Passeio Tóxico / Toxic Tour

Uma visita guiada grátis e livre ás masmorras dos criminosos ambientais.

As empresas mais ricas do mundo são também as mais criminosas para o clima da terra. São aquelas que estão a queimar o planeta. Mas há outros agentes na obscuridade… que estão a deitar lenha para a fogueira. Chamam-se: bancos. Eles providenciam os fundos e créditos para as infraestruturas de combustíveis fósseis, sem que se ouça falar muito disso.

Vamos saber quem financia o quê.

Junta-te a nós neste visita guiada gratuita e livre aos bastidores tóxicos da Finança Fóssil.

12 de dezembro, 13h00, Marquês de Pombal, à frente do antigo Diário de Notícias


[ EN ]

A free and liberated guided tour into the dungeons of climate criminals.

The biggest corporations ever in the world are also the biggest climate criminials. They are the ones driving us all off the cliff to a climate catastrophe. But there is someone else behind the scene… someone putting gas to this rat race. They are called banks. They give the funds and credits for the fossil fuel infrastructures, but they are not on the spotlight.

So let’s get to know who is funding what.

Join us in this free guided tour to the toxic cells of the fossil finance.

December 12th, 13:00, Marquês de Pombal, in front of the old Diário de Notícias building

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Passeio Tóxico – vídeo e fotos

Passeio Tóxico Reloaded – GALP Energia from Climaximo on Vimeo.

Para evitar alterações climáticas catastróficas, é preciso limitar o aquecimento global a 2°C acima dos níveis pré-industriais: «linhas vermelhas» que não podemos ultrapassar para manter o planeta habitável. Para lá do limiar dos 2°C esperam-nos (ainda mais) secas, tempestades, ciclones, cheias, enormes perdas de biodiversidade, epidemias, subida do nível do mar, acidificação dos oceanos, falhas de infraestruturas, crises alimentares e de acesso à água, guerras e refugiados climáticos.

Para evitar o aquecimento global irreversível, é preciso deixar mais de 80% das reservas conhecidas de combustíveis fósseis no subsolo. Por isso, pouco interessa se Portugal terá ou não reservas de hidrocarbonetos: o país tem de cortar pelo menos 64% das suas emissões de gases com efeito de estufa nos próximos 15 anos. E nesta luta contra as alterações climáticas, não existe espaço para novos projetos de extração de hidrocarbonetos. A única proposta realista para um planeta justo e habitável é deixar os combustíveis fósseis no subsolo, e mobilizar todas as forças sociais, económicas e políticas para uma transição justa para um futuro sustentável.

O grupo GALP Energia está presente em 14 países, com mais de 40 projetos de prospeção e exploração de petróleo. Como recompensa dos seus grandiosos feitos no domínio das emissões de gases com efeito de estufa, em 2015 a GALP contabilizou 639 milhões de euros de lucro. Lucro é de facto a única preocupação desta empresa, e na procura de novas formas de rentabilizar os recursos do planeta, o próximo passo será a extração em Portugal. A GALP, juntamente com a italiana ENI, detém uma concessão para exploração e extração de hidrocarbonetos em «deep offshore» na bacia do Alentejo. O início da prospeção, originalmente previsto para 1 de julho de 2016, foi adiado para 3 de Agosto, enquanto decorre um processo de consulta pública.

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Passeio Tóxico, 1 de julho: Como chegar?

A GALP quer perfurar mar da costa alentejana a 1 de julho.

A nossa resposta: Se ultrapassarem as linhas vermelhas de um planeta habitável, nós teremos de ultrapassar as suas linhas vermelhas, através de ações de desobediência civil.

Encontro das bicicletas: 14h00 Entre Campos

Bicicletada anti-fracking e não convencionais:
14h00 Entre Campos -> 14h30 GALP Energia

Encontro e briefing do Passeio Tóxico: 14h30 GALP Energia
(Rua Tomás da Fonseca, Torre C, 1600-209, Lisboa)

Autocarros:

  • 701: Campo Grande (metro) – Campo Ourique (Paragem: R. Tomás da Fonseca)
  • 726: Sapadores – Pontinha centro (Paragem: Estr. Luz / R. Soeiros)
  • 764: Cidade Universitária – Damaia Cima (Paragem: Estr. Luz / R. Soeiros)
  • 768: Cidade Universitária – Q.ta Alcoutins (Paragem: Estr. Luz / R. Soeiros)

mapa toxico

 

passeio toxico reloaded

Mais informação sobre o Passeio Tóxico aqui. Esta ação faz parte deste Apelo para um Planeta Justo e Habitável.

22 de junho: Preparar o Passeio Toxico

Olá!!

A Bicicletada vai passar em Lisboa no fim do mês de Junho e início do mês de Julho.

