COMUNICADO: Climáximo denuncia a entrega da 500ª carga de gás natural liquefeito no Porto de Sines e anuncia acampamento contra gás e pela justiça climática

O Climáximo, coletivo pela justiça climática, denuncia a forma orgulhosa em que a Redes Energéticas Nacionais (REN) anunciou a entrega da 500ª carga de gás no Porto de Sines. Não existe nada a celebrar em mais um crime climático e é urgente mudar de caminho para uma transição energética justa.

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Num comunicado da REN foi divulgado que a 500ª carga de gás natural liquefeito (GNL) foi entregue ao Porto de Sines. Sines é a principal porta de entrada de GNL em Portugal, com entrada de GNL oriundo da Nigéria, Qatar, Estados Unidos da América e Argélia.

Climáximo, coletivo pela justiça climática, sublinha que não há nada a celebrar na entrada de mais e mais GNL no país. A verdadeira discussão neste momento devia ser um alerta da dependência energética de Portugal de combustíveis fósseis, o apoio do governo às técnicas extrativas destrutivas como fratura hidráulica nos EUA e a urgente necessidade duma transição energética justa para fontes renováveis e limpas.

Dos furos de prospeção de gás na Zona Centro, até ao gasoduto entre Guarda e Bragança, a aposta no gás fóssil desmente o discurso do governo sobre a descarbonização da economia. Contudo e felizmente, existe o movimento climático que defende um planeta justo e habitável.

O Climáximo anuncia o acampamento de ação contra gás fóssil e pela justiça climática, Camp in Gás, a ser realizado no verão de 2019, contra uma infraestrutura de gás fóssil.

Climáximo

Mais informações:

www.climaximo.pt

www.camp-in-gas.pt

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Carvão patrocina 28ª meia maratona de Lisboa – 11 março

Este domingo 11 de março, o Climáximo esteve na meta da 28º Meia-maratona de Lisboa, a informar os atletas sobre o principal patrocinador da corrida – a EDP.

Este atleta aceitou usar o seu altifalante para nos ajudar a espalhar a mensagem.

Nos intervalos solarengos das breves torrentes de chuva e fustigantes rajadas, os atletas (muitos embrulhados em cobertores de sobrevivência) saíam de debaixo de arcadas e chapéus de esplanadas, alheios à ironia da situação:

é que terá sido a primeira vez nas 28 edições da corrida que o patrocinador teve de alterar de véspera o percurso devido a condições meteorológicas extremas que ele próprio tem ajudado a causar.

Este atleta dinamarquês posou com o logo da EDP riscado no seu dorsal depois de descobrir o seu impacto no clima.

A EDP teima em manter em funcionamento a central termoelétrica de Sines, uma das mais poluentes centrais de carvão da Europa, e a instalação industrial mais poluente de Portugal, responsável por mais de 10% de emissões nacionais de CO2.

A gigante da energia é a primeira a reconhecer os impactos nocivos da queima de combustíveis fósseis e nuclear: “alterações climáticas, poluição atmosférica local resultante da emissão de gases poluentes, e geração de resíduos perigosos (com particular relevância nas centrais nucleares), entre outros”.

Mas apesar de gostar de se apresentar com imagens de turbinas eólicas, a EDP continua a explorar a central de carvão de Sines, e aumenta a queima deste combustível sujo sempre que isso lhe é “economicamente interessante”.

Achámos apropriado o uso de máscara respiratória numa corrida patrocinada pelos lucros do carvão.

Os combustíveis fósseis são uma opção arcaica, suja e nociva.

Descarbonizar a produção de energia é o único plano viável para continuarmos a desfrutar de um planeta onde se pode viver, prever as estações do ano… e praticar desporto ao ar livre.

Transição Justa para uma Economia Verde – O Futuro do Trabalho em Sines

No Sábado, dia 27 de janeiro, estivemos na conferência “Transição Justa para uma Economia Verde” organizada pelo Alentejo Litoral pelo Ambiente, em que foram discutidos

  • porque os sindicatos se devem interessar pelas questões do ambiente e do clima? com a intervenção do AMÉRICO MONTEIRO (responsável do Departamento para o Desenvolvimento Sustentável da CGTP-IN);
  • encerramento da Central Termoelétrica a carvão – perspetivas e soluções, com a intervenção do FÉLIX COSTA (Sindicalista do central de Sines); e
  • a Campanha Empregos para o Clima, com a apresentação do JOÃO CAMARGO (Ativista do Climáximo e investigador em alterações climáticas).

COMUNICADO | “O carvão pertence aos museus” é a mensagem dos ativistas que demarcam linhas vermelhas para um planeta habitável em frente ao Museu da Eletricidade

Ativistas em Lisboa em solidariedade com a ação de desobediência civil contra o carvão “Ende Gelände” na Alemanha

5 de novembro, 16h30

“O carvão pertence aos museus” from Climaximo on Vimeo.

