8 setembro: Marcha Mundial do Clima 2018

Wrap-up: Marcha Mundial do Clima

Resumo das marchas em Lisboa, Porto e Faro, vídeo, fotos e notícias no Resumo do Dia.


Vais marchar este sábado? Algumas dicas.

Climáximo convoca para a Marcha Mundial do Clima 2018!

COMUNICADO: Portugal junta-se à Marcha Mundial do Clima em três cidades no dia 8 de setembro *** Marchas em Lisboa, Porto e Faro exigem que não se inicie a exploração de combustíveis fósseis e se faça uma transição justa e rápida para energias renováveis. ***

4 de setembro, Porto, 19h00: Artes e Cultura pelo Clima

8 de setembro, Lisboa, 17h00: Trabalhadores pela justiça climática

8 de setembro, Lisboa, 21h00: Política climática de bases: conversa sobre a campanha Empregos para o Clima em Portugal


Parar o petróleo! Pelo clima, justiça e emprego!

No dia 8 de setembro, vamos juntar-nos à mobilização internacional “Rise for Climate” para exigir um mundo livre dos combustíveis fósseis, em que as pessoas e a justiça social estejam acima dos lucros.

A verdadeira liderança climática nasce a partir das bases. Isto significa ver o poder nas mãos das pessoas, em vez das corporações; significa uma vida melhor para quem trabalha e justiça para as populações mais afetadas pelos impactos das alterações climáticas e pelas atividades das petrolíferas.

Vamos marchar para exigir:
– uma transição justa e rápida para as energias renováveis;
– zero infraestruturas de combustíveis fósseis novas: nem em Aljezur, nem em Aljubarrota, nem em lugar nenhum.

LISBOA: Cais do Sodré, 17h00

PORTO: Praça da Liberdade, 17h00

FARO: Largo da Sé, 17h00

Mais informações: http://www.salvaroclima.pt
Mobilização internacional: http://www.riseforclimate.org

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Enterrar de vez o furo, tirar as petrolíferas do mar! – Wrap-up

Mais de 500 pessoas marcharam no dia 14 de abril, na manifestação “Enterrar de Vez o Furo“, convocada por mais de 30 organizações. Movimentos locais, coletivos, ONGs e partidos políticos juntaram-se neste protesto em que tivemos pessoas de todo o país.

(É Apenas Fumaça acompanhou em direto todo o percurso, falando com representantes de associações de defesa do ambiente, manifestantes e ativistas. http://apenasfumaca.pt/na-rua-enterrar-o-furo/ )

Porque precisamos de deixar de consumir combustíveis fósseis, de parar de investir numa indústria obsoleta que nos empurra a todos para o abismo, dizemos não. Porque precisamos de preservar o nosso litoral e o nosso interior, salvaguardar a sua biodiversidade da poluição catastrófica que significa o petróleo e o gás, dizemos não. Porque respeitamos as populações, actuais e futuras, dizemos não. Porque temos de travar as alterações climáticas e só o faremos se pararmos definitivamente de explorar e queimar hidrocarbonetos, dizemos não! Vamos enterrar de vez este furo, acabar com todos estes contratos e correr de vez para as energias limpas, rumo ao futuro.

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Marchamos, vindos do Norte e do Sul, do Algarve, do Alentejo, de Peniche, do Porto, da Batalha e de Pombal. Marchamos pelo futuro. Vamos enterrar de vez este furo.

Para travar as alterações climáticas, a única verdadeira solução é construirmos um movimento de base para reivindicar uma transição energética justa. (Mais informação, no site da campanha Empregos para o Clima)

Climáximo existe justamente para isto: organizar a luta pela justiça climática e construir uma mobilização sem precedentes.

Nenhum herói, nenhum político carismático, nenhum papel que os governos assinaram vai resolver este assunto para nós. Somos nós aqueles de quem estávamos à espera.

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No fim da manifestação, lançámos a nova campanha Parar o Furo. Se e quando a ENI/GALP decidir avançar com a perfuração em Aljezur, iremos convocar ações de emergência por todo o país. Vamos organizar assembleias abertas para preparar ações diretas contra o furo. Subscreve-te ao newsletter no http://www.pararofuro.pt

***

A manifestação na comunicação social:

Notícias antes da marcha:

 

 

Wrap-Up | Marcha Mundial do Clima, 29 de abril de 2017

Para combater as alterações climáticas é preciso levar a cabo uma mudança que tenha como objetivo a transição justa para as energias renováveis, diminuindo progressivamente o uso de combustíveis sujos e perigosos como o petróleo, o gás natural, e o carvão, ao mesmo tempo que se recusam soluções insustentáveis como a energia nuclear e as grandes barragens.

Manifesto

Timeline da Marcha em Portugal

Fotos e vídeos:

29 abril: Fotos e Vídeos | Lisboa

Marcha Mundial do Clima, 29 de abril de 2017, Lisboa.

