Climáximo em Paris, COP-21 #4: Break Free in May

The “leaders” in COP-21 is talking about the gap between the below-2C warming target and the current pledges locking us into a 3C path. But “leaders” of social movements in ZAC (Zone of Action for Climate) are. 2015 was the hottest year in record for the planet and for the movement, and in 2016 we want to get the movement hotter. In May 2016, some 12 struggles around the world will escalate the struggle in acts of civil disobedience: Break Free 2016

Near Portugal, Ende Gelaende will have a massive coal mine blockade in Germany and there will be actions against the anti-renewable regulations in Spain. We knew we cannot rely on COP’s for climate justice, but from now on we will not even wait for them to have moments of mass mobilization. We are the ones we have been waiting for, and we will take the lead.

Sinan, December 9th

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Climáximo em Paris, COP-21 #3: Carbono Azul

No dia 8 de Dezembro, realizou-se, na ZAC (Zone of Action for Climate), a discussão “The Blue Carbon Mechanism: Ocean grabbing in disguise?” organizada pelo Forúm Mundial das Comunidades Piscatórias, onde se abordou a ameaça às comunidades das zonas costeiras por parte de grandes multinacionais através das iniciativas de Carbono Azul (Blue Carbon).

Carbono Azul é um carbono armazenado naturalmente pelos ecossistemas marinho-costeiros, em particular nas florestas de mangue. Sob o argumento de que os oceanos são os lugares mais promissores de carbono, vários projectos estão a ser implementadas como uma forma de conservação e/ou reabilitação dos ecossistemas costeiros. No entanto, este mecanismo representa uma clara reprodução das lógicas de Mercado de Carbono, por parte da grandes empresa. O Carbono Azul está a incentivar a privatização de zonas costeiras, expulsando comunidades, abolindo os seus direitos, entre outras consequências. Este mecanismo é uma falsa solução para as alterações climáticas!

Por M & M, no dia 8 de dezembro

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Climáximo em Paris, COP-21 #2: O sistema não se reforma, destrói-se!

Decorre, agora mesmo, na ZAC (Zone of Action for Climate) uma inspiradora conversa dinamizada pela Via Campesina. Estão aqui e não na COP21 porque o sistema não se reforma, destrói-se! Defendem a soberania alimentar, a não privatização das sementes, o poder para as pessoas, a não utilização de agro-químicos, a ocupação das terras, o fim da militarização, etc. Propõem a criação de mais espaços e movimentos de resistências que permitam a ruptura com o sistema mundial capitalista, a emancipação das comunidades e ao mesmo tempo o combate às alterações climáticas.

Por M & M, no dia 9 de dezembro

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Climáximo em Paris, COP-21 #1: Bottom-up imperialism

I learned about what I will call “bottom-up imperialism“. Simply put, it goes like this: In Copenhagen summit in 2009, the negotiations collapsed because the Global North evaded its historical responsibility. So they postponed a decision to keep warming below 2C. Then they invented “intended nationally determined contributions” (INDCs) for emission reductions and climate finance. It means, instead of defining the needed global cut and distributing it to countries based on equity (“top-down“), each country would announce their voluntary contribution until Paris.

The problem is that the current INDCs will lock us into a 3C warming, not compatible with a liveable planet.

Now the UN negotiators avoid talking about this gap (because that would be a top-down approach ^_^ ) and say “this is a beginning, we will make it better later on”. (meaning, I guess, worse storms and more extractivism will follow, this was just the beginning of destruction)* They will simply not correct the INDCs in Paris.

I find it very curious how a bottom-up approach is adopted to maintain ecological imperialism.

Sinan, December 8th

* Just to give you an idea: Turkey “committed” to doubling its emissions in 15 years. What a beginning!

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14Dez: Estado de emergência climática – COP-21 feedback

Mais uma cimeira das Nações Unidas sobre alterações climáticas chega ao fim. E o planeta continua a aquecer. Mas também aquece o movimento internacional pela justiça climática!

