Emergência da Floresta da Amazónia: Ação Vegan Dia dos Namorados

Jair Bolsonaro, o presidente do Brasil, não nega a sua intenção de fazer crescer a agroindústria em detrimento do meio ambiente. Já declarou abertamente que irá eliminar os ativistas no país e diminuir a fiscalização e as multas à indústria. Afirmou o seu desrespeito pela Constituição ao negar aos índios e quilombolas o direito a terras demarcadas. Já ameaçou acabar com o Ministério do Meio Ambiente, e apesar de não ter cumprido a ameaça, desmantelou algumas das suas estruturas e nomeou para esta pasta uma figura condenada pela justiça por beneficiar empresários ligados à mineração. Entregou também outras pastas estratégicas a pessoas não qualificadas, tais como a Ministra da Agricultura (que num mês já aprovou 28 agrotóxicos antes não utilizados), enquanto no Ministério de Relações Públicas extinguiu a subsecretaria que tratava das alterações climáticas.

O seu governo cumpre aparentemente com o prometido em campanha. Avança a qualquer custo com a destruição da floresta Amazónica, o sacrifício de milhares de vidas que ali habitam e o esgotamento dos recursos naturais, para manter uma economia alimentada por matérias-primas, cujo lucro é repartido por uma minoria. Desenvolvimento económico não é sinónimo de desenvolvimento social. O Brasil, como os demais países do Sul Global, sofre com as políticas impostas pelos países do Norte Global. Em vez de cumprir com a responsabilidade de conservar a Amazónia, cujo impacto alcança todo o planeta, o atual presidente não se envergonha de baixar a cabeça perante países como os EUA e manter as suas políticas irresponsáveis mesmo num momento em que todos os olhos estão voltados para as mudanças climáticas a ocorrer pelo Mundo.

O Climáximo está em total desacordo com as políticas praticadas pelo governo brasileiro, e apoia a ação pacifica que irá ocorrer na próxima quinta-feira (14/02) às 11 horas em frente à embaixada do Brasil.

val14fev

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AÇÃO: Ativistas fizeram soar o “Climate Alarm” à frente da sede da petrolífera Australis contra os furos de gás na Zona Centro

Hoje, dia 8 de dezembro, enquanto a cimeira do clima COP-24 está a decorrer em Katowice, na Polonia, ações marcadas em mais de 160 cidades reuniram milhares de pessoas que exigiram uma verdadeira ação climática para limitar o aquecimento global por 2ºC.

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O dia de ação global foi denominado como “Climate Alarm” foi originalmente convocada em França e rapidamente multiplicou-se por 20 países em cinco continentes. Na convocatória, os organizadores sublinham que as metas estabelecidas pelo Acordo de Paris no COP21 não são acatadas por nenhum dos países aderentes e que os compromissos assumidos, mesmo que respeitados, não são suficientes. Aliás, a sua implementação levaria a um aquecimento global superior a 3°C.

Em Lisboa, o “Climate Alarm” escolheu a sede da empresa Australis Oil & Gas na Avenida de Liberdade, uma vez que a Australis Oil & Gas pertende fazer furos de gás fóssil em Aljubarrota e Bajouca no próximo ano.

Depois da vitória dos movimentos sociais contra o furo de petróleo em Aljezur, os ativistas apontam para a Zona Centro do país como a próxima paragem da luta por um Portugal livre de combustíveis fósseis.

Nesta acção foram colocadas linhas vermelhas a envolver uma torre de exploração de gás e colocado um gigante cravo vermelho no cimo da torre de gás, à frente da sede da Australis Oil & Gas. As linhas vermelhas representam o limite que não devemos ultrapassar para vivermos num planeta habitável. Os activistas lançaram também as preparações dum Acampamento de Ação contra o Gás Fóssil e pela Justiça Climática, a ter lugar no verão 2019. Mais informações sobre o acampamento podem ser encontrados no http://www.camp-in-gas.pt .

Assembleia Popular defronte da Assembleia da República decide: “Nem um furo, nem agora, nem no futuro”

Hoje, dia 21 de dezembro, pelas 12h00, durante o debate parlamentar da petição da Associação de Surf e Atividades Marítimas do Algarve (ASMAA) contra o furo de petróleo e gás ao largo da costa de Aljezur, um grupo de pessoas reuniu em frente à Assembleia da República numa Assembleia Popular que chumbou a prospeção e exploração de hidrocarbonetos em Portugal.

Neste “plenário” cidadão, estiveram presentes representantes dos interesses das populações locais, do mar, da água, dos pescadores, dos animais, dos agricultores, dos ecossistemas do planeta e, finalmente, um representante dos interesses das empresas multinacionais. Todos os reunidos, com exceção do representante das empresas multinacionais, declaram o seu voto contra os furos de petróleo e gás.

