25Fev: Lançamento do Livrete: Empregos Climáticos em Portugal

A par da crise de austeridade, vivemos também uma crise climática. Se por um lado temos quase 1 milhão de desempregados (contando com os desempregados considerados “ocupados”); por outro, os fogos florestais, as inundações e tempestades, a perda de área costeira devido à subida da água do mar e as secas dão-nos claros sinais de que a Vida na terra já teve melhores dias. Duas crises aparentemente diferentes, mas que partilham, por parte do Estado e do lobby capitalista, da mesma falta de desconsideração e arranjar solução para as duas não é algo que seja visto como prioridade. Mas como convém que Portugal reduza as suas emissões em 60% até 2030, o coletivo Climáximo, juntamente com os Precários Inflexíveis têm trabalhado em conjunto na divulgação da Campanha pelos Empregos Climáticos.

A ideia desta campanha é simples: obrigar o Estado a focar-se na criaçao de emprego público útil. E o que é emprego útil? Emprego que que contribua para o desenvolvimento da Sociedade e contribuir para o desenvolvimento da Sociedade significa garantir que continuamos a ter um planeta habitável.

Esta campanha está já presente em sete países (África do Sul, Canadá, E.U.A. (Nova Iorque), Filipinas, Maurícias, Noruega e Reino Unido) e queremos pô-la a circular em Portugal. Por isso, lançámos um livrete para dar a conhecer a campanha e vamos apresentá-lo no próximo dia 25 de Fevereiro no espaço MOB.

Porque há que mudar o sistema e não o clima, vem conhecer a campanha e fazer parte desta mudança.

Intervenções:
  • João Ferrão – Convidado, ex-secretário de Estado do Ordenamento do Território e Cidades, Coordenador do Grupo de Trabalho de Ambiente, Ordenamento de Território e Sociedade do Instituto de Ciências Sociais – Universidade de Lisboa
  • Carla Prino – Precários Inflexíveis
  • Filipe Carvalho – Climáximo
dia 25 de fevereiro, quinta-feira
21h00
Mob: Rua dos Anjos, 12F, Lisboa

O evento no Facebook, aqui.

livrete capa

 

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Relatório da Campanha Empregos para o Clima

Temos de travar as alterações climáticas e temos de o fazer agora. Para isso vão ser precisos 150 milhões de novos empregos a nível mundial, com a duração de pelo menos duas décadas.

Atualmente existem campanhas em vários países que lutam por programas governamentais massivos de criação de empregos para o clima. Muitos começaram com o apoio de sindicatos, e trabalham para construir alianças com organizações ambientais, ONGs e organizações religiosas. Em Portugal, a campanha começou em 2015.

Esta publicação explica de forma sucinta o que são empregos para o clima, quais os seus objetivos, e as reivindicações específicas da campanha em Portugal: que empregos, em que setores, que cortes de emissões, e como podem ser financiados. Por fim, explica como podemos ganhar e como as pessoas se podem envolver nesta luta. A versão corrente deste relatório reivindica a criação direta de 100.000 novos empregos no setor público, para cortar as emissões em 60-70% em 15 anos.

Este é um trabalho em progresso. À medida que o movimento vai crescendo, novos dados e estudos vão sendo incluídos em versões melhoradas e atualizadas deste relatório.

Relatório mais recente aqui: 100.000 Empregos para o Clima

Para saberes mais ou participares nesta luta, visita o site da campanha em Portugal!