COMUNICADO: Movimentos sociais derrotaram o furo de Aljezur. Falta travar Batalha e Pombal.

GALP e ENI declararam hoje que desistiram de exploração de petróleo em Aljezur. Esta é uma importante vitória do movimento social por um Portugal livre de combustíveis fósseis. Falta travar as concessões da Australis Oil & Gas. Vamos continuar até acabar com estas.

climaximo logo

O consórcio GALP/ENI anunciou que renunciaram a concessão offshore na Bacia Alentejana. O furo de Aljezur levantou uma contestação social sem precedentes à nivel local, regional e nacional. Hoje temos menos um furo no nosso futuro. E esta é claramente uma vitória dos movimentos sociais.

Falta parar todos os restantes furos de petróleo e gás. Para conseguirmos atingir a meta dos 1,5ºC, temos de parar todas as novas infraestruturas de combustíveis fósseis e lançar uma transição energética justa e rápida.

Climáximo felicita todos os movimentos e cidadãos que participaram nesta luta.

Esta é mais uma vitória do movimento mundial pela justiça climática. Na semana passada parou-se o fracking no Reino Unido, ontem ganhámos contra carvão em Espanha, hoje ganhamos contra a GALP em Portugal. Amanhã ganharemos contra o furo de gás em Aljubarrota e o gasoduto entre Guarda e Bragança. Seguiremos em frente pela justiça climática!

Climáximo


PRESS RELEASE: Social movements defeated the Aljezur drill. Next is to stop the drill in Batalha and Pombal.

In a declaration today, GALP and ENI announced that they gave up on the oil exploration project in Aljezur. This is an important victory of the fossil-free movement in Portugal. The next step is to stop the concessions of Australis Oil & Gas.

The GALP/ENI consortium announced that they desisted from the deep offshore concession in Alentejo. The Aljezur drill had raised unprecedented opposition locally, regionally and nationally. Today, we have one less drill in our future. And this is clearly a victory of the social movements.

Now we need to stop the remaining oil and gas projects. To limit global warming within 1.5ºC, we must stop all new fossil fuel infrastructures and launch a rapid and just energy transition.

Climáximo congratulates everyone involved in this struggle.

This is another victory of the global climate justice movement. Last month we stopped fracking the United Kingdom, yesterday we won against coal in Spain, today we win against GALP in Portugal. Tomorrow, we shall win against the Aljubarrota drill and the Guarda-Bragança gas pipeline. Marching forward for climate justice!

Climáximo

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Relatório: Lutar para vencer | Report: Fight to win

Lutar para Vencer capaO novo relatório “Lutar para vencer: o impacto no clima do movimento português anti-petróleo” do Climáximo mostra que as recentes vitórias do movimento contra a prospeção e exploração de petróleo e gás em Portugal conseguiram prevenir emissões de gases com efeito de estufa. Os autores concluem que ativismo pode ser a forma mais eficaz de os cidadãos reduzirem os seus impactos climáticos.

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O movimento anti-petróleo em Portugal preveniu já as emissões de aproximadamente 10 mil toneladas de CO2 nos últimos dois anos, graças ao cancelamento e adiamentos de contratos de exploração de gás e petróleo. O movimento conseguiu pressionar o governo para cancelar, ou não renovar, dois terços dos contratos existentes no início da legislativa e ainda conseguiu fazer adiar o furo de Aljezur do consórcio ENI/GALP, inicialmente marcado para 2016.

As conclusões do estudo são duas: (1) Os movimentos sociais são capazes de produzir resultados incríveis. (2) Participar em movimentos sociais será, possivelmente, a estratégia individual mais eficiente para redução de emissões: as emissões evitadas chegam, por ativista, aos 75% das emissões anuais médias de uma pessoa portuguesa, uma redução muito mais elevada do que em qualquer outra estratégia.

Todas as vitórias são temporárias e parciais, mas os impactos da crise climática não o são. Neste relatório, os autores, Sinan Eden (ativista do Climáximo) e Luís Fazendeiro (ativista da Plataforma Algarve Livre de Petróleo e investigador em transição energética) pretendem celebrar as vitórias do movimento até hoje e apelar à população portuguesa para que se junte a esta luta.