Depois de ouvidos os argumentos das partes interessadas, ao contrário do que aconteceu no plenário oficial dentro do Parlamento, foi votado o cancelamento de todos os contratos em vigor para prospeção e exploração de petróleo e gás em Portugal. Os “deputados cidadãos” mostraram “cartão vermelho” a estes contratos e exigiram o cancelamento das cinco concessões atualmente em vigor para prospeção de petróleo e gás, no mar ao largo da costa Alentejana assim como em terra, nas zonas da Batalha e Pombal.

Os participantes desta ação cidadã sublinharam a sobreposição entre os votos d@s vári@s deputad@s parlamentares e os interesses das multinacionais, em lugar de defenderem as populações locais, as gerações futuras, os ecossistemas e a justiça social.

A luta contra a pecuária industrial na luta por uma mudança de sistema

MAM Climaximo

São vários os motivos que conduziram ao estado actual de urgência climática. A indústria pecuária é um dos principais responsáveis. As emissões oriundas da produção de animais para consumo humano estão estimadas em 7.1 gigatoneladas CO2-eq por ano, representando 14.5% das emissões globais derivadas da actividade humana (FAO, 2013)

A pecuária industrial representa um conjunto de práticas que procura essencialmente reduzir os custos de produção ao mínimo absoluto, ignorando sistematicamente a degradação ambiental, as desigualdades sociais, as doenças humanas e o sofrimento animal. Desde a desflorestação para a produção de alimentos para consumo animal, até ao processo digestivo dos animais, estas práticas intensivas emitem grandes quantidades de metano – um gás de efeito de estufa 21 vezes mais potente que o CO2 considerando um período de 100 anos (UNFCCC).

No dia 4 de Junho vai haver em Lisboa, pela primeira vez, uma marcha pela abolição dos matadouros. Esta marcha é organizada pelo Movimento pela Abolição dos Matadouros (MAM), nascido em 2016, que visa contribuir para a erradicação da violência especista, e simultaneamente alertar para os impactos do consumo de animais e dos seus derivados ao nível da saúde humana, da pobreza mundial, e da gestão dos recursos mundiais.

Estamos conscientes que o complexo agropecuário é um dos principais responsáveis pelas alterações climáticas e só com uma mudança dos nossos padrões de produção e consumo, em paralelo com uma acção política concertada com activismo ambiental, poderemos enfrentar o maior desafio que a Humanidade já enfrentou. Assim, parar as alterações climáticas passa também por uma participação concertada na luta contra a indústria agropecuária.

Climáximo

Solidariedade com o SNTSF e Convocátoria para o cordão humano no dia 28 de janeiro

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A notícia da ação aqui: SIC Notícias

O Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Sector Ferroviário (SNTSF) convocou uma greve e um cordão humano para dia 28 de janeiro (quinta-feira) contra a recente privatização da CP-Carga. A concentração será às 10h30 em frente à sede da empresa.

Subscrevemos os motivos do sindicato para esta jornada de luta:

Razões de fundo, considerando que os Sectores Estratégicos da nossa economia devem estar nas mãos do Estado e que o transporte ferroviário de mercadorias é um Sector Estratégico;

Razões circunstanciais, face ao processo de privatização em concreto, com inúmeras situações irregulares e ilegais, onde se destaca a questão amplamente denunciada de a empresa ser vendida por 2 milhões depois de o Estado a capitalizar em mais de 116 milhões.”

O Climáximo solidariza-se com a luta do SNTSF. O caminho para um planeta justo e habitável passa pelo controlo público dos sectores mais responsáveis pelas emissões de gases de efeito de estufa.

Assim, consideramos que há também razões climáticas para a luta do SNTSF:

A exclusão da aviação civil e transporte marítimo do Acordo de Paris na COP-21 traduzir-se-á num desmantelamento gradual do sector ferroviário em prol daqueles sectores poluidores, simplesmente porque os governos decidiram ignorar as emissões deles.

Pelo contrário, do que nós precisamos urgentemente é duma transformação profunda da nossa sociedade para reduzir as emissões. Esta transformação vai exigir muito trabalho. Para este fim, defendemos a criação de centenas de milhares do novos postos de trabalho no sector público, para liderar a transição justa para um futuro sustentável – “Empregos Climáticos”.

Por isso convidamos tod@s a juntarem-se a nós no dia 28 de janeiro às 10h30 em frente à sede da CP-Carga, na Av. da Republica nº 66.

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