No dia 1 de Julho vai haver o Passeio Tóxico.

Quem quiser/puder ajudar a preparar esta acção, pintar umas faixas e cartazes, apareça no dia 22-06-2016 na Alameda, ao pé da fonte às 19h.

Podem trazer materiais para pintar e ideias frescas para a acção.

passeio toxico reloaded

Estamos também a organizar um piquenique na Ribeira das Naus para dia 02-07-2016 e necessitamos ainda de algumas ajudas.

Em Portugal, temos de cortar 64% das emissões de gases de efeito de estufa em 15 anos. Isto não se consegue iniciando projetos de extração de combustíveis fósseis. Vamos partilhar informação, debater ideias, unir lutas e criar redes!

Contamos com tod@s

Estamos juntos, pois só assim faz sentido!

🙂

Passeio Tóxico Reloaded, 1 de julho

passeio toxico reloaded

O video e os fotos do Passeio, aqui. 🙂

Actualização: A sondagem da GALP/ENI foi adiada pela DGRM para dia 3 de agosto. A GALP/ENI têm agora uma oportunidade para recuar, e evitar cruzar ainda mais as linhas vermelhas do planeta. Mantemos o Passeio com toda força!

Fart@ dos projetos de extração off-shore e on-shore, convencionais e não convencionais que estão a lixar o planeta?

A GALP quer perfurar mar da costa alentejana a 1 de julho.
A nossa resposta: Se passarem as linhas vermelhas de um planeta habitável, nós teremos de passas as suas linhas vermelhas, através de ações de desobediência civil.

Junta-te a nós nesta visita guiada, grátis e livre, às marmorras dos criminosos climáticos.

Como chegar?

GALP

Passeio Tóxico: Perguntas Frequentes

P: O que vai acontecer, exactamente?

primeiro cartaz

R: Vamos “visitar” algumas das empresas que andam a ganhar dinheiro à custa da destruição do clima. Como em qualquer outro “passeio”, queremos entrar nos seus escritórios, fazer perguntas sobre o seu trabalho e observar o ambiente em que trabalham para lixar o planeta.

*

P: Isto é legal?

R: Entrar em escritórios, sucursais ou galerias de empresas é legal. Estes são espaços privados de utilização pública (ao contrário, por exemplo, de uma residência privada). Eles podem não gostar de nos ter lá dentro, mas teremos de ver o que acontece.

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P: Isto é perigoso?

R: As alterações climáticas são muito perigosas, sim. Ah, espera, estás a falar do passeio? Nada que se compare. Ainda assim, vamos tentar garantir que ninguém arrisca mais do que aquilo a que está dispost@ e que temos apoio para lidar com as possíveis consequências durante e depois do passeio.

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P: Que empresas vamos visitar?

R: Está aqui o mapa

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P: Como escolheram as empresas?

R: Há razões específicas para cada uma, que vamos explicar durante o passeio.

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P: Há problema em chegar atrasado?

R: Por favor venham a horas. Antes do início do passeio vamos dar alguma informação práctica que pode ser útil.

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P: Quanto tempo vai demorar o passeio?

R: O percurso demora cerca de meia hora, sem contar com as visitas às empresas. Se tod@s chegarem a tempo, esperamos acabar em cerca de duas horas. Mas é difícil prever exactamente.

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P: É preciso pagar?

R: Não, mas se calhar podemos pedir patrocínio às empresas! Estamos a fazer algum tipo de publicidade, não é? De qualquer maneira, é só aparecer e trazer um(a) amig@. Já andamos a pagar demasiado pela crise das alterações climáticas, é tempo de fazermos as empresas a pagar.

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P: Vai haver mais passeios?

R: Depende de como correr este. Estamos muito entusiasmad@s com a ideia e gostaríamos muito de a repetir noutros contextos e momentos, mas primeiro queremos experimentar.

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P: Como me posso manter informad@ sobre estas acções?

R: Subscreve o nosso blog. Vai à nossa página no Facebook e procura os eventos. Depois, há muitas outras acções organizadas por outros grupos, que podes descobrir seguindo meios de comunicação alternativos como a Guilhotina.info, o Jornal Mapa e a Indymedia.

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P: Depois dizem como correu?

R: Sim, mas ainda não sabemos se vai ser um vídeo ou só umas fotos.

*

P: Mas a sério, porque é que estão a fazer isto?

R: As empresas e os governos já passaram as linhas vermelhas de um planeta habitável. 2015 foi o ano mais quente alguma vez registado, tal como o foram os meses de Janeiro e Fevereiro deste ano. Desde a subida do nível do mar até à ocorrência de tempestades extremas, as alterações climáticas estão a acontecer agora e a necessidade de agir nunca foi tão urgente. Queremos introduzir e normalizar a desobediência civil como parte da luta pela justiça climática.

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