Enquanto milhares de pessoas de toda a Europa ocupam uma das maiores minas de carvão da Alemanha no ato massivo de desobediência civil “Ende Gelände” (Fim da Linha), ativistas do Climáximo vão ao Museu da Eletricidade lembrar que, ao mesmo tempo que nos abre as portas do seu lindo museu, a EDP está a destruir o nosso planeta.

Alguns elementos do Climáximo estão em Bona, onde amanhã começa a 23ª Cimeira do Clima da ONU (COP-23), para participar na ação “Ende Gelände” pela paragem imediata da extração de carvão, que está a causar alterações climáticas catastróficas.

Ao mesmo tempo, ativistas do Climáximo estiveram hoje em frente ao Museu da Eletricidade em solidariedade com a Ende Gelände, para lembrar que a central termoelétrica de Sines da EDP é, sozinha, responsável por 13,5% das emissões de CO2 em Portugal.

“Os incêndios e secas deste verão são só um exemplo: somos dos países europeus mais vulneráveis às alterações climáticas. As Linhas Vermelhas que trazemos ao Museu de Eletricidade lembram os limites para um planeta habitável: uma subida de 2ºC nas temperaturas globais é o ponto de não retorno para as catástrofes climáticas”, diz João Costa, um dos ativistas que participa na ação em Lisboa.

Já em Bona, a ativista Ana Matos comenta que “Depois de vinte e três cimeiras internacionais, as emissões de gases de efeito de estufa continuam a aumentar. Não serão os empresários nem os governos – seremos nós a conseguir o fim dum paradigma energético baseado em combustíveis fósseis.”

O panfleto distribuído na ação em Lisboa acrescenta que “a central de Sines tem de fechar, numa transição justa que não prejudique os trabalhadores e comunidades que ainda dependem dela.”

COMUNICADO: Sondagens entre Sines e Aljezur trazem de volta ameaça de furo de petróleo

A deteção de um navio italiano, o Vos Purpose, no início de setembro em operações de sondagens no mar, partindo do Porto de Sines em direção à região do mar de Aljezur, é um sinal de alarme para os movimentos contra a exploração de petróleo e gás a poucos dias das eleições autárquicas.

Nos dias 2 e 9 de setembro, segundo os registos de tráfego marítimo internacional, o navio italiano Vos Purpose esteve a realizar sondagens (“underwater survey“) a partir do Porto de Sines, tendo-se dirigido à zona onde seria realizado o furo de Aljezur.

Esta informação contradiz as notícias do início do mês, nomeadamente no jornal Expresso, que davam conta de que o furo de Aljezur tinha caducado, com declarações do Secretário de Estado da Energia, Jorge Sanches, que estão agora claramente em causa.

A opacidade em relação a estas operações marítimas é total, já que não existe qualquer registo, pedido ou autorização para estas sondagens, apenas verificáveis através dos registos de tráfego marítimo internacional. Acresce que estão ativas três providências cautelares – da Associação de Municípios do Algarve, da Câmara Municipal de Odemira e da Plataforma Algarve Livre de Petróleo – o que leva ainda a mais questões acerca da legalidade das atividades do Vos Purpose. Entretanto, o navio de perfuração Saipem 12000, contratado pela ENI e pela GALP para o furo de Aljezur, saiu de Walvis Bay na Namíbia e desloca-se na direção de Portugal.

O Climáximo e o movimento Alentejo Litoral pelo Ambiente (ALA) exigem um esclarecimento cabal por parte do governo acerca do estado dos contratos e destas sondagens realizadas há poucos dias. A menos de uma semana das eleições autárquicas, a ameaça do petróleo e gás torna-se ainda mais presente no território nacional, e são necessárias respostas urgentes por parte do governo.

Sessões de Esclarecimento no Alentejo

Numa série de sessões de esclarecimento organizada pelo Alentejo Litoral pelo Ambiente, tivemos oportunidade de discutir a situação atual sobre exploração do petróleo e do gás em Portugal.

Parabens ao ALA por esta iniciativa! 🙂

Aqui ficam algumas fotos da sessão e a apresentação do João Camargo:

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VN Milfontes
VN Milfontes

 

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Porto Covo
V.N. Santo André
V.N. Santo André
Sines
Sines

Fósseis de transição? / Transition fossils?

Os governos de Espanha e Portugal querem fazer da Península Ibérica uma “via-rápida do gás natural”, através de um investimento conjunto de mais de 500 milhões de euros [1] e da criação do mercado comum MibGás (Mercado Ibérico do Gás) [2].

Em Portugal, isto significará mais atividades no Terminal de Sines e uma extensão dos gasodutos por mais 160 km.