Terreiro do Paço -> Largo do Intendente

Marcha Mundial do Clima – Lisboa from Climaximo on Vimeo.

Não ao furo, sim ao futuro!
Muda o sistema, não o clima!

 

Deixem o petróleo debaixo do solo.

 

Carvão é uma treta, energia obsoleta.

 

Transição energética, já!

 

O mar é para surfar, não é para perfurar.

 

Petróleo para quê? Não há planeta B!

 

 

 

World Café, Casa dos Amigos do Minho

 

World Café: ciência climática

 

World Café, Coopérnico
World Café: ativismo climático

29 Abril: Marcha Mundial do Clima

A eleição de Donald Trump para a presidência dos EUA provocou ondas de resistência em várias frentes, dos direitos humanos à igualdade de género, dos serviços públicos à justiça climática. Trump defende explicitamente o fracking e o carvão. Ao mesmo tempo  autorizou o muito contestado oleoduto de Dakota (Dakota Access Pipeline) e o gasoduto Keystone XL, travados na administração anterior. A agenda petrolífera de Trump levou o movimento “People’s Climate Movement”, dos EUA, a lançar o apelo a uma manifestação internacional no próximo dia 29 de Abril.

Em Portugal, o governo tem passado mensagens contraditórias. Em Novembro de 2016, em
Marraquexe, na COP22, o Primeiro-Ministro António Costa declarou que Portugal seria carbono neutro em 2050. Dois meses depois, o mesmo governo deu licença à GALP/ENI para avançar com a prospeção de gás e de petróleo no mar de Aljezur, ignorando as mais de 42 mil pessoas que se manifestaram contra o furo, durante a consulta pública. O governo cancelou dois contratos da Portfuel no Algarve, mas mantêm-se 13 outras concessões petrolíferas em Portugal. No entanto, no Parlamento Europeu a maioria dos eurodeputados portugueses assinou o tratado de comércio livre com o Canadá (CETA), que potenciará o aumento das emissões de gases com efeito de estufa, bem como privilégios acrescidos para as grandes companhias.

O aquecimento global antropogénico está a ser provocado pelas elevadas emissões de gases com efeito de estufa, cuja fonte principal são os processos de combustão de hidrocarbonetos, associados à produção e consumo de energia. A magnitude das emissões de gases com efeito de estufa já ultrapassou a capacidade natural do planeta para remover esses gases da atmosfera. O consenso quanto à existência das alterações climáticas e ao gigantesco perigo que representam para os ecossistemas e para a Humanidade, em particular para as camadas mais desprotegidas da população, tarda em produzir respostas políticas concretas numa economia viciada em emissões e poluição desregulada.

Para combater as alterações climáticas é preciso levar a cabo uma mudança que tenha como objectivo a transição justa para as energias renováveis, diminuindo progressivamente o uso de combustíveis sujos e perigosos como o petróleo, o gás natural, e o carvão, ao mesmo tempo que se recusam soluções insustentáveis como a energia nuclear e as grandes barragens.

Para isso, uma das prioridades tem de ser o anulamento imediato de todas as concessões de prospeção e exploração de gás e de petróleo ao longo da costa portuguesa, do Algarve à Beira Litoral, do Oeste à Costa Alentejana. Na nossa opinião, estão baseados numa lei inválida. Não é possível uma política climática coerente que possa coexistir com estes contratos de petróleo e gás natural.

Enquanto cidadãos e coletivos queremos um país e um planeta em marcha para um novo paradigma energético, que respeite os direitos humanos, que ponha as pessoas e a natureza acima dos interesses da indústria petrolífera. Queremos uma outra economia, livre de conceitos e práticas que nos arrastam para a catástrofe.

Dia 29 de Abril, juntando-nos à People’s Climate March internacional, sairemos à rua em vários locais do país para exigir uma resposta séria às alterações climáticas e a recusa da exploração de hidrocarbonetos em Portugal.

Academia Cidadã; Alentejo Litoral pelo Ambiente; ASMAA – Associação de Surf e Actividades Marítimas do Algarve; Bloco de Esquerda; Campo Aberto; Climáximo; Coletivo Clima; Coopérnico; Futuro Limpo; GEOTA – Grupo de Ordenamento do Território e Ambiente; Hidrosfera Portugal; MIA – Movimento Ibérico Anti-nuclear; PAN – Pessoas, Animais, Natureza; Peniche Livre de Petróleo; Porto Sem OGM; Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza; Sindicato dos Professores do Norte; Zero – Associação Sistema Terrestre Sustentável


Comunicado de Imprensa

Comunicação social: Observador; CM ao Minuto; Sapo24; Esquerda.net; TVI24; Jornal de Notícias;

Transportes Públicos: “Trabalhadores e utentes querem respostas urgentes”

Para exigir medidas concretas que invertam o caminho de degradação do serviço público de transportes e na defesa do alargamento da oferta, da melhoria da qualidade e segurança do transporte público e com preços acessíveis, trabalhadores e utentes manifestaram-se, no dia 22 de setembro, na cidade de Lisboa.