O relatório está disponível em inglês e em português:

Lutar para Vencer

Fight to Win


Fight to Win coverThe new report “Fight to Win: the climate impact of the Portuguese fossil-free movement” by Climáximo shows that the recent victories of the movement against oil and gas projects in Portugal succeeded in preventing a significant amount of greenhouse gas emissions. The authors conclude that activism can be the most efficient way for ordinary people to reduce their climate impact.

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The fossil-free movement in Portugal prevented approximately 10 thousand tons of CO2 emissions in the last two years, thanks to cancellations and postponements of oil and gas contracts. The movement successfully pressured the government to cancel or not renew two-thirds of the contracts which were valid in the beginning of its mandate, and further forced the Aljezur drill by ENI/GALP -originally set for 2016- to be postponed.

The report has two main conclusions: (1) Social movements are able to produce incredible results. (2) Participating in social movement is arguably the most efficient strategy for each individual in Portugal to reduce her/his greenhouse gas emissions: the avoided emissions reach 75% of annual emissions per activist, a value much higher than any other strategy.

All victories are temporary and partial, yet the impacts of climate crisis are not. In this report, the authors Sinan Eden (Climáximo activist) and Luís Fazendeiro (Plataforma Algarve Livre de Petróleo activist and energy transition researcher) intend to celebrate the victories of the movement until today and invite the Portuguese population to join the fight.

The report is available in English and Portuguese.

Lutar para Vencer

Fight to Win

Quer combater as alterações climáticas? Ajude-nos a parar o furo de Aljezur – João Camargo

Se não conseguirmos travar um furo petrolífero em 2018, que provavelmente será o ano mais quente de sempre, quando é que o conseguiremos fazer?

Os recentes extremos climáticos, com os incêndios no círculo polar árctico e na Grécia, com a onda de calor no Japão, assinalam apenas mais um ano extremo na sequência de anos extremos que têm sido as últimas décadas. 2016 foi o ano mais quente desde que há registos, 2015 o segundo, 2017 o terceiro. O Verão de 2018 torra o planeta, apesar de nós por cá até termos férias frias. As alterações climáticas estão sobre nós, com os modelos climáticos a ser ultrapassados por uma realidade cada vez mais fatal. No meio disto, há quem continue despreocupadamente à procura de mais petróleo, gás e carvão para acelerar ainda mais estas catástrofes – como o Governo.

O Governo de António Costa enche a boca para falar de alterações climáticas, que Portugal é um exemplo no combate às alterações climáticas, que vai ser “carbono neutro” até 2050, que é inovador, empreendedor, etc., etc.. Já o ministro do Ambiente, João Matos Fernandes, assumiu (finalmente), depois de anos a dizer que não se cancelavam os contratos de petróleo e gás por questões técnicas e administrativas, que o Governo tinha tomado uma decisão política de manter a concessão petrolífera dada à ENI/Galp.

A ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, uma das responsáveis pela promoção activa da exploração petrolífera em Portugal nos EUA, abriu recentemente uma discussão pública acerca do Plano de Situação do Ordenamento do Espaço Marítimo em Portugal. Este documento, apesar de altamente contestado por organismos públicos e cientistas, prevê o encaminhamento de Portugal na direcção da mineração submarina, da exploração marítima de petróleo, gás e hidratos de metano, ao mesmo tempo que enche páginas com palavras lindas acerca da protecção de ecossistemas marinhos, apoiada por fundações azuis e negras. Entre as fontes citadas nos documentos da consulta pública está o American Petroleum Institute, a principal estrutura de lobby negacionista das alterações climáticas à escala global. A consulta pública deste documento acaba a 31 de Julho e o que querem é que ninguém sequer leia as toneladas de páginas lá postas para esconder os verdadeiros intuitos.

O combate às alterações climáticas é o maior desafio que já enfrentámos enquanto civilização, porque conseguirmos ou não resolvê-lo ditará se conseguimos ou não prevalecer enquanto sociedade, neste que é o único planeta habitável que conhecemos. Para isso servem-nos de muito pouco palavras bonitas, discursos de circunstância ou acções para daqui a cinco décadas.

Em Portugal, o combate às alterações climáticas passa, imediatamente, por travar o furo de Aljezur, que o Governo deu ordem à Galp e à ENI para fazerem, sem sequer avaliar o impacto ambiental, a partir de Setembro.