E depois, também há as alterações climáticas. Até mesmo a Agência Internacional de Energia admitiu que a infraestrutura de combustíveis fósseis que existirá em 2017 será suficiente para tornar o aquecimento global irreversível. [3] E eles ainda assinam novos projetos?

Nós relembramos: O gás natural não é um “fóssil de transição”. [4]

Temos de travar esta insanidade.

Temos de deixar os combustíveis fósseis no solo.

***

The governments of Spain and Portugal want to make the Iberian peninsula “a highway for natural gas”, through a joint investment of €500+ million [1] and the creation of the common market MibGás (Mercado Ibérico do Gás) [2].

In Portugal, this means further activities in the Sines LNG Terminal and an extension of gas pipelines by another 160 km.

Then, there is climate change. Even the International Energy Agency admitted that the fossil fuel infrastructure existing by next year would be sufficient to push us off the tipping point. [3] And they sign new projects?

We remind: Natural gas is no “transition fossil”. [4]

We must stop this madness.

We must phase out all fossil fuels, starting now.

creationist

[1] https://www.dinheirovivo.pt/economia/galeria/pode-portugal-ser-a-via-rapida-do-gas-natural-na-europa-sim-se-franca-deixar/
[2] https://www.dinheirovivo.pt/economia/portugal-e-espanha-ja-acertaram-relancamento-do-mercado-iberico-do-gas/
[3] https://www.theguardian.com/environment/2011/nov/09/fossil-fuel-infrastructure-climate-change
[4] https://climaximo.wordpress.com/2016/11/14/gas-transicao-para-a-catastrofe-joao-camargo/

Ação direta na EDP contra central de carvão em Sines

Ação do Climáximo na EDP contra central de carvão | Climáximo action at EDP against coal plant from Climaximo on Vimeo.

O Climáximo, movimento pela justiça climática, fez uma ação direta performativa na tarde do dia 26 de outubro, na loja da EDP em Marques de Pombal (Lisboa) contra a central termo-elétrica de carvão de Sines.

Os ativistas sublinharam que, no contexto das alterações climáticas, continuar usar carvão na produção de eletricidade é um jogo negro com o planeta Terra e com as populações do todo mundo. No dia 26 de setembro pelas 18 horas, os ativistas entraram a loja, vestindo como empregados da EDP, e jogaram com dados em que estavam escritas palavras como “secas”, “tempestades”, “mais aquecimento”, “poluição” etc._dsc3718

A central de Sines, uma das mais poluentes de toda a Europa [1], produz mais de 10% de todas as emissões de dióxido de carbono (CO2) nacionais. [2] Demais, o uso do carvão pela EDP aumentou nos últimos anos. [3]

Os recentes investimentos pela EDP na central [4] não fazem sentido, quando 90% de carvão nas reservas conhecidas devem ser deixados de baixo do solo. [5] Um dos ativistas, Pedro Lima, explicou que o proporção do carvão no consumo energético ficou igual nos últimos dez anos e que EDP tem a maior responsabilidade em bloquear a transição energética. Lima ainda acrescentou que a imagem da EDP ser muito verde e investir em energias renováveis é só fachada (chamada “greenwashing”) e que a EDP-Renováveis tem minúsculo investimento em Portugal.

Os ativistas acentuaram a urgência duma transição justa para as energias renováveis para travar o aquecimento global dentro dos limites aos que os ecosistemas da terra conseguem adaptar.img_3253

Esta ação é integrada na Quinzena da Ação “Jogam com as Nossas Vidas”, em que vários grupos e coletivos no todo o país estão a organizar iniciativas para reinvidicar justiça social e ambiental.

Mais informação e contactos:
Ver: o nosso panfleto sobre a EDP e o artigo de Luis Fazendeiro
Climáximo: climaximo.wordpress.com
Quinzena da Ação, Jogam com as Nossas Vidas: empregos-clima.pt

ENG
Lisbon, Portugal, 26/10/2016 | Protest at EDP offices against the Sines coal plant (Energies of Portugal, formerly state managed energy company, now privatized), one of the top polluting coal plants in Europe. Despite EDP’s greenwashing, its investment in renewables in Portugal in minuscule.

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[1] greensavers.sapo.pt/2014/07/22/central-termoelectrica-de-sines-entre-as-mais-poluentes-da-europa/
[2] zero.ong/zero-identifica-as-10-instalacoes-mais-poluentes-para-o-ar-e-a-agua-em-portugal/
[3] expresso.sapo.pt/economia/economina_energia/edp-duplica-producao-de-eletricidade-a-partir-do-carvao=f921324
[4] dinheirodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=204928
[5] carbonbrief.org/meeting-two-degree-climate-target-means-80-per-cent-of-worlds-coal-is-unburnable-study-says