucros.

A verdadeira liderança climática nasce a partir das bases. Isto significa ver o poder nas mãos das pessoas, em vez das corporações; significa uma vida melhor para quem trabalha e justiça para as populações mais afetadas pelos impactos das alterações climáticas e pelas atividades das petrolíferas.

Vamos marchar para exigir:
– uma transição justa e rápida para as energias renováveis;
– zero infraestruturas de combustíveis fósseis novas: nem em Aljezur, nem em Aljubarrota, nem em lugar nenhum.

LISBOA: Cais do Sodré, 17h00

PORTO: Praça da Liberdade, 17h00

FARO: Largo da Sé, 17h00

Mais informações: http://www.salvaroclima.pt
Mobilização internacional: http://www.riseforclimate.org

Carvão patrocina 28ª meia maratona de Lisboa – 11 março

Este domingo 11 de março, o Climáximo esteve na meta da 28º Meia-maratona de Lisboa, a informar os atletas sobre o principal patrocinador da corrida – a EDP.

Este atleta aceitou usar o seu altifalante para nos ajudar a espalhar a mensagem.

Nos intervalos solarengos das breves torrentes de chuva e fustigantes rajadas, os atletas (muitos embrulhados em cobertores de sobrevivência) saíam de debaixo de arcadas e chapéus de esplanadas, alheios à ironia da situação:

é que terá sido a primeira vez nas 28 edições da corrida que o patrocinador teve de alterar de véspera o percurso devido a condições meteorológicas extremas que ele próprio tem ajudado a causar.

Este atleta dinamarquês posou com o logo da EDP riscado no seu dorsal depois de descobrir o seu impacto no clima.

A EDP teima em manter em funcionamento a central termoelétrica de Sines, uma das mais poluentes centrais de carvão da Europa, e a instalação industrial mais poluente de Portugal, responsável por mais de 10% de emissões nacionais de CO2.

A gigante da energia é a primeira a reconhecer os impactos nocivos da queima de combustíveis fósseis e nuclear: “alterações climáticas, poluição atmosférica local resultante da emissão de gases poluentes, e geração de resíduos perigosos (com particular relevância nas centrais nucleares), entre outros”.

Mas apesar de gostar de se apresentar com imagens de turbinas eólicas, a EDP continua a explorar a central de carvão de Sines, e aumenta a queima deste combustível sujo sempre que isso lhe é “economicamente interessante”.

Achámos apropriado o uso de máscara respiratória numa corrida patrocinada pelos lucros do carvão.

Os combustíveis fósseis são uma opção arcaica, suja e nociva.

Descarbonizar a produção de energia é o único plano viável para continuarmos a desfrutar de um planeta onde se pode viver, prever as estações do ano… e praticar desporto ao ar livre.

Ende Gelände / Fim da Linha

Climáximo foi a Bona, onde teve lugar a COP-23. Mas nós não fomos à cimeira, fomos à mina de carvão na Renânia, numa ação massiva de desobediência civil “Ende Gelände / Fim da Linha”. Ao mesmo tempo, outros ativistas em Lisboa fizeram uma ação contra a EDP: “O carvão pertence aos museus”. Participámos também na cimeira alternativa em Bona, People’s Climate Summit, e apresentamos a campanha Empregos para o Clima.

Ende Gelände – preparações from Climaximo on Vimeo.

 

COP 22 - Marrocos

Mais uma cimeira, e então?!

No dia 21 de novembro às 21h30 no Mob (Intendente), no rescaldo de mais uma cimeira do clima (desta vez em Marrocos) vamos discutir o progresso (ou não) das negociações!

Um dos ativistas do Climáximo esteve em Marrakech na COP-22 e vai contar-nos tudo o que se passou por lá. Desde o impacto que a eleição de um troll da internet para presidente dos EUA teve na cimeira, até aos progressos efetuados em termos de Justiça Climática!

Com a entrada em vigor do Acordo de Paris este mês, com a eleição de um negacionista para a Casa Branca, com 2016 a bater novamente os recordes de temperatura de 2015, é mais urgente do que nunca perceber o que os governos andam a “negociar” em nosso nome, e perceber como podemos em Portugal contribuir para a luta por um futuro melhor!

Aparece e traz um(a) amig@ também 🙂