Travar o furo de Aljezur chega para travar as alterações climáticas? Nem por sombras. Mas se não conseguirmos travar um furo petrolífero em 2018, que provavelmente será o ano mais quente de sempre, batendo os recordes dos anos que lhe antecederam, quando é que o conseguiremos fazer? Quando já não houver nada a fazer? Depois de Aljezur, o Governo vai dizer à ENI e à Galp para fazer mais três furos nas concessões no mar do Alentejo até 2023 (como está nos documentos oficiais). E vai começar a concessionar o espaço marítimo, essa “Plataforma Continental Estendida” que o Governo anda a pedinchar à ONU, para ir concessionar, procurar e explorar mais combustíveis fósseis, e escavacar o fundo do oceano em geral. Não estamos a lidar com pessoas razoáveis, mas com gente que ataca ambientalistas e defende poluidores, ao mesmo tempo que diz que é preciso mais petróleo e gás para ganhar a independência energética. Tudo o que fosse descoberto pertenceria às petrolíferas e o único caminho para uma verdadeira independência energética passa pelas energias renováveis.logo_preto

Portugal não é um dos maiores poluidores a nível mundial. Portugal não é um dos maiores emissores mundiais de gases com efeito de estufa. Não vamos resolver a questão das alterações climáticas sozinhos em Portugal. Ser solidários com quem combate gasodutos e oleodutos nos EUA, contra quem combate a exploração petrolífera na Nigéria, na Nova Zelândia ou o gás de fracking no Reino Unido é importante, mas não chega. Quem quer combater as alterações climáticas em Portugal não pode ficar passivo perante a ameaça de contribuirmos ainda mais para aumentar as emissões de gases com efeito à escala global. Quer combater as alterações climáticas? Ajude-nos a parar o furo de Aljezur.


Artigo originalmente publicado no Público.

Santos Populares no Norte

Durante o mês de junho o Climáximo distribuiu panfletos sobre a prospeção de de combustíveis fosséis em algumas praias de Vila Nova de Gaia em ruas do centro do Porto.

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O Panfleto tinha quadras alusivas aos Santos Populares que se festejam em Junho e tinha como principal objetivo contactar diretamente com a população e auferir do seu conhecimento sobre a relação; alterações climáticas e exploração de hidrocarbonetos.

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8 setembro: Marcha Mundial do Clima 2018

Wrap-up: Marcha Mundial do Clima

Resumo das marchas em Lisboa, Porto e Faro, vídeo, fotos e notícias no Resumo do Dia.


Vais marchar este sábado? Algumas dicas.

Climáximo convoca para a Marcha Mundial do Clima 2018!

COMUNICADO: Portugal junta-se à Marcha Mundial do Clima em três cidades no dia 8 de setembro *** Marchas em Lisboa, Porto e Faro exigem que não se inicie a exploração de combustíveis fósseis e se faça uma transição justa e rápida para energias renováveis. ***

4 de setembro, Porto, 19h00: Artes e Cultura pelo Clima

8 de setembro, Lisboa, 17h00: Trabalhadores pela justiça climática

8 de setembro, Lisboa, 21h00: Política climática de bases: conversa sobre a campanha Empregos para o Clima em Portugal


Parar o petróleo! Pelo clima, justiça e emprego!

No dia 8 de setembro, vamos juntar-nos à mobilização internacional “Rise for Climate” para exigir um mundo livre dos combustíveis fósseis, em que as pessoas e a justiça social estejam acima dos lucros.

A verdadeira liderança climática nasce a partir das bases. Isto significa ver o poder nas mãos das pessoas, em vez das corporações; significa uma vida melhor para quem trabalha e justiça para as populações mais afetadas pelos impactos das alterações climáticas e pelas atividades das petrolíferas.

Vamos marchar para exigir:
– uma transição justa e rápida para as energias renováveis;
– zero infraestruturas de combustíveis fósseis novas: nem em Aljezur, nem em Aljubarrota, nem em lugar nenhum.

LISBOA: Cais do Sodré, 17h00

PORTO: Praça da Liberdade, 17h00

FARO: Largo da Sé, 17h00

Mais informações: http://www.salvaroclima.pt
Mobilização internacional: http://www.riseforclimate.org

4 agosto: Parar o furo – Stop the Drilling

Não manchem o nosso futuro.
Centenas de activistas erguem-se pela energia renovável, numa praia perto de Lisboa.
Juntem-se ao movimento.

Don’t fuel disaster.
Hundreds of activists stand for renewable energy near Lisbon’s shores.
Join the movement.

#pararofuro
#defendthesacred
#waterislife

(English below)

FAÇA PARTE DA HISTÓRIA NO CLIMA!

Junte-se a nós e a outras 1000 pessoas, numa acção de arte aérea na praia, para parar a exploração de petróleo em Portugal e apoiar a transição para uma economia e sociedade justas e regenerativas. Com a ameaça de dois dos espaços mais preciosos em Portugal, a costa atlântica do Algarve e do Alentejo, a última linha costeira da Europa em boas condições, e o santuário de Fátima, situado perto de uma das maiores reservas de água doce da Europa; é hora de agir!

Sob a orientação de John Quigley, utilizaremos os nossos corpos para desenhar uma grande mensagem no chão que será filmada por drones. Connosco teremos activistas do ALA, Climáximo, Campanha Linha Vermelha, Plataforma Algarve Livre De Petróleo, Stop Petróleo Vila do Bispo, Tavira em Transição e outros grupos e activistas internacionais que irão participar no encontro “Defend the Sacred”, em Tamera. Este será um dia de força e alegria, unindo a arte, o ritual e a acção política.

Demonstraremos soluções tecnológicas, para mostrar que existem alternativas funcionais. Esperamos que muitas outras pessoas e organizações – investigando questões semelhantes, trabalhando na criação de sociedades e assentamentos regenerativos – se juntem a nós e enriqueçam o intercâmbio.

Não tem a certeza que compreendeu a ideia? Veja o que organizámos no ano passado (embora estejamos seguros que este ano faremos uma acção maior e melhor!):
https://www.youtube.com/watch?v=0damGwctIi4

https://www.tamera.org/parar-o-furo

BE PART OF CLIMATE HISTORY!

Join us and 1000 other people, to take part in an aerial art action on the beach to stop fossil fuel exploration in Portugal, and support a just transition to a regenerative economy and society. With 2 of Portugal’s most sacred sites threatened, the Atlantic coast of the Algarve and Alentejo, Europe’s last unspoiled coastline, and the Catholic sanctuary of Fátima, near one of Europe’s biggest freshwater reservoirs, now is the time for action!

Led by John Quigley, we’ll use our bodies to draw a huge message on the ground, filmed by drone cameras. You’ll be alongside activists from ALA, Climáximo, Campanha Linha Vermelha, Plataforma Algarve Livre De Petróleo, Stop Petróleo Vila do Bispo, Tavira em Transição and other groups as well as global activists attending the second international gathering “Defend the Sacred” in Tamera. It will be a powerful and joyful day fusing art, ritual and political action.

We’ll showcase our technologies from Tamera to show there are working alternatives. Hoping as many other people and organisations researching similar issues, working on regenerative settlements and society, will join to connect and cross-pollinate ideas.

Not sure what this looks like? Check out what we did last year (although we’re pretty sure this year will be bigger and better!):
https://www.youtube.com/watch?v=0damGwctIi4

https://www.tamera.org/stop-the-drilling

#PararOFuro #defendthesacred #keepitintheground #climatechampion #fossilfree #peoplepower #actionclimate #climateaction #cleanenergy #renewableenergy #climate

Exemplos do trabalho de John Quigley: http://www.spectralq.com/Home.html
Plataforma nacional de acção “Parar o Furo”: http://pararofuro.pt/

Portugal’s fossil-free movement heating up the fight as the Aljezur drill threat approaches.

In the last couple of years, the fossil-free movement in Portugal managed to force the government to cancel 10 out of 15 new oil and gas exploration contracts. Now is the turn of the ENI/GALP consortium’s Aljezur contract, the first drill of which is set for mid-September.

The government has been extremely and ridiculously supportive of this offshore project in the Algarve region. After several public consultations, parliament votings, public protests and juridical processes, the Socialist Party government insisted in favouring the corporations, renewed and extended their expired contract, and exempted the drill from environmental impact assessment.

The movement’s response was colossal.logo_preto

Here is a summary of the last few months.

Following a press conference against the project by all mayors of the region, hundreds marched in Lisbon in the “Enterrar de Vez o Furo” (Bury the drill once and for all) protest in April. This was the launch of a summer of actions, compiled and communicated through the “Parar o Furo” (Stop the Drill) campaign.

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Parar o Furo turned the whole national territory into a playground, where activists kept a rein on all government officials. There was not a single government visit in Algarve that was not met with a protest.

Activists gave a hard lesson to GALP. That is, they actually organized an open lecture on climate change with a university professor at the GALP headquarters. Of course, to protect itself from climate science, GALP invited three bus loads of police to barr the entrance. Determined to make even a little bit of science heard, the activists organized the lecture at the main entrance.

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The activists’ next stop was the Ministry of Economy. A live fossil, who heard that Portugal won the CAN European fossil award, wanted to show his solidarity with the government who wanted to accelerate the fossilization of humans. So he designed his own fossil award and delivered to the ministry.

Then it was the turn of the Minister of Environment, who was to give a conference about energy transition. An honest version of the minister went on stage and explained how the government actively supports the corporations in the fight against climate.

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The World Cup also did not go unnoticed, as GALP is one of the main sponsors of the Portuguese national team. The “Don’t Faul Portugal” video got viral on the day Portugal played its first match.

In the meantime, all the country was filled with STOP the Oil Drill signs.

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International solidarity followed: comrades from Turkey (Northern Forest Defense), Ucraine (Eco-action), Austria (System Change not Climate Change) and Italy (NoTAP) sent support videos, underlying that the climate justice movement is united against new fossil infraestructures.

As if targets for actions were lacking, Obama came to the city of Porto to talk about climate change leadership. Reminding to public that it was Obama who launched the famous shale gas revolution in the US, activists served oil cocktails and fracked water in the entrance of the conference. Obama maintained and strengthened the fossil fuel status quo and delivered it to Trump, as is the Portuguese government doing at the very moment with the Aljezur drill.

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One day later, beaches all across the country were filled with hundreds of protesters organizing human chains to protect the ocean. The decentralized action “Petróleo é má onda” (expression: oil is not cool; literally: oil is bad wave) took place in more than 20 beaches.

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Finally, just a couple of days ago, activists dressed as business men entered the Ministry of Environment and spred banknotes filled with oil. The action “Os vossos lucros VS O nosso clima” (Your profits vs. Our climate) underlined the series of political choices by various government entities to favor the fossil fuel industry and to destroy the climate. In this action, the fossil fuel industry payed a visit to the ministry to pay for its services.

Yet this is not the end of the story. On August 4th, another Parar o Furo action is set in a beach next to Lisbon where hundreds will gather for an aereal art action.

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Then in September 8th, just one week before the set date of the drill and together with the world, Portugal will Rise For Climate, Jobs and Justice. Marches in Lisbon and Porto are already confirmed and more information can be found at http://www.salvaroclima.pt .

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The website http://www.pararofuro.pt has detailed information in English about the context, has an action map, and sends newsletters (in Portuguese and English) regularly.

 

AÇÃO: Ativistas espalham dinheiro sujo de petróleo no Ministério do Ambiente em denúncia do furo de petróleo em Aljezur

Na ação chamada “Os vossos lucros VS O nosso clima”, ativistas do coletivo Climáximo, vestidos como homens de negócio, entraram no Ministério do Ambiente e espalharam dinheiro sujo de petróleo por todo o lado. O Climáximo sublinha os processos corruptos em que o governo tomou o lado das empresas multinacionais contra o interesse público e o planeta.

O vosso lucro VS O nosso clima from Climaximo on Vimeo.

*

A promiscuidade entre o governo e o consórcio ENI/GALP foi o destaque da ação do Climáximo hoje de manhã. Vestidos como homens de negócio, os ativistas “pagaram o serviço” do governo com notas de dinheiro manchadas por petróleo.

O Climáximo lembra que o governo tem uma longa lista de decisões a favor destas empresas petrolíferas:

  • No ano passado, a Plataforma Algarve Livre de Petróleo interpôs uma providência cautelar contra a atribuição da licença para a perfuração. Umas semanas após a aceitação pelo tribunal, o governo emitiu sem a divulgar uma resolução travando o efeito suspensivo da providência. Os argumentos usados pelo governo foram meramente económicos e contratuais. (Recentemente o tribunal de Loulé deu razão à PALP e a providência cautelar voltou  a ter efeito.)
  • Em setembro de 2017, um barco fez sondagens ao largo de Aljezur e foi avistado pelas organizações da sociedade civil. Após os pedidos de esclarecimento por parte destas organizações, o governo negou a existência destas atividades.
  • Apesar das três consultas públicas unânimes contra o furo, o governo estendeu o contrato da ENI/GALP, caducado em 2017.
  • Apesar dos milhares de participantes na última consulta pública que exigiram uma avaliação de impacto ambiental (AIA), o governo isentou as empresas da AIA e deu luz verde para a operação de perfuração.

A ação “Os vossos lucros VS O nosso clima” sublinha que estas decisões políticas do governo foram tomadas apesar da oposição das populações locais e dos autarcas. E também contra o planeta.

Estamos num momento de contradição profunda entre os lucros das multinacionais e um planeta habitável. Para evitarmos a crise climática, não pode haver nenhuma nova infraestrutura de combustíveis fósseis em nenhum sítio do mundo. O governo sabe disto, as empresas sabem disto, mas o capitalismo impõe as suas regras e empurra a humanidade inteira para o abismo do caos climático irreversível.

Há valores mais importantes para a sociedade do que os interesses económicos das multinacionais. Os vossos lucros não justificam a destruição do nosso planeta.

Temos que parar o furo.

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Petróleo é má onda! – Wrap-up

No dia 7 de julho, mais de 25 praias encheram-se com protestos contra o furo de Aljezur e contra a prospeção e exploração de petróleo e gás em Portugal.

mapaAs ações foram auto-organizadas em cada local, e partilhadas com o hashtag #PetróleoÉMáOnda . Um excerto da convocatória:

Convocamos um cordão humano de surfistas, body boarders e nadadores … para reclamar o espaço do mar como espaço público de todos e contestar a prospecção de hidrocarbonetos promovida pelo estado português que avança em contrasenso e sem estudos ambientais, contra a opinião dos seus habitantes.

Por um futuro sem furos e pela protecção do ecossistema partilhado por todos, somos a favor da transição energética para as renováveis e descarbonização do país, especialmente tendo em conta os incríveis recursos naturais que temos, como as ondas, o vento e o sol.

Por uma política energética verde e pela liberdade de todos: Petróleo é Má Onda!

Partilhamos aqui algumas fotos e notícias desta linda ação:


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Na comunicação social:

Para ficares a par das próximas ações, subcreve a newsletter em http://www.pararofuro.pt

ACÇÃO NO PORTO: Ativistas serviram “coquetail de petróleo” e “água com gás de fracking” na conferência com Obama sobre alterações climáticas

À entrada da conferência “Climate Change Leadership Summit” no Porto, ativistas do Climáximo serviram bebidas falsas que representam as verdadeiras políticas climáticas do governo português e do Obama. A acção sublinhou as contradições entre os discursos e as acções dos governos.

Esta sexta-feira, o Coliseu no Porto foi palco duma conferência internacional, “Climate Change Leadership Summit”, em que o ex-presidente dos EUA Barack Obama foi convidado especial.

Contudo, foi durante a administração do Obama que foi lançada uma “revolução de gás de xisto”, i.e. o uso de fracturação hidráulica para extrair gás fóssil. Obama teve um discurso contra o carvão que serviu para criar uma imagem verde da sua administração, mas como os activistas do Climáximo sublinham:

Um nível de 3% de fugas durante a extracção ou o transporte [do gás] implicaria mais emissões do que as do carvão. Os dados mostram que entre 3.6% e 7.9% do gás escapa para a atmosfera durante a exploração. O gás é uma boa ideia para a indústria petrolífera, mas uma ideia horrível para o clima.

Obama aumentou as emissões dos EUA, manteve e fortaleceu o status quo da indústria de combustíveis fósseis, e depois entregou-o a Trump.

Por outro lado, os activistas destacam que

o governo português fechou os olhos às manifestações contra o furo de petróleo em Aljezur, ignorou todas as consultas públicas em que as populações e autarcas se opuseram ao furo, renovou o contrato caducado da ENI/GALP e permitiu que as operações avançassem sem avaliação de impacto ambiental.

Climáximo, colectivo pela justiça climática, denuncia os discursos “verdes” dos políticos que seguem políticas destrutivas na direcção do caos climático.

Na entrada da conferência, ativistas do Climáximo serviram “coquetails de petróleo” e “água com gás de fracking”, em representação do discurso que será “servido” dentro: palavras bonitas e “ambiciosas” mas em essência cheias de combustíveis fósseis.

Climáximo exige o impedimento imediata do furo de Aljezur, o cancelamento dos todos os contratos de petróleo e gás, e uma transição rápida e justa para energias renováveis.

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