Nesta sessão, vamos começar com um curto briefing sobre o que aconteceu nas negociações da COP-21. De seguida ouviremos as experiências dos ativistas que estiveram em Paris, a participar nos workshops, debates, assembleias e ações.

dia 14 de dezembro, segunda-feira, às 21h00
Mob-Lisboa: Rua dos Anjos 12F, Anjos

O evento no Facebook, aqui.

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18Dez: Jantar Popular e Conversa com @s ativistas que foram a Paris (COP-21)

Um grupo de 10 activistas foi de Portugal até Paris e participou em workshops, debates, assembleias e ações integradas no movimento global contra as alterações climáticas. Estiveram lá porque querem construir um movimento de justiça climática em Portugal. Por isso, estão entusiasmados para partilhar as suas experiências e discutir os próximos passos. 🙂

Normalmente o jantar é por volta das 20h e a discussão começa às 21h00.

dia 18 de dezembro, sexta-feira, às 20h00

GAIA-Lisboa, Rua da Regueira 40, Alfama

O evento no Facebook, aqui.

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O que é o Jantar Popular?

  • Um Jantar comunitário vegano, biológico e LIVRE DE OGMs que se realiza no GAIA, Rua da Regueira, n 40, em Alfama.
  • Uma iniciativa inteiramente auto-gerida por voluntários.
  • Um jantar em que podes colaborar! Para cozinhar e montar a sala basta aparecer a partir das 18h. Jantar “servido” a partir das 20h.
  • Um projecto autónomo e auto-sustentável. As receitas do Jantar Popular representam o fundo de maneio do GAIA que mantém assim a sua autonomia.
  • Um jantar onde ninguém fica sem comer por não ter moedas e onde quem ajuda não paga. O preço nunca é mais de 3 euros.
  • Um exemplo de consumo responsável, com ingredientes que respeitam o ambiente, a economia local e os animais.
  • Uma oportunidade para criar redes, trocar conhecimentos e pensar criticamente.

Declaração e Apelo: Ida a Paris

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Vivemos neste momento dois estados de emergência: um declarado pelo governo francês para suprimir liberdades fundamentais; outro da crise climática global.

Curiosamente, nenhum dos dois parece aplicar-se aos governantes políticos. Enquanto as mobilizações de rua foram proibidas, a Cimeira do Clima da ONU (COP-21) e todos os eventos empresariais paralelos irão manter-se inalterados. Os mecanismos de mercado e mercantilização do clima vão ganhar terreno na COP-21, ao mesmo tempo que não existe nas negociações qualquer menção à dívida ecológica, aos subsídios para combustíveis fósseis, ou à justiça climática. Não podemos deixar isto passar sem contestação!

A iniciativa do autocarro para Paris foi cancelada. Mas o Climáximo considera que tem agora ainda mais razões, e mais fortes, para ir. Nós vamos estar em Paris:

  • porque temos que tomar de volta a desobedência civil como ferramenta dos povos para mudar o sistema;cropped-climaximo-logo1.png
  • porque precisamos urgentemente de construir um movimento global para a justiça climática;
  • porque a última palavra sobre alterações climáticas não pertence aos políticos, pertence-nos a nós.

Temos dificuldades logísticas em suportar a tua viagem, mas se conseguires viajar até Paris durante a COP-21 (30 de novembro a 12 de dezembro), informa-nos de quando lá estarás, para nos encontrarmos contigo lá.

Comunicado do Climáximo sobre COP-21 (dia 19 de novembro)

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Os recentes atentados em Paris têm vindo a ser utilizados para legitimar a restrição da liberdade de mobilização civil pela justiça climática durante a cimeira do clima, que irá decorrer de 30 de Novembro a 12 de Dezembro, 2015.

Consideramos que nenhum governo deve usar o terrorismo para promover o medo, aumentar o ódio, potenciar guerras e reduzir as liberdades individuais em nome da segurança. A melhor forma de responder à violência e ao terror é mostrar a força de um movimento global, de justiça e solidariedade, que transcende todas as barreiras e diferenças. Relembramos ainda que um mundo com alterações climáticas galopantes será um mundo com cada vez mais conflitos armados, estados falhados e dezenas de milhões de refugiados em todas as partes do globo. A luta pela justiça climática é também ela, e talvez mais do que tudo, uma luta pela paz.