O Climáximo participou na marcha, pela defesa e promoção do transporte público – essencial para uma mobilidade urbana sustentável e, por isso, essencial no combate às alterações climáticas

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No fim da marcha, os manifestantes aprovaram a seguinte moção para entregar ao governo:

Moção

«Trabalhadores e Utentes exigem respostas URGENTES!»

Há problemas de gestão, mas há claramente opções políticas levadas a cabo pelos governos que põem em causa a prestação de um serviço essencial aos trabalhadores e às populações.

O desinvestimento, a degradação do equipamento, a diminuição da oferta (horários e percursos), o aumento dos preços, não é obra do acaso. É uma opção política que visa a privatização do transporte publico.

É por isso, que nós, trabalhadores e utentes temos que estão com atenção redobrada. É urgente exigir mais e melhores transportes públicos, mas não aceitando que esta degradação sirva de justificação à entrega deste serviço fundamental à iniciativa privada.

Quem reside fora da Cidade de Lisboa conhece e bem a situação, com esta mesma justificação privatizaram os transportes sub-urbanos. Contudo, hoje pagam mais e têm menos oferta pondo em causa a mobilidade das pessoas (estudantes, trabalhadores e reformados).

Nos últimos 5 anos foi sempre para pior: aumentaram preços, reduziram a oferta, baixaram a fiabilidade e a confiança dos utentes nos transportes públicos. Os transportes públicos transformaram-se num caos, por culpa de um governo (PSD/CDS) que quis destruir todos os serviços públicos e transformá-los em negociatas à custa dos utentes e do Estado.

O actual Governo em funções à quase um ano, não prosseguindo na mesma política, nomeadamente travando a privatização que o anterior governo tinha em concretização, não é menos verdade que em questões centrais tem-se limitado a fazer promessas, a adiar soluções urgentes e a desculpar-se com as pressões externas. E o sistema continua a degradar-se, e está mesmo a entrar em colapso.

Ao mesmo tempo que adiam as respostas urgentes, vemos os membros do Governo a multiplicarem-se em promessas para o futuro – autocarros eléctricos, ciclovias de centenas de quilómetros, expansão da rede, bilhetes desmaterializados, investimento em material circulante para daqui a uns anos, etc – ao mesmo tempo que dizem ser precisos 10 aos para reparar os estragos feitos pelo anterior Governo. Os estragos foram muitos, é verdade, mas num país com um milhão de desempregados, é assim tão difícil contratar 45 maquinistas, 150 motoristas ou 80 operadores comerciais? Ou estamos perante uma mera gestão política do problema, que tem como único objectivo disfarçar com ilusões e promessas a ausência de medidas concretas e efectivas?

É por isso que dizemos: Com a nossa luta, travámos os processos de privatização, mas queremos respostas urgentes:

  • que acabem com os tempos de espera excessivos,
  • com os preços abusivos,
  • com a degradação da qualidade, da fiabilidade e da segurança.
  • E isto é urgente para a nossa vida!
  • Queremos um sistema público de transportes públicos acessível e de qualidade, e vamos lutar por ele!

Exigimos que contratem os trabalhadores necessários para repor a oferta de transporte e para devolver qualidade ao sistema (é preciso passar das promessas às medidas concretas:

  • já em Março prometeram 30 novos maquinistas para o Metro, dos 45 que faltam, mas ainda não entrou um e estamos a acabar Setembro!
  • E faltam trabalhadores comerciais e na manutenção, e faltam trabalhadores também na Carris, na Transtejo, na Soflusa, na CP e na EMEF).

Exigimos que libertem as verbas necessárias para se fazer a manutenção dos comboios e dos barcos. O Orçamento de Estado tem garantido o pagamento de todas as «swaps» e todas as «dívidas» aos bancos, também pode libertar as verbas muito inferiores necessárias à manutenção e acabar com o escândalo de estarem 18 (sim, dezoito!) comboios parados no Metro à espera de peças enquanto os utentes vão ouvindo desculpas sobre atrasos e anúncios de supressões ou circulações reduzidas).

Exigimos que avancem com os investimentos inadiáveis em vez de prometerem uma e outra vez grandes investimentos para daqui a uns anos (lancem o concurso para o alargamento de Arroios que permitirá colocar a linha Verde a 6 carruagens e acabar com o inferno que aqueles utentes passam; e em Cascais não é possível continuar a adiar a modernização, ou o sistema ainda colapsa!)

E além destas medidas, urgentes e inadiáveis para inverter o rumo de destruição dos transportes públicos, é fundamental reduzir os custos brutais que os utentes hoje suportam, atraindo novos utentes para o sistema, o que só acontecerá se se melhorar a oferta e a qualidade!