Apelamos à manutenção de todas as acções de mobilização e protesto previstas durante a COP21 (e.g. Marcha pelo Clima no dia 29Nov, Mobilização no 12Dez).

Reafirmamos a nossa vontade de combater (em Paris ou em Lisboa!) as injustiças, a miséria, as guerras, as desigualdades, o racismo, a intolerância, as violações dos direitos humanos, a devastação ecológica e as alterações climáticas.

Mais do que nunca é fundamental levantarmos a voz pelo clima e pela justiça ambiental. Não pode haver COP21 sem sociedade civil e as nossas vozes serão ouvidas em todos os cantos do mundo.

Resistiremos!

Linhas Vermelhas, 12 de dezembro, Paris

Em dezembro, os governos do mundo vão reunir-se em Paris para finalizar um novo acordo sobre alterações climáticas, um acordo insuficiente baseado em promessas não vinculativas. Ao mesmo tempo, milhares de pessoas vão para as ruas em Paris, porque a última palavra sobre alterações climáticas não é dos políticos, é nossa.uZM_Dztj

Na madrugada de 12 de Dezembro, quando a cimeira estiver a chegar ao fim, vamos juntar-nos e começar a caminhar em direção ao centro de conferências em Le Bourget em 5 grupos de até 800 pessoas. Numa ação massiva de desobediência civil, vamos demarcar linhas vermelhas para um planeta justo e habitável. Vamos mudar o discurso, de mudanças climáticas para uma mudança de sistema, e sublinhar que o processo da ONU, dominado por corporações, não é a solução para a crise climática.

Contudo, isto não é um mero ato simbólico.

  • Os políticos gostariam que marchássemos num sítio convenientemente remoto, mas nós vamos perturbar o seu business-as-usual.
  • Este será também um momento de soluções dos povos, em construção. Atrás das linhas vermelhas, vamos discutir ações para 2016.

Milhares de pessoas já estão a fazer planos para ir a Paris.

Estarão em Paris pessoas vindas de comunidades afetadas em França, como Seine St Denis, nos arredores de Paris, que pagaram um pesado preço em mortes durante a vaga de calor de 2003. Estarão lá habitantes de ilhas no Pacífico, para quem as alterações climáticas são uma questão de sobrevivência. Pessoas de comunidades rodeadas pelas mais horríveis minas de carvão, locais de extração de gás de xisto (fracking) e poços de petróleo.

O Bloco de Esquerda está a organizar uma viagem de autocarro a Paris, e o Climáximo convida tod@s @s que queiram juntar-se a nós nesta ação histórica.

Mais info:   http://d12.paris

https://climaximo.wordpress.com

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Red Lines, D12, Paris

In December, world governments will meet in Paris to sign a new agreement on climate change, an insufficient agreement based on non-binding pledges. And thousands will take to the streets in Paris because the last word on climate change will not belong to politicians, but to us.

At dawn on December 12th, when the summit is coming to an end, we will meet up and start walking towards the conference center in Le Bourget in 5 groups of up to 800 people. We will draw red lines for a liveable planet in a mass action of civil disobedience. We will re-focus from climate change to system change, emphasizing that the corporate-dominated UN process is not the solution to the climate crisis.

Yet this is not just symbolic.

  • While the politicians would like us to march somewhere conveniently distant from the summit, we will disrupt their business-as-usual.
  • It will also be a moment of peoples’ solutions in construction. Behind the red lines, we will have workshops to plan the 2016 actions.

Thousands of people are already making plans to come to Paris.

People from impacted communities in France, like in Seine St Denis outside Paris, who paid a heavy death toll during the 2003 heat wave. People from Pacific Island nations on the other side of the world, for whom climate action is a matter of survival. People from the communities surrounded by the world’s worst coal mines, frack sites and oil wells are all coming too.

Bloco de Esquerda is organizing a bus trip to Paris, and Climáximo invites all who would like to join in to this historic moment.

More